Não acuse Deus

O Todo-Poderoso não é o autor da morte, por isso não deve ser culpado. Essas coisas são resultados da queda do homem.

Para as pessoas que não estão familiarizadas com as Escrituras, é difícil entender que as leis naturais que governam o mundo atual passaram a existir amplamente a partir da queda do homem, ou seja, quando Adão pecou, e a terra foi amaldiçoada. Tais leis, assim como as entendemos, foram postas de lado por Jesus quando foi necessário abençoar a humanidade. Quando Satanás, finalmente, for preso e colocado no abismo sem fundo, todas essas regras terão fim.

Devido ao fato de os seres humanos não as compreenderem, muitos acusam Deus de provocar acidentes, enfermidades, morte de seus entes queridos e tantas catástrofes da natureza, como tempestades, terremotos e enchentes. Até as companhias de seguro denominam os desastres naturais de “atos de Deus”, mas eles não o são de forma alguma! O Onipotente não é responsável por tais acontecimentos nem quem dá origem a qualquer um deles. O Todo-Poderoso não é o autor da morte, por isso não deve ser acusado. Essas coisas são resultados da queda do homem.

Seu autor é Satanás. Adão não sofreu de enfermidade alguma antes de conhecer o pecado e o príncipe das trevas. O Dr. John Alexander Dowie, que ajudou a reintroduzir a cura divina na Igreja no século 19, dizia: “A doença é a cria imunda de seu pai, o adversário, e de sua mãe, o pecado”. Na década de 1870, quando o Dr. Dowie pastoreava uma igreja congregacional no subúrbio de Sidney, uma terrível peste – na qual pessoas morriam como moscas, varreu a parte ocidental da Austrália. Anos mais tarde, ele lembrou do dia em que estava sentado em seu escritório, com a cabeça entre os braços, soluçando com seu coração diante do Pai e fazendo-Lhe perguntas, como: “Senhor, Tu és o autor das doenças e enfermidades? Tu mandaste essa epidemia terrível para esta terra? Tu irás destruir minha congregação toda? De onde veio essa peste? Quem a causou?”. Dowie já havia sepultado 40 membros de sua congregação.

Outros quatro aguardavam o enterro, e ele tinha acabado de retornar de uma visita a mais de 30 paroquianos que estavam doentes e agonizantes. Escreveu aquele homem de Deus. Então, as palavras inspiradas pelo Espírito Santo, em Atos 10:38, surgiram radiantes diante de mim, revelando Satanás como o corruptor e Cristo como Aquele que cura. Minhas lágrimas foram cessando, e meu coração se fortaleceu. Vi o caminho da restauração, e a porta foi aberta.

Então, pedi ao Senhor que me ajudasse, naquele momento, a pregar a Palavra para todos os que estavam morrendo e a falar-lhes como o inimigo ainda corrompe, e Jesus ainda liberta, pois Ele é o mesmo hoje (Hebreus 13:8). Aquele homem não teve de esperar muito tempo para testemunhar o poder de Deus. Em minutos, dois jovens irromperam em seu escritório, falando ofegante: “Ah, venha imediatamente. Mary está morrendo!”. Dr. Dowie desceu a rua correndo atrás deles, sem sequer parar para pegar seu chapéu. Ele estava furioso com o fato de Satanás ter atacado aquela jovem e inocente ovelha de seu rebanho. Ele encontrou a garota em meio a convulsões. Assim que Dowie entrou no quarto de Mary, o médico dela, tendo desistido de sua paciente, preparava-se para ir embora.

Ele voltou-se para o Dr. Dowie e assinalou: “Senhor, os caminhos do Pai não são misteriosos?”. A Escritura queimava no coração de Dowie. “O caminho de Deus!”, ele bradou. ”Como você ousa chamar isso de caminho de Deus! Não, senhor, isso é obra do diabo!”. Ele desafiou o médico, que era um membro de sua congregação: “Você consegue fazer a oração da fé que salva os enfermos?”. O doutor replicou: “Você está muito exaltado, senhor. O melhor a dizer é que a vontade do Altíssimo será feita”, e partiu. Não é estranho?

Ao manter alguém vivo por medicamentos, aparelhos e outros meios, muitos não acreditam que se estão opondo ao desejo do Onipotente, mas creem que estão agindo contra Deus quando oram para que alguém viva. Quando as pessoas morrem, dizem que era a vontade do Senhor! Ainda furioso com o ataque de Satanás, o Dr. Dowie fez a oração da fé. As convulsões da garota cessaram imediatamente, e ela caiu em um sono tão profundo, que sua mãe e sua enfermeira acharam que tivesse morrido. “Ela não está morta”, Dowie lhes assegurou.

Após vários minutos, ele acordou Mary, a qual se voltou para a mãe e exclamou: “Mãe, sinto-me tão bem!”. Lembrando-se de como Jesus havia operado um milagre na vida de uma garotinha, fazendo-a ressuscitar dos mortos, como nos relatam as Escrituras Sagradas, Dr. Dowie perguntou: “Você está com fome?”. “Ah, sim”, ela concordou. “Estou com muita fome”. Ele instruiu a enfermeira a dar-lhe um copo de chocolate quente e um pão com manteiga. Então, entrou no quarto ao lado, onde o irmão e a irmã da jovem estavam deitados, doentes, também em estado febril. Depois de orar, eles, instantaneamente, recuperaram-se, assim como aconteceu com a menina.

A partir daquele dia, Dowie ministrou a cura divina ao seu rebanho e orou por essa maravilha. Nunca mais perdeu algum membro para aquela peste que assolava o povo. Ele registrou: “Assim que saí do lar onde Cristo, Aquele que cura, tinha sido vitorioso, pude ter um pouco da música triunfante tocada no Céu em meu coração e ainda não fiquei nem um pouco surpreso com meus estranhos feitos, mas com a descoberta de que Ele é o mesmo hoje. Esta é a história de como comecei a pregar o Evangelho da cura por meio da fé em Jesus”.

2 Lindsay, Gordon. A vida de John Alexander Dowie. The Voice of HeaJing Publishing Co., 1951. pp. 22-26.
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1 Comentário

  • Excelente reflexão!!
    Essa é a visão bíblica sobre como devemos enfrentar as doenças e enfermidades. Estamos aqui para destruir as obras do diabo.

    Resposta

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