
Uma queda, durante uma simples brincadeira de adolescente, virou a vida de Lara Valentina, de 14 anos, de cabeça para baixo. Os exames mostraram uma lesão nas vértebras C1 e C2 e um rompimento no ligamento transverso na região do pescoço. A indicação era cirúrgica, mas uma intervenção divina foi o grande desfecho de alegria para toda a família.
NASCENDO EM BERÇO DE FÉ

Os pais de Valentina, o pastor Sócrates Tiburtino e sua esposa, Vilani Cavalcante, fazem parte da Igreja Verbo da Vida em Petrolina (PE) desde a época em que se reuniam em uma garagem. Vilani chegou na cidade em 2022 e Sócrates em 2006. Valentina nasceu em 2011, no mesmo ano em que o Pr. Edilson de Lira assumiu a liderança da igreja local.
Seus pais já coordenaram algumas áreas da igreja, como o louvor, comunicação, missões, jovens e adolescentes. Hoje, eles são pastores gestores e continuam coordenando os departamentos de Jovens e Adolescentes e parte do Departamento de Missões. Valentina, é claro, faz parte do Departamento de Adolescentes onde serve com muita alegria.
Segundo sua mãe, Vilani, Valentina é filha única. Devido à vida corrida do casal, eles adiaram a tentativa de outro filho até não ser mais possível. “Assim ela ficou como filha única. Ela está na igreja desde bebezinha. Confessou Jesus na salinha do Departamento Infantil. Ela é realmente uma mocinha maravilhosa. Sempre foi uma filha muito boa, uma menina obediente, estudiosa, uma menina ótima, graças a Deus”, expressou Vilani.
O FATÍDICO 3 DE NOVEMBRO
No dia do acidente, Valentina saiu do treino de vôlei e seguiu para a casa de uma colega, onde fariam um trabalho escolar. Enquanto as meninas brincavam de virar uma sobre a outra, Valentina caiu de cabeça no chão, pressionando o pescoço e sentindo muitas dores.
À noite, Vilani e Sócrates participariam de uma banca de avaliação das ministrações dos alunos do Rhema. Antes de seguir para o compromisso, Vilani buscou Valentina na casa da colega e, naquele momento, a menina contou à mãe que havia caído e machucado as costas. A mãe deu uma bronca e, com isso, Valentina não teve coragem de relatar o que realmente aconteceu. Em seguida, Vilani deixou a filha com sua irmã, Auveni, e se dirigiu ao Rhema.

Pouco tempo depois, Auveni mandou uma mensagem para a irmã informando que a menina estava se queixando de muitas dores. Após ser pressionada pela tia, Valentina contou os detalhes do ocorrido e pediu para a sua amiga enviar o vídeo da queda. Foi então que a tia mandou o vídeo para o Pr. Edilson de Lira, que logo pediu para que elas fossem com urgência ao hospital fazer os exames necessários, pois poderia ser algo muito sério.
O médico que atendeu Valentina, e que havia sido seu pediatra, agilizou os exames e solicitou uma tomografia. Nesse ínterim, Sócrates e Vilani chegaram ao hospital. Após analisar o resultado do exame, o médico confirmou a gravidade da situação e afirmou que a jovem precisaria ser internada. Ao ser questionado sobre a gravidade do caso, ele respondeu: “Com isso, ela pode sair daqui sem andar. Vamos internar e fazer mais exames para vermos os próximos passos”.
O pastor Edilson, que também é médico, confirmou que pessoas chegam a ficar completamente paralisadas do pescoço para baixo após quedas semelhantes. “É uma condição que, na maioria dos casos, é cirúrgica”, acrescentou.
ATÉ O LIMITE DA MEDICINA
Assim, a adolescente ficou internada por três dias. A ressonância magnética realizada trouxe um alívio, pois o acidente não atingiu a medula, afastando a possibilidade de paralisia. No entanto, além da luxação, o exame evidenciou um rompimento do ligamento transverso. O Dr. Allan França, neurocirurgião que a acompanhou, afirmou que o caso era cirúrgico, mas iria preferir uma abordagem mais conservadora e receitou um colar cervical para usar no período de três meses.
O médico, então, deu alta a Valentina e, ao final dos três meses, ela voltou para refazer os exames. “O colar cervical limitava muita coisa. A nossa oração era que ela, quando tirasse o colar, estivesse completamente curada. Foi assim que perseveramos em oração”.


O resultado da tomografia e da ressonância magnética mostrou uma piora no quadro. O osso da coluna havia se afastado ainda mais, e a luxação aumentou porque o ligamento não havia se recuperado. Diante da situação, o médico informou que a adolescente deveria passar por cirurgia, que resolveria metade do problema, mas deixaria 50% dos movimentos do pescoço comprometidos.
O neurocirurgião decidiu que, embora a indicação fosse cirúrgica, retiraria o colar e estabeleceria uma janela de 60 dias para a retomada dos exames. Após esse período, Valentina voltou para a escola, ainda com algumas limitações de movimento e sem poder realizar atividades físicas. Diante disso, os pais e toda a igreja entraram em oração para que esse intervalo se tornasse uma oportunidade para a operação do milagre de Deus. “Foi isso que nós fizemos juntos. Entendemos não apenas como uma janela de tempo para observação clínica, mas como uma oportunidade de Deus para exercermos fé”, comentou o Pr. Edilson de Lira.
E O SURPREENDENTE MILAGRE CHEGOU
Vilani contou que a família tinha a convicção de que o mesmo Deus que a livrou da morte e de uma paralisia, também iria livrá-la de uma cirurgia. Os pais de Valentina se juntaram com o casal missionário Rita e Maluta em oração desde o início do problema. “Nós orávamos três vezes ao dia, especialmente por essa causa. Como eles moram fora, nós fazíamos videochamada e orávamos juntos, agradecendo a Deus pelo milagre”, completou.
Valentina também surpreendeu a todos com sua reação diante do problema. A adolescente sofria de ansiedade e realizava acompanhamento psicológico desde os dez anos com Sanny Evangelista, ministra da igreja e psicóloga. “Ela tinha pensamentos catastróficos, de que alguém da família ia morrer ou ficar gravemente doente. Mas diante da sua própria situação, ela reagia de forma positiva diante de cada exame e dos relatos dos médicos”, afirmou Vilani.

Quem também creu junto com a família foi a Igreja Verbo da Vida em Petrolina. Vilani lembrou que a retirada do colar cervical não aconteceu na sala do médico, mas na igreja. “Nós nos reunimos, os pastores, os ministros auxiliares, e na manhã daquele dia, passamos a concordar em oração pela cura de Valentina. O Pr. Edilson falou para nós que deveríamos tirar da nossa mente qualquer possibilidade que não fosse 100% de cura para Valentina. Ele falou: ‘Vamos vê-la jogando vôlei. Vejam isso como uma janela de Deus mesmo para exercermos fé'”.
Nesses 60 dias, todos testemunharam o agir de Deus na vida de Lara Valentina. Ao final de março, foram realizados exames, cujos resultados confirmaram que o milagre havia acontecido. O médico ficou maravilhado e expressou sua admiração. “Olha, esse resultado do exame de Lara a medicina não explica. O ligamento está completamente restaurado. Realmente só pode ser uma ação de Deus porque a medicina não pode explicar isso aqui”.
O Pr. Edilson também celebrou: “Na literatura médica, esse é um evento raríssimo, ou seja, literalmente um milagre documentado. Eu percebo não apenas um resultado radiológico favorável, mas vejo um desfecho que ultrapassou as expectativas naturais e, mesmo diante dos mais céticos, trouxe glória a Deus e, com certeza, marcou profundamente a gente que ama tanto essa família. Marcou a nossa igreja e serviu de um testemunho para toda a cidade e para aqueles que, eventualmente, vão acompanhar esse depoimento. Deus continua fazendo milagres”.
VALENTES NO COMBATE À INCREDULIDADE

Com o resultado final, o hospital solicitou a repetição dos exames. Vilani chegou a questionar a decisão da equipe médica, mas logo combateu pensamentos contrários à fé. “Precisamos ser vigilantes nos nossos pensamentos e constantemente submetê-los àquilo que a Palavra diz e àquilo que estamos crendo e declarando”, enfatizou.
Sua irmã, Auveni também endossou sua afirmação: “Mana, nós estamos orando esse tempo todo pela cura dessa menina. O que o hospital viu, o que o médico radiologista viu, foi uma cura. Eles não entendem como é que o exame deu esse resultado, como é que está tudo curado”.
Vilani já de posse do resultado do poder de Deus na vida de sua filha, aproveitou para aconselhar quem está vivendo dias difíceis: “Diante daquele dia mau, quando bate na nossa porta, na verdade, precisamos realmente nos posicionar em fé e perseverar nisso. E uma das coisas que precisamos combater continuamente são os pensamentos contrários à fé”.
O Dr. Allan França, comentou no instagram, após o resultado dos exames: “Fico muito feliz e honrado em fazer parte dessa história. Foi difícil conter as lágrimas ao ver a ressonância e tomografia de Lara com resolução completa do quadro, diante de todo o histórico e visto que os exames anteriores estavam mostrando uma piora progressiva tanto da luxação quanto da lesão do ligamento transverso. Deus é maravilhoso. ‘Permanecei firmes na fé'”.















