“E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes. Mas Deus assim cumpriu o que já dantes, pela boca de todos os seus profetas, havia anunciado: que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie Ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado; o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio” (Atos 3:17-21).
Precisamos, como Igreja, interpretar os tempos que estamos vivendo. Certa vez, Jesus, nos dias em que estava na terra, disse: “Vocês sabem interpretar os sinais do céu e da terra; como não conseguem interpretar este tempo?”. Assim como o povo no deserto precisava interpretar a nuvem em sua jornada, nós também precisamos, neste tempo, estar atentos para interpretar o momento que estamos vivendo. Não basta apenas ler e estudar; precisamos interpretar de forma coerente e pensar de acordo com o que o Espírito deseja que pensemos.
Quando refletimos sobre a fala de Pedro, percebemos que ele explicita palavras de diversos profetas que foram boca de Deus e anunciaram tanto a primeira vinda de Cristo quanto a Sua segunda vinda, quando Ele virá para reinar, além de eventos futuros, como novos céus e nova terra. Tudo isso, porém, possui uma construção.
DESENVOLVENDO UM SENSO DE FUTURO
Na primeira vinda de Cristo, Jesus, como Cordeiro, morre na cruz, sobe aos céus, e vemos o ministério revelado: a era da Igreja. Enquanto Jesus está no trono, a Igreja vive na terra. Não precisamos apenas saber que Cristo está no trono; podemos também desfrutar do fluir do trono de Deus, porque há refrigério na presença d’Ele. Não seremos como os religiosos do tempo de Jesus; nós discerniremos os tempos. Estamos bem orientados a respeito dos últimos dias. Deus restaurará todas as coisas.
Quando Cristo ressuscitou dentre os mortos, o Pai O estabeleceu como o Cabeça da nova criação. No entanto, os novos céus e a nova terra virão quando tudo se cumprir. Hoje, vivemos a era da Igreja. No final dessa era, virá o anti-cristo, em um período de sete anos, e, ao final, será vencido por Jesus, que retornará à terra e reinará por mil anos. Ele reinará em novos céus e em uma nova terra. Precisamos manter os olhos na Palavra de Deus e desenvolver um senso de futuro. Precisamos compreender que Cristo tem um futuro revelado para nós.
“Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hebreus 5:11-14).
FUNDAMENTADOS NAS DOUTRINAS BÁSICAS DA FÉ CRISTÃ
“Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir” (Hebreus 6:1-3).
Jesus veio, morreu na cruz e a Bíblia fala sobre a restauração de todas as coisas. Aprendemos que, quando nascemos de novo, nosso espírito humano foi restaurado, mas ainda haverá uma restauração de todas as coisas, inclusive deste mundo. A terra caiu quando o pecado entrou e haverá de ser refeita. A Palavra fala de um mundo perfeito e, em Hebreus, somos exortados a avançar “para o que é perfeito”. Nenhum Evangelho ou religião aponta que alcançaremos a perfeição, mas Cristo afirma que isso é possível e a Bíblia nos estimula a isso. Precisamos parar de dar desculpas. Nós temos solução. A Palavra tem poder de solução. A Escritura recria o homem; precisamos apenas nos apegar a ela.
No texto, vemos seis doutrinas agrupadas em pares. Primeiramente, o fundamento do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, que marca o início da vida cristã, a redenção por meio da morte de Cristo. Não é apenas uma doutrina a ser conhecida; é algo que precisa ser experimentado. As duas primeiras doutrinas fazem parte do início da caminhada cristã.
SUSTENTADOS PELA CONSCIÊNCIA DA ETERNIDADE
Em seguida, temos a doutrina dos batismos e da imposição de mãos, que representam um estágio mais avançado da vida cristã, quando começamos a nos comprometer com a Palavra que nos salvou. A imposição de mãos é mencionada porque só fluímos plenamente quando recebemos. Por fim, temos a ressurreição dos mortos e o juízo eterno. Essas duas doutrinas dizem respeito diretamente ao tema abordado, pois são verdades que sustentam a fé cristã. Quando Jesus ressuscitou, Ele foi julgado e, por ter vivido sem pecado, foi colocado em posição de autoridade. Ele se submeteu ao que haveria de acontecer e, por ter sido o primeiro a ressuscitar, tornou-se a garantia de que nós também alcançaremos.
É fundamental compreendermos o fim, pois a consciência da eternidade nos sustenta. Quando vivemos debaixo da influência da eternidade, passamos a viver plenamente a vontade de Deus para nós. Não há mais tempo para perder tempo. É tempo de voltar à Palavra. É tempo de recuperar um senso de eternidade governando nossas vidas.














