O poder das palavras!

Estamos vivendo um tempo em que as pessoas parecem ter uma necessidade enorme de expressar sua opinião sobre tudo e sobre todos.

De uns tempos pra cá, tem um assunto que está “martelando” na minha cabeça: o poder das palavras. Como sou do Ministério Verbo da Vida, obviamente você pode estar pensando que isso não é nenhuma novidade. Mas o ponto específico em que tenho pensado não é referente ao poder da palavra apenas no sentido de não falar negativo, contrário ao que cremos; não é apenas sobre criar o mundo que queremos, de chamar à existência o que não existe; não somente sobre permanecer dando glória a Deus até que algo se materialize.

Refiro-me ao sentido do peso que nossas palavras têm acerca do que falamos sobre as pessoas. O peso que essas palavras têm não apenas sobre quem falamos, mas também sobre nós mesmos e sobre as pessoas que possam nos ouvir.

Lembro de algo que minha mãe costumava dizer: “Quando falamos sobre as pessoas, nós estamos soltando nossas palavras ao vento”. Ela dizia que é como pegar um travesseiro de plumas e rasgá-lo no topo de um prédio. Caso você se arrependa, pode até conseguir recolher algumas plumas soltas, mas talvez algumas tenham se espalhado com o vento de tal forma que não seja mais possível recolhê-las.

Estamos vivendo um tempo em que as pessoas parecem ter uma necessidade enorme de expressar sua opinião sobre tudo e sobre todos. Na internet, podemos ver que as pessoas se tornam ainda mais ousadas em dizer o que pensam, “doa a quem doer”.

Penso que um bom filtro seria pensar: qual a minha intenção? Por que estou dizendo isto para esta pessoa? E aqui, essas perguntas englobam tanto o que dizemos para as pessoas sobre elas mesmas, quanto quando estamos falando para terceiros.

Verdade seja dita, nem sempre precisamos dizer nossa opinião sobre a vida de alguém, muito menos quando não foi perguntado. E ainda assim, será que não existe uma forma mais apropriada, dentro do amor, que se encaixe melhor para que o que PRECISA ser dito possa ser “bem dito”?

E dizer algo sobre alguém para um outro alguém? Vale o mesmo filtro: qual a minha intenção? Por que estou dizendo isto para esta pessoa? Fofoca mata influência, fere relacionamentos. Coloca dúvida, quebra lealdade. Thiago, meu marido, certa vez ministrando sobre o assunto, disse algo que guardei pra mim: “Se você não é parte do problema, nem da solução, então o que você está dizendo é fofoca”.

Veja bem: se você passou por algo difícil, constrangedor e que envolva outra pessoa, pode ter a necessidade de desabafar, pode precisar pedir ajuda. Então não quero ser superficial e dizer que nunca nada deve ser dito, mas avalie para quem você está dizendo. Fale sempre com o Senhor primeiro. Não saia por aí falando algo de que possa se arrepender depois. Procure alguém maduro, alguém que possa até te ajudar a ver se você não entendeu errado a situação, alguém que te ajude a julgar e analisar o que aconteceu.

Procurar um líder para contar alguma dificuldade com um irmão, procurar autoridades para relatar algo que você sabe que pode ajudar, pode ser importante. Mas calma! Respire!

Não tenha ira nem cólera nas suas palavras. Tire a emoção. Ore, leia a Palavra. Peça sabedoria ao Espírito Santo sobre como dizer… Caso contrário, tudo que poderá sobrar no seu coração será um profundo arrependimento, ou quem sabe, remorso. Um remorso que poderá consumir sua alma. Um remorso que te faz sempre achar que alguém está sabendo o que você disse e que as pessoas estão contra você.

E sendo bem sincera, eu já passei por isso. Já desabafei com pessoas que eu julgava serem minhas amigas, que tomariam minhas dores, para depois descobrir que, na mesma velocidade em que “afagavam meu ego” e concordavam que “aquela pessoa” realmente estava errada, na verdade, eram os famosos “leva e traz”. Mas eu não posso culpá-las. Eu é quem deveria saber que nem todo desabafo precisa ser dito para um grande amigo.

Vigie também os adjetivos que você usa para falar de pessoas. Existem palavras que agridem a você mesmo; afinal, o seu par de ouvidos é o mais próximo da sua boca.

“Ah, mas eu tenho um alto senso de justiça.” Já ouvi tantas pessoas falarem isso após despejarem palavras cheias de raiva contra alguém que teve ações que elas reprovam. Reprovar a atitude de alguém não deve tirar você do seu equilíbrio. Não deve fazer você usar palavras torpes, palavras que ferem, que agridem. Enquanto você pensa estar clamando por justiça, pode estar, na verdade, procurando vingança. Esta não é a justiça bíblica.

Não é um exercício fácil, eu sei. Mas ter domínio sobre sua língua é algo EXTREMAMENTE bíblico, e é exatamente sobre isso que eu venho meditando. Percebi alguns versículos pulando em meu coração sobre o assunto. Decidi fazer uma busca rápida na Bíblia sobre textos que falam sobre a língua. Nem preciso dizer o quanto de versículos lindos sobre a língua ser usada para louvar ao Senhor eu encontrei. Que instrumento poderoso de adoração. Que instrumento poderoso para desfrutarmos da esfera do Espírito e desfrutarmos de uma vida plena e abundante.

O impressionante, no entanto, foi que, além dos versículos clássicos que eu já vinha pensando, encontrei muitos e muitos versículos sobre as consequências da fala no aspecto a que se refere este texto que escrevo. Textos fortes, objetivos e profundos, que mostram o quanto as palavras “mal ditas” podem repercutir nas mais variadas esferas da nossa vida.

“Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmos 141:3 — ARA).

“As palavras do justo são fonte de vida; as palavras dos perversos ocultam intenções violentas. O ódio provoca brigas, mas o amor cobre todas as ofensas. Palavras sábias vêm dos lábios de quem tem entendimento, mas quem não tem juízo é castigado com a vara. Os sábios guardam o conhecimento como um tesouro, mas a conversa do insensato só conduz à desgraça. Quem esconde o ódio se torna mentiroso; quem espalha calúnias é tolo. Quem fala demais acaba pecando; quem é prudente fica de boca fechada. As palavras do justo são como a fina prata; o coração do perverso não tem valor algum. As palavras do justo dão ânimo a muitos, mas os insensatos são destruídos por falta de juízo” (Provérbios 10:11-14 e 18-21 — NVT).

“A boca do justo oferece conselhos sábios, mas a língua que engana será cortada. Dos lábios do justo vêm palavras proveitosas, mas da boca dos perversos só vêm palavras más” (Provérbios 10:31-32 — NVT).

“O hipócrita, com suas palavras, destrói seus amigos, mas o conhecimento livra os justos. É falta de bom senso desprezar o próximo; a pessoa sensata permanece calada. O fofoqueiro espalha segredos, mas a pessoa confiável sabe guardar confidências” (Provérbios 11:9, 12 e 13 — NVT).

“Os comentários de algumas pessoas ferem, mas as palavras dos sábios trazem cura” (Provérbios 12:18 — NVT).

“Do fruto da boca o homem comerá o bem, mas o desejo dos pérfidos é a violência” (Provérbios 13:2 — ARA).

“Quem controla a língua terá vida longa; quem fala demais acaba se arruinando” (Provérbios 13:3 — NVT).

“A resposta gentil desvia o furor, mas a palavra ríspida desperta a ira. A língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos despeja a insensatez. Palavras suaves são árvore de vida, mas a língua enganosa esmaga o espírito. A boca dos sábios espalha conhecimento; o coração dos tolos nada tem a oferecer” (Provérbios 15:1, 2, 4 e 7 — NVT).

“Quem é verdadeiramente sábio usa poucas palavras; quem tem entendimento controla suas emoções. Até o insensato passa por sábio quando fica calado; de boca fechada, até parece inteligente” (Provérbios 17:27-28 — NVT).

“Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (Provérbios 18:13 — ARA).

“É mais difícil reconquistar um amigo ofendido que uma cidade fortificada; as discussões separam amigos como um portão trancado. As palavras sábias saciam como uma boa refeição; as palavras certas dão satisfação” (Provérbios 18:19-20 — NVT).

“A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Provérbios 18:21 — ARA).

“Cuide da língua e fique de boca fechada, e você não se meterá em apuros” (Provérbios 21:23 — NVT).

“O ouvido prova as palavras que ouve, assim como a língua distingue os sabores” (Jó 12:11 — NVT).

“O justo oferece conselhos sábios e ensina o que é certo” (Salmos 37:30 — NVT).

“Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio” (Salmos 39:1 — ARA).

“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tiago 1:26 — ARA).

“É verdade que todos nós cometemos muitos erros. Se pudéssemos controlar a língua, seríamos perfeitos, capazes de nos controlar em todos os outros sentidos. Por exemplo, se colocamos um freio na boca do cavalo, podemos conduzi-lo para onde quisermos. Observem também que um pequeno leme faz um grande navio se voltar para onde o piloto deseja, mesmo com ventos fortes. Assim também, a língua é algo pequeno que profere discursos grandiosos. Vejam como uma simples fagulha é capaz de incendiar uma grande floresta. E, entre todas as partes do corpo, a língua é uma chama de fogo. É um mundo de maldade que corrompe todo o corpo. Ateia fogo a uma vida inteira, pois o próprio inferno a acende. O ser humano consegue domar toda espécie de animal, ave, réptil e peixe, mas ninguém consegue domar a língua. Ela é incontrolável e perversa, cheia de veneno mortífero. Às vezes louva nosso Senhor e Pai e, às vezes, amaldiçoa aqueles que Deus criou à sua imagem. E, assim, bênção e maldição saem da mesma boca. Meus irmãos, isso não está certo! Acaso de uma mesma fonte pode jorrar água doce e amarga? Pode a figueira produzir azeitonas ou a videira produzir figos? Da mesma forma, não se pode tirar água doce de uma fonte salgada” (Tiago 3:2-12 — NVT).

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente” (I Pedro 3:10 — ARA).

“O Senhor Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos” (Isaías 50:4 — ARA).

Para aqueles e sobre aqueles a quem direcionei palavras que faltaram amor ou sabedoria, me perdoem. Estou crescendo!

1 Comentário

  • Obrigado doce espírito santo porque assim como toda a palavra foi inspiração direta do coração de Deus para o nosso crescimento assim você revelou a tua filha este ensino em que irá nos transformar para a sua inteira vontade nos fazendo amadurecer.
    Obrigado.
    RACHEL BICHUSKY GARCIA.

    Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaques da semana​
Estude no Maior Centro de Treinamento Bíblico do Mundo!