Quando observamos a vida de Paulo, vemos que ele passou por muitos açoites, mas ele era muito feliz porque reconhecia que todas as coisas eram resultado da sublimidade do conhecimento de Cristo.
Quando temos o entendimento de onde saímos e para onde estamos indo, vale a pena qualquer desconforto em favor do Evangelho.
“Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio” (Lucas 4: 25-27).
O que tem me chamado a atenção são as pessoas que estão passando pela mesma situação. Algumas vezes passamos por dificuldades e acreditamos que elas determinam o nosso futuro. Mas nessa passagem, observamos que eles encontraram bonança em tempos desfavoráveis.
Foram as iniciativas que fizeram com que aquelas pessoas saíssem dessas circunstâncias. A viúva conseguiu romper com o tempo de fome. A Bíblia fala que os olhos do Senhor passam por toda a terra procurando alguém que tenha o coração totalmente n’Ele.
Não podemos nos contentar em viver o ordinário. No tocante às manifestações do Espírito, como temos sido intérpretes para Deus? Ele quer dizer algo e o expressamos como nosso? Sei que são fases e existem pessoas novas entrando no ministério e errando naquilo que nos equivocamos.
Tenha a submissão e o ouvido reverente. Jesus tinha responsabilidade como pregador e esperava o Pai dizer algo. Boa parte das minhas pregações são uma fatia daquilo que vejo n’Ele, mas carrego o peso de ter visto e não ter feito.
Temos descansado porque acreditamos que os sinais sobrenaturais são para os profetas, mas as manifestações do Espírito do Senhor são para todos nós e Ele nos deu esse privilégio para participarmos disso com Deus.
Quando Cristo enviou os doze, falou: “Anunciem o Evangelho, curem os enfermos, ressuscitem os mortos”. A base da igreja de Jesus era composta por ex enfermos, mas como esses grupos têm perdido a prioridade nelas? Não podemos nos apartar da incumbência de ser ministros da Escritura. Quando entendermos isso, o nosso propósito ficará mais leve.
Deus age fora da lógica. Paulo estudou com Gamaliel e Pedro era considerado iletrado pelo povo. Não deixe essas limitações tirarem a sua ousadia. O Espírito Santo é quem fará todas as coisas.
Uma direção dada por Ele pode trazer o rompimento, a ajuda e o livramento. O Senhor nos inseriu em um chamado que envolve o sobrenatural. Precisamos ter isso como prioridade. Esse pensamento de tirar o convite do batismo no Espírito para deixar o nosso público confortável, talvez tenha deixado ineficaz o nosso pastoreio. Mas é essa parte divina que fará toda a diferença.
É preciso repensar nossa atividade como ministros, não podemos deixar o Espírito de Deus de fora, porque foi Ele quem nos habilitou para sermos pregadores da Sua Palavra. Precisamos estar sensíveis para saber o que o Senhor deseja fazer por nosso intermédio.
Qualquer pessoa nessa posição, precisa estar avivada na Palavra. Acredito ser covardia não ter um tempo de oração com Quem nos estendeu o braço de misericórdia.
Não devemos pensar em nos dar bem no Evangelho, pois se ele lhe pede algo, é necessário considerar como a sublimidade do conhecimento de Jesus.
*Trechos da ministração do dia 27 de setembro de 2025, na Conferência de Ministros Sul














