Lealdade é permanecer

Nesses últimos dias precisamos de pessoas fiéis, que vão passar por todas as etapas juntos.
Jefter Kashiwakura
Pastor e missionário no Japão

“E teve Davi desejo e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém que está junto à porta! Então, aqueles três valentes romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o Senhor. E disse: Guarda-me, ó SENHOR, de que tal faça; beberia eu o sangue dos homens que foram a risco da sua vida? De maneira que não a quis beber. Isso fizeram aqueles três valentes” (II Samuel 23:15-17).

Essa passagem bíblica lista os valentes de Davi. Antes de ir ao Japão, eu era curioso pelo tema dos samurais. Eles eram guerreiros da nobreza, pessoas de honra. Quando eu vi os valentes do rei, aqueles que pegaram junto com ele na batalha, eles tinham alguns princípios e um deles era a honra, lealdade e fidelidade, tanto é que a Bíblia os lista.

Nesta história, Davi lembra do desejo de beber água, e três de seus homens atravessaram o acampamento do inimigo e, assim que eles entregam a água ao rei, ele ficou grato e estendeu essa oferta como libação ao Senhor por reconhecer o que eles fizeram.

Nós temos esses homens e mulheres de valor em nosso Ministério. precisamos sentir orgulho de fazer parte desse clã. Honre o seu pastor na igreja local e também a visão.

Vale a pena honrar aquilo que está sendo entregue a nós. Precisamos ser como aqueles guerreiros, pois o seu chamado dependerá da conexão do seu coração. Essa geração não pensa mais em compromisso e lealdade. Casamentos se desfazem depois da primeira briga, pessoas mudam de igreja com facilidade por algo que não gostaram. Lealdade é permanecer!

“Entretanto, pelejou Joabe contra Rabá, dos filhos de Amom, e tomou a cidade real. Então, mandou Joabe mensageiros a Davi e disse: Pelejei contra Rabá e tomei a cidade das águas. Ajunta, pois, agora o resto do povo, e cerca a cidade, e toma-a, para não suceder que, tomando-a eu, se aclame sobre ela o meu nome. Reuniu, pois, Davi a todo o povo, e marchou para Rabá, e pelejou contra ela, e a tomou” (II Samuel 12:26-29).

Joabe, o comandante do rei Davi, conquista Rabá, vence a batalha, mas chamou o rei porque a glória não era para ele. Isso é lealdade e honra. Tony Cooke tem uma frase no livro “Em busca de Timóteo” que diz assim: “Não é um elogio quando alguém fala mal do pastor na sua frente”. 

Nesses últimos dias precisamos de pessoas fiéis, que vão passar por todas as etapas juntos. Os pastores não merecem ser abandonados, nas primeiras dificuldades, precisamos despertar esse coração leal. A verdadeira submissão vem depois da primeira discordância. Precisamos provar a nossa lealdade.

Se nos ofendermos por pequenas coisas, isso não é ser leal. Sirva independentemente de qualquer coisa. Às vezes, ministros e missionários estão travados em suas vidas, porque acreditam que ninguém os vê. Joabe fez esse ato tremendo com Davi, mas o maior problema foi a familiaridade, e viu os erros e defeitos de sua liderança. Infelizmente, ele não foi citado na lista dos guerreiros do rei de Israel.
O costume da proximidade nos retira a honra. 

Vamos terminar a nossa carreira mantendo o coração correto do início ao fim. Isso não é sobre os acertos e erros da liderança. É caminhar junto com eles na visão até o fim. Talvez você possa ser uma pessoa criativa, mas mesmo que suas ideias não sejam aceitas, continue os servindo.

Não entre no culto da sua igreja achando entediante ouvir novamente sobre fé, mas celebre por ouvir novamente.

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