
Quando os primeiros acordes de gaita ecoam na entrada do templo da Igreja Verbo da Vida em Caxias do Sul (RS), recepcionando quem chega para a Conferência de Ministros, é impossível não perceber que aquela música carrega história. Por trás do instrumento está Alisson Vargas, 25 anos, natural de Dom Pedrito (RS). O jovem gaiteiro carrega no coração a herança musical da família e, agora, um novo capítulo de fé escrito a partir do momento em que decidiu congregar na Verbo da Vida.

Alisson chegou a Caxias em 2021 e trabalha como comprador em uma multinacional. Até então, era membro de outra igreja, onde também já havia servido na música. “Eu sempre fui ‘rato de igreja’, como costumo dizer. Onde eu chegava, queriam logo que eu tocasse. Mas quando vim visitar esta igreja, algo diferente aconteceu: me acolheram como família, não como músico. Isso me marcou demais. Fui recebido como um amigo, como um filho. Antes de tocarem na minha habilidade, tocaram no meu coração”, relembrou, emocionado.
O gaiteiro visitou a igreja pela primeira vez a convite de amigos e confessa que algo mudou desde aquele dia. “Eu vim, sentei e senti que era parte dali. Foi algo que não sei explicar, só sei que encontrei um lugar que realmente cuida das pessoas”. Durante a Conferência de Ministros do Sul, Alisson teve a oportunidade de participar dos cultos e diz que foi impactado pela Palavra. “Já passei por vários lugares, ouvi diversas pregações, mas ontem eu entendi de fato o que é a Igreja Verbo da Vida. Quando o pastor começou a ministrar sobre a alegria e o riso na fé, eu pensei: ‘Nunca tinha ouvido isso antes’. Foi novo e libertador pra mim. Estou vivendo um tempo especial”, contou ele referindo-se à ministração de Eliezer Rodrigues da sexta à noite.

A música, que acompanha Alisson desde a infância, agora ganhou um novo significado. “Minha família inteira é de músicos. Meu pai tocou em bailes a vida toda, meu tio é bem conhecido no Estado. Não queria tocar gaita, e sim violão ou bateria, mas minha mãe dizia: ‘Você vai ser gaiteiro’. Comecei a estudar aos sete anos, meio contrariado, e segui até os 17. Hoje entendo que Deus já estava me preparando para algo maior. Estar aqui faz sentido para tudo que vivi”.
Defensor de sua cultura, o gaiteiro participa das atividades desenvolvidas pelo Departamento Tradição dentro da igreja: “É muito importante a gente ter um departamento desses porque abrange todo tipo de gente principalmente aquelas que gostam de nossa tradição e da música gaúcha”, destacou.
Além de tocar na igreja e participar de festivais de tradição gaúcha, ele ainda estuda o instrumento em casa. Com o coração aberto ao que Deus tem para o futuro, o músico também demonstra interesse em mergulhar mais fundo na Palavra: “Estou conhecendo agora as escolas do Verbo, como o Rhema. Tenho muita vontade de participar e crescer nesse ensino”.
Uma coisa é certa, a história de Alisson demonstra que quando alguém encontra não só um ministério, mas uma família espiritual, até a música ganha outros tons. Hoje, os dedos que deslizam sobre a gaita não só celebram a tradição gaúcha, mas também dão ritmo à adoração em um novo lar, o da Palavra da Fé.















2 Comentários
Que benção ver tantos talentos nesse ministerio e o senhor atraindo mais, louvamos ao senhor pelos dons em operação.
Gloria a Deus verdadeiramente essa palavra quebra todo o espirito de religiosidade, louvamos ao senhor pela vida do irmão e pelo dom que o senhor concedeu, cremos que o irmão vai ser grandemente abençoado.