por Thiago Garcia

Temos vivenciado, de fato, uma temporada extremamente desafiadora, na qual os conceitos e valores que se acreditavam solidificados, há muito, têm sido abalados. Nossas rotinas diárias, famílias, trabalhos e demais afazeres têm sofrido drásticas mudanças nos últimos dias. Até as nossas liberdades mais consagradas têm sido limitadas, e essas restrições têm levantado inúmeros questionamentos.

Já não podemos mais levar as crianças ao colégio, pois as aulas foram suspensas. Já não podemos ir mais ao trabalho, pois ele veio até a nossa casa. Nem mesmo as nossas idas à Igreja estão acontecendo, pois o culto agora é on-line. Dificilmente, imaginaríamos que tudo mudaria tanto, em tão pouco tempo.

Esse ambiente de instabilidades tem sido propagado também, por muitos, como sendo de incertezas, uma vez que —  se o futuro se tornou mais nebuloso para eles — conviver com aquilo que tem sido apontado como incerto, tem elevado os níveis de ansiedade e desespero, tornando os dias extremamente angustiosos para algumas pessoas.  

Entretanto, é imprescindível lembrarmos que essa não precisa ser a verdade para as nossas vidas, pois nos foi dada a própria Palavra de Deus, que nunca muda. Mesmo entendendo que as circunstâncias presentes estão totalmente descontroladas, para nós isso não precisa ser uma fonte de dúvidas ou incertezas, pois nós temos um fundamento sólido ao qual nos apegar.

Será que tudo mudou? Será que tudo agora é incerto?

Deus é o mesmo, antes da pandemia, durante a pandemia e será depois da pandemia, que certamente passará. Num mundo tão versátil, nos acostumamos com a ideia de que as coisas estão em constante mudança, e acabamos esquecendo que a Bíblia é categórica em afirmar: “Porque eu, o Senhor, não mudo;” (Malaquias 3.6). Não há outra forma de entender esse versículo, mesmo diante de um mundo que se transforma o tempo todo, Deus não muda.

Deus e a sua Palavra são um, se Deus é o mesmo, a sua Palavra também é. Ele não volta atrás naquilo que falou, nem se arrepende (Números 23.19). O próprio Jesus também estabeleceu isso de maneira bem direta: “Passará o céu e a terra, mas as minhas Palavras não hão de passar” (Lucas 21.33). Muita coisa pode mudar, inclusive no céu e na terra, mas aquilo que Deus falou, nunca.

O Senhor continua sendo bom, a Bíblia nos diz que a sua bondade dura para sempre. “Pois a bondade de Deus dura para sempre” (Salmos 52.1). Dessa forma, entendemos que as circunstâncias não têm qualquer influência sobre o caráter de Deus ou sobre a sua pessoa, ele é sempre constante, não muda e sua bondade jamais acaba.

Além da bondade, o amor de Deus e sua fidelidade também duram para sempre, nunca acabam. O salmista nos atesta da forma mais objetiva possível: “O Senhor é bom! Seu amor dura para sempre e sua fidelidade por todas as gerações” (Salmos 100.5). Nunca haverá um dia sequer que tenhamos acordado e o estoque da bondade, do amor e da fidelidade de Deus esteja esgotado.

Assim, embora em alguns momentos não tenhamos clareza e não saibamos de onde algumas iniciativas vêm, podemos entender de onde elas não vêm. De Deus só temos boas dádivas, dons perfeitos. De Deus só vem luz, jamais trevas. Tiago, o irmão do nosso Senhor Jesus Cristo, nos vacina a fim de que não estejamos enganados a esse respeito: “Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1.16-17). Ou seja, se tem trevas, já podemos descartar,  sabemos que não vem de Deus.

Embora todos concordemos que as coisas mudaram muito, nas últimas semanas, não podemos embarcar nesse pensamento de que estamos cercados por incertezas e deixar as ansiedades, que nos assediam, legitimadas. Ainda que queiram nos dizer o contrário, as presentes tribulações não podem, de maneira alguma, comprometer o nosso futuro. O nosso futuro repousa nas mãos do Senhor, e não está vulnerável às circunstâncias e desafios do nosso tempo. Temos muitas certezas sim. É preciso, entretanto, que depositemos a nossa confiança em Deus e nas certezas que a Bíblia nos garante.

O autor da carta aos Hebreus estimulou os Irmãos a encontrarem nelas a segurança de estarem refugiados em Deus, que não mente. Vejamos: 

A promessa e o juramento não podem ser mudados, pois é impossível que Deus minta. Portanto, nós que nele nos refugiamos estamos firmemente seguros ao nos apegarmos à esperança posta diante de nós. Essa esperança é uma âncora firme e confiável para a nossa alma, ela nos conduz até o outro lado da cortina, para o santuário interior.” (Hebreus 6:18-19).

Aqueles que colocam o seu foco no tumulto das ondas, como Pedro (Mateus 14.30), podem vir a naufragar. Por outro lado, nós que nos apegamos àquilo que é certo desfrutaremos da bondade, do amor e da fidelidade de Deus.

No mar revolto das mudanças que estamos vivenciando, escolha lançar sua âncora nessa esperança que nos é assegurada por Deus em sua Palavra.

Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de vocês.

1 Comentário

  • Excelente Palavra e uma bênção!
    Glória a Deus pela vida de nosso querido irmão Thiago Garcia!
    Aumento, crescimento, rompimento, rapidez e frutificação!

    Resposta

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