Mantenha a lealdade

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por Thiago Garcia
*Coodenador Jurídico e supervisor do Ministério Verbo da Vida

“Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria” (Romanos 12.4-8).

As nossas diferenças não são “defeitos de fabricação”, mas resultado proposital da graça de Deus. Essas diferenças também podem gerar algo negativo, que é a comparação. Até porque não se compara algo que é igual. Mas não foi para nos compararmos que Deus nos fez diferentes e nos deu diferentes dons, mas para codependermos uns dos outros. 

A comparação e a competição são mentalidades mundanas, as quais o apóstolo Paulo, no início desse capítulo, nos orientou a não se conformar com elas, mas a nos transformar, renovando a nossa maneira de pensar com a Palavra de Deus.

Nesse mesmo contexto, ele falou sobre “não nos considerarmos melhores do que realmente somos” (versículo 3 – NVT). É natural pensar que o que nós fazemos é importante. E é, mas não podemos pensar isso a ponto de não considerar a igual importância da função que os outros membros do corpo desempenham. 

A renovação da mente não acontece por acaso, é uma ação que exige esforço contínuo. Tiago escreveu para nos “despirmos do acúmulo de maldade e acolhermos com mansidão a Palavra implantada em nós” (Tiago 1.19).

Precisamos mudar a nossa mentalidade para não cairmos no erro que eu quero chamar nessa noite de “disputa de crédito”. O pastor Tony Cooke cita no livro “Em Busca de Timóteo” a frase de um ex-presidente dos EUA: “Faríamos bem mais se não nos importássemos com quem levará os créditos”.

A tentação de lidar com essa “disputa de crédito” é contínua, teremos que nos vigiar o tempo todo para não cairmos nesse erro. 

Em II Samuel 15, vemos o relato sobre um dos filhos de Davi, chamado de Absalão. A atitude dele resultou num motim, no que conhecemos como a “revolta de Absalão”, querendo furtar o coração das pessoas, assediando-as para deixarem de serem leais a Davi e serem leais a ele.

Já no capítulo 12 de II Samuel, a gente pode ver uma atitude oposta, que podemos denominar de “resguardo do coração”. Quando Joabe conquista uma cidade, ele enviou a seguinte mensagem para o rei Davi: 

“Então, mandou Joabe mensageiros a Davi e disse: Pelejei contra Rabá e tomei a cidade das águas. Ajunta, pois, agora o resto do povo, e cerca a cidade, e toma-a, para não suceder que, tomando-a eu, se aclame sobre ela o meu nome” (II Samuel 12.27,28).

Em outras palavras, Joabe disse: “Se tem alguém que tem que ser aclamado e ficar com crédito diante do povo, é o rei”. E, nesse contexto, Davi tinha adulterado e, talvez, sua reputação não estava tão boa diante do povo. Não sei se Joabe sabia disso ou não, mas, mesmo assim, ele foi leal e não usurpou para si um crédito que ele sabia que não lhe era devido.

Como liderados, nós precisamos cultivar o sentimento que havia em Joabe. O mesmo que havia também em Timóteo e foi destacado por Paulo em Filipenses 2.19-20

Timóteo não buscava os próprios interesses. Ele não caiu na tentação de se importar em levar o crédito. Deus espera de nós, como ministros, um coração leal. Fomos levantados por pessoas que acreditaram em nós. Que o nosso crescimento, resultados e sucesso não fragilizem a lealdade em nosso coração. Ministério é lugar para pessoas leais!

*Trechos da mensagem do dia 28 de maio de 2021, na Conferência de Ministros Centro Oeste

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