Guerra pela pureza sexual

Somos uma geração de filhos que escolhe a santidade e combate a imoralidade com firmeza.

Nunca vi alguém sair da igreja porque mentiu, desobedeceu aos pais ou por causa do pecado do orgulho. Mas já vi muitos se afastarem por causa da lascívia, da pornografia e da homossexualidade.

O inimigo não vai tentar prendê-lo quando você estiver orando por cura, mas quando estiver fora da igreja, diante de situações como as que mencionei anteriormente.

Vamos mergulhar em um texto que amo muito, em Atos 28.1-6:

“Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta. Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio. Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão. Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum; mas eles esperavam que ele viesse a inchar ou a cair morto de repente. Depois de muito esperar e vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudaram de parecer e passaram a dizer que ele era um deus”.

Lance a serpente no fogo

Em Atos 27, vemos Paulo naufragar. O homem mais talentoso na pregação do Evangelho, o “Power Ranger vermelho” da época, também enfrentou tempestades.

Muitas vezes, a bondade de Deus se manifesta quando você muda de barco e, com isso, faz outras pessoas sobreviverem. A única garantia que Paulo deu ao seu discípulo Timóteo foi a de compartilhar dos sofrimentos de Cristo. Jesus não é um passe para uma vida sem dificuldades; Ele é a fonte da verdadeira felicidade, o fundamento sobre o qual permanecemos firmes e a certeza da nossa salvação.

A única coisa que realmente importa é que Jesus morreu e ressuscitou. Ele levou sobre si os nossos pecados e enfermidades e nos deu vida, e vida em abundância. Ainda não alcançamos a perfeição, mas ela será completa quando estivermos com Ele.

Ao colocar lenha na fogueira, Paulo foi mordido por uma serpente, mas não sofreu mal algum. Ele havia acabado de sobreviver a um naufrágio e, logo em seguida, enfrentou outra provação.

Existem serpentes escondidas em áreas do nosso coração. Quando começamos a nos alimentar da Palavra, essas serpentes, incomodadas pelo calor do fogo de Deus, tentam nos atacar. Podemos tentar vencê-las com gritos, mas o único caminho é lançá-las ao fogo.

Guerra pela pureza sexual

Hoje, uma das maiores guerras que enfrentamos é a guerra pela pureza sexual. Existem serpentes que precisam ser resolvidas antes do casamento. Em um grupo de cinco pessoas, provavelmente quatro enfrentam ou já enfrentaram problemas com pornografia e masturbação. Esses pecados abrem brechas que afetam nossa vida espiritual.

Você não acha estranho o tipo de conteúdo que, muitas vezes, é publicado nas redes sociais? Para você que é menina, será que a imagem que transmite condiz com santidade? Em alguns casos, a intenção não é cometer determinado pecado, mas despertar o desejo em outras pessoas. Isso também merece reflexão.

A imoralidade sexual começa com pequenos passos; dificilmente acontece de uma hora para outra. Quando alguém é casado, por exemplo, o adultério normalmente não começa no ato em si, mas em uma conversa no corredor, em pequenas concessões que, pouco a pouco, se tornam algo maior.

Em Provérbios 6.16-19 está escrito: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”.

Seja radical

O coração que trama projetos perversos e os pés que correm para o mal revelam que a imoralidade sexual começa com planejamento e oportunidades. Ninguém cai sem antes fazer concessões.

Pegue a serpente e lance-a ao fogo. Você não domestica uma serpente; você a queima. Não negocia com ela. Da mesma forma que você não dialoga com demônios, também não deve dialogar com o pecado. A única pessoa que conversou com a serpente, Eva, não terminou bem essa história.

A Bíblia fala de três áreas que dão origem aos pecados: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1 João). É dessas fontes que surgem muitos pecados.

Morra para o pecado e viva para Deus. Leve essas áreas à cruz. Jesus não nos chamou para carregar a cruz eternamente, mas para viver uma nova vida, porque Ele já pagou o preço.

Leve seus pensamentos cativos à obediência de Cristo. Você precisa lutar contra esse mal. O seu pecado não define o seu destino. Seja radical com Jesus. Negue a si mesmo, tome a sua cruz e viva crucificado com Cristo.

Faça guerra

Minha oração é que não sejamos a próxima geração de filhos pródigos, mas uma geração de filhos. Precisamos travar uma guerra contra a imoralidade sexual e levantar a bandeira da pureza.

O diabo continuará aparecendo da mesma forma, mas você precisa queimar as pontes, bloquear pessoas e, se necessário, até mudar de cidade. Viva de tal maneira que as pessoas achem você diferente. Afinal, você é sal e luz. Se o mundo não percebe nenhuma diferença entre você e ele, algo está errado. Deve haver um contraste.

Sal da terra

Em Mateus 5.13-16 está escrito:

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”.

Ser sal da terra significa viver de tal maneira que, onde você chega, o pecado não encontre espaço para crescer. É quando um amigo se sente constrangido em usar palavrões perto de você, deixa de convidá-lo para festas ou até muda de assunto porque reconhece que você vive de forma diferente, para não cortar a “vibe” dele. Isso é ser sal.

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