
Graduado da Escola de Ministros Rhema
“Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus;assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura.Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura.Chegou-se a Simão Pedro, que lhe disse: “Senhor, vais lavar os meus pés? “Respondeu Jesus: “Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá”.Disse Pedro: “Não; nunca lavarás os meus pés”. Jesus respondeu: “Se eu não os lavar, você não terá parte comigo”. – João 13:3-8
Em seus últimos momentos com seus discípulos, Jesus fez questão de frisar as coisas mais importantes sobre a natureza do homem, segundo o plano de Deus. No momento citado acima, o ensinamento de Jesus foi acerca do serviço.
Infelizmente, influenciados por esse mundo (que jaz do maligno), nós temos a tendência de querer ser servidos, e servir apenas quando aquilo que faremos nos trará algum lucro ou vantagem. É quando, por exemplo, servimos os nossos superiores no trabalho. Servimos porque somos obrigados a servir. Servimos porque se não o fizermos, perderemos nosso emprego e ficaremos sem o nosso salário. Mas, a cada passo que subimos na hierarquia (da empresa ou mesmo da igreja), servimos cada vez a menos pessoas.
Não foi isso que Jesus nos ensinou!
Paulo diz em Romanos 16:18, “Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre”. Quando diz “ao seu ventre”, Paulo indica uma motivação diferente da que Jesus nos ensinou. Uma motivação egoísta, buscando os próprios interesses, e não altruísta, cheia do amor de Deus, “que não busca seus próprios interesses” (1 Coríntios 13:5).
Então lanço o questionamento que cada um de nós deve ter: temos servido ao propósito de Jesus Cristo, ou a nosso próprio ventre?
A pirâmide de serviço no Reino do Senhor é diferente do Império das Trevas, o mundo em que vivemos. No mundo, buscamos chegar ao topo, pisando sobre as cabeças das pessoas, para que possamos chegar no alto e sermos apenas servidos, e não servirmos ninguém mais.
Entretanto, no Reino que, pela fé, já vivemos e desfrutamos, devemos servir cada vez mais. O maior é aquele que serve, disse Jesus em uma oportunidade. A lógica é diferente: quanto mais acima estamos em uma posição, no trabalho ou na igreja, mais pessoas devemos servir. Servir é a nossa natureza. Não é algo que devemos nos forçar a fazer, mas simplesmente renovar a nossa mente, para que o que já temos depositado dentro de nós avulte e seja visível para a igreja e para o mundo. Servir de maneira altruísta é um ato de amor, e do amor do tipo de Deus.
De que maneira temos servido? Servimos apenas aos chefes e pastores, ou servimos porque temos essa natureza? Quando crescemos, no trabalho ou na igreja, temos servido aqueles que estão abaixo de nós, ou servimos os de cima apenas para ganharmos uma vantagem, e assim servimos ao nosso próprio ventre?
Jesus foi bem claro com Pedro em seu ensinamento. Se Pedro não entendesse como funciona o serviço no Reino, ele não teria parte em seu ministério.
Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem”. – João 13:14-17
Devemos nos questionar constantemente sobre como estamos vivendo essa parte do serviço em nossas vidas. Devemos servir por amor a Cristo e ao Pai, e não por interesse. Devemos servir às ovelhas, aos membros, aos colegas de trabalho, aos nossos subordinados, aos nossos cônjuges, familiares, e mesmo àqueles que ainda queremos alcançar, dando assim bom testemunho de Jesus e mostrando a face do amor ao mundo. Nossa vida e nossos dons precisam servir a todos, e não somente aos que estão acima de nós. Servimos porque amamos. Essa é a nossa natureza.






