
Conhecida por ter auxiliado o Ministério Verbo da Vida em momentos estratégicos de oração e por sua convivência com o Apóstolo Bud Wright e Jan Wright de Medeiros, Elia carrega consigo um testemunho poderoso de redenção. Em entrevista especial, ela compartilha como uma sentença de quase um século de prisão se transformou em um ministério internacional de intercessão.
Conexões: Elia, antes de qualquer coisa, em que momento da sua vida você despertou para a intercessão?
Elia Nicholas: Aconteceu assim que nasci de novo. Me converti na prisão, enfrentando uma pena de 93 anos. Deus enviou uma missionária àquele lugar que me guiou ao Senhor de forma sobrenatural. No meu primeiro dia encarcerada, ela me chamou e disse: “Ei, venha sentir a temperatura em minha testa”. Pensei: “Não! Não vou fazer isso”. Mas senti uma inclinação tão forte para obedecer, pensando que talvez ela estivesse doente ou precisasse de ajuda.
Quando fui até lá, senti que sua testa estava quente e disse: “Você está com febre”. Ela respondeu: “Não, querida. Isso é o poder do Espírito Santo, o fogo d’Ele. Deus está procurando você. Se você der toda a sua vida, Ele se dará por inteiro a você”. Fiz isso e Ele cumpriu Sua palavra.
A partir dali, todos os dias eu lia João 14, 15, 16, 17 e Romanos 8. Percebi rapidamente que Deus responde orações. Ele disse: “O que você pedir em meu nome, eu farei”. Outras presas começaram a vir à minha cela com pedaços de papel contendo pedidos de oração. Meus pedidos cresceram tanto que os colocava em uma caixa e, fisicamente, a levantava diante do Pai, dizendo: “Senhor, Tu disseste que farias qualquer coisa que eu pedisse em nome de Jesus. Estou levantando estes pedidos. Eu sei que alguém precisa de cura, e Tu és o curador. Eu libero a cura sobre elas agora”. Foi assim que meu ministério de oração começou.

Conexões: Você morou em Campina Grande (PB) antes da partida do Apóstolo Bud. Como essa convivência influenciou sua vida ministerial?
Elia Nicholas: Nossos passos são organizados pelo Senhor. Tive uma conexão divina com Mama Jan sem nunca ter ouvido falar dela. Orava em outras línguas sobre a direção de Deus e ouvia: “Go the right way” (“Vá para o lado correto/certo”). Respondia ao Senhor que iria da forma que Ele planejasse. Tive uma inclinação para contatar um casal de conhecidos e disse a eles: “Tenho muitas nações no meu coração e o Senhor falou que devo começar pelo Brasil”. Eles me instruíram a contatar Bud e Jan Wright.
Quando ouvi o sobrenome deles Wright, que tem a mesma pronúncia de Right em inglês, soube na hora: era a confirmação do “Go the right way”. Enviei um e-mail para Mama Jan me apresentando, contando que era uma ex-prisioneira graduada no Rhema e que tinha o Brasil no coração. Ela respondeu com entusiasmo, dizendo que sabia ser algo do Senhor, pois ela tinha um encargo pelas mulheres do Brasil e havia uma conferência anual para elas. Ela me convidou para vir ao evento e pregar. Deus também me conectou divinamente com o Apóstolo Bud. Lembro-me das nossas primeiras conversas, quando ele disse: “Mulher de Deus, você sabe mais sobre oração do que eu. Creio que Deus a enviou para nos ajudar a cumprir o plano d’Ele nesta nação”.
Conexões: É impressionante a precisão do Espírito Santo nessas conexões, trazendo alguém da mesma visão para nos ensinar. Você mencionou que aprendeu muito observando o irmão Kenneth Hagin. Como foi isso?
Elia Nicholas: Eu assinava um livro para orar fielmente pelo ministério do irmão Hagin. No campus do Rhema, havia mais de 20 salas de oração. Como orar por um ministério tão grande? Só pelo Espírito. Entrava na sala, onde havia mapas do mundo todo nas paredes, e orava em línguas tocando naquelas nações.
Um dia, tive uma visão do Irmão Hagin. O Senhor me disse: “Se ele não for obediente em realizar as reuniões do Espírito Santo, o movimento do Espírito será perdido para a próxima geração”. Pouco tempo depois, o irmão Hagin anunciou exatamente essas reuniões. Ia para a fila cedo para pegar um lugar na frente, para vigiar e orar, observando como ele se movia. Assim, percebi como a música era vital para o mover do Espírito. Ele dizia coisas como: “Não fique na onda de ontem, mova-se no Espírito hoje”. Ele ensinava que os avivamentos de cura e da Palavra da Fé desapareceriam em comparação com o movimento do Espírito Santo. Precisamos pegar a “próxima onda” da glória do Senhor, pois é nela que seremos arrebatados.

Conexões: Você tem pregado sobre a oração nos últimos dias. Qual é o papel da Igreja neste tempo?
Elia Nicholas: Estamos claramente vivendo os últimos momentos. Vemos guerras, rumores de guerras e pessoas que são amantes de si mesmas mais do que de Deus, entregues ao engano. Mas em João 16, Jesus disse que o Espírito da Verdade viria para nos guiar. Em Judas 20, somos instruídos a orar no Espírito Santo para nos edificarmos.
Quando você ora em outras línguas, o engano não tem lugar, porque a Palavra e o Espírito sempre concordam. O Espírito Santo é detalhista; Ele nos mostra as coisas que virão e nos faz andar passo a passo para concluirmos o plano do Senhor. O Irmão Hagin dizia: “Jesus é o presente para o mundo, mas o Espírito Santo é o presente para os meus filhos”.
Conexões: Elia, quão importante é desenvolver um relacionamento genuíno com o Espírito Santo e como fazer isso?
Elia Nicholas: Nosso relacionamento com o Espírito Santo vem através do nosso relacionamento com Deus e com a Palavra. Ele fala a Palavra. Quando você está cheio da Palavra, é fácil ouvir o direcionamento. Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e não seguirão o estranho”. Tenho confiança de que o Espírito Santo está aqui para revelar a Palavra. Quanto mais nos desenvolvemos na Bíblia, mais aprendemos a ouvir o Espírito, porque Ele confirma Sua Palavra e os sinais seguem.

Conexões: Seu livro “Uma Luz na Escuridão” tem um formato específico e um propósito missionário. Como tem sido a repercussão?
Elia Nicholas: Esse é um “mini-livro”. Quando comecei a escrever, o Espírito Santo me instruiu a focar em pessoas encarceradas, em situação de rua e prostituição. Ele disse para publicar o que já tinha escrito, mas como uma semente, não para venda. A ordem foi específica: deveria ser em português, com grande tiragem e letras grandes, porque muitas dessas pessoas não têm óculos para ler.
Tenho enviado para prisões, universidades e hospitais. O fruto é imediato. Inclusive, em 06 de novembro de 2025, após uma reunião do projeto Coisas de Mulher, em Campina Grande, uma senhorita me parou no estacionamento e disse: “Estava na prisão quando recebi seu livro. O que você falou mudou a minha vida. Hoje sou livre”. Isso é o poder da semente.
“Pela palavra do nosso testemunho, vencemos o inimigo”.
Conexões: Gostaria que você deixasse uma dica de leitura para nossos leitores alumni?
Elia Nicholas: Recomendo o livro O Mestre está chamando (The Master’s Calling), de Lynne Hammond. Minha conexão com esse livro veio através do tempo em que trabalhei no Ministério de Kenneth Copeland, onde conheci a filha dele, Terry Copeland, que foi mentoreada por Lynne. Este livro é uma referência para mim. Lynne Hammond não apenas ensina, ela carrega o espírito de oração. Eu mesma não sou professora, mas ensino profeticamente porque carrego esse espírito devido a essas conexões divinas. Esse livro é vital para todo nascido de novo, pois todos fomos chamados para orar. Se não orarmos, desfalecemos.
















2 Comentários
Maravilha! Já tive algumas oportunidades de vela pessoalmente orando, em Campina Grande justamente na conferência de mulheres por dois anos. É nas igrejas Verbo da Vida Aracaju e Lamarão. Foi muito forte a presença do Espírito Santo mesmo não falando.
Poderoso demais esse testemunho, como uma intimidade com o pai celestial nos transforma e nos tira das trevas para o seu reino da Luz,a oração é o diálogo mais edificante que temos com nosso paizinho. Obrigada pelo seu sim a Jesus!!