Graduados de Missões lançaram “Projeto Curumim”

Leidiane Ferraz e Garcia Júnior visam levar a Palavra da Fé a crianças e adolescentes indígenas da Paraíba, por meio do esporte.

Os graduados da Escola de Missões, Leidiane Ferraz e Garcia Júnior, estão se preparando para ir à Aldeia São Francisco, localizada na Baía da Traição (PB). Eles criaram o Projeto Curumim, com o propósito de levar luz e esperança às comunidades indígenas, alcançando crianças e adolescentes da etnia Potiguara por meio do esporte e da proclamação do Evangelho.

A família congrega há três anos na Igreja Verbo da Vida Sede, em Campina Grande (PB) há três anos e possui uma trajetória marcada pelo amor e serviço aos povos indígenas. Garcia e Leidiane atuam nesse campo há mais de 15 anos. Ambos são graduados do Rhema (2018). Ele concluiu a Escola de Ministros em 2022, e sua esposa, em 2024. Em 2023, os dois se formaram na Escola de Missões.

O casal relata que o chamado foi sendo confirmado ao longo do tempo, por meio da convivência com outros missionários e da participação em trabalhos voluntários. “Com o tempo, entendemos que Deus estava nos direcionando para esse campo específico, os povos indígenas”, afirmou Garcia.

O envolvimento com as comunidades indígenas começou há mais de 15 anos, durante viagens missionárias a Roraima, onde o casal oferecia suporte a outros missionários.

“De forma voluntária, entrávamos em campo com nossos próprios recursos e durante as férias do trabalho. Mesmo sem falar a língua nativa, dávamos suporte na manutenção dos postos, limpeza de pistas de pouso, construção de escolas, clínicas e móveis, além do preparo de alimentos e materiais de estudo para as crianças”, contou Garcia.

Ao longo desses anos, eles participaram de várias frentes missionárias, colaborando em ações sociais, projetos de evangelismo, escolinhas de futebol e estudos bíblicos em comunidades carentes, além de integrarem a Secretaria de Missões Verbo da Vida.

A Família Garcia também participou de dois Encontros Missionários promovidos na Escola de Missões, um em 2024 e o outro no mês de setembro deste ano. Nas duas ocasiões, houve um bate-papo com os alunos, no qual compartilharam experiências e aprendizados sobre a realidade da cultura indígena.

O Projeto Curumim nasceu no coração da família após anos de experiências com comunidades indígenas. “Sentimos o desejo de ampliar esse alcance e envolver a Igreja nesse propósito de levar amor, a Palavra e ações práticas às aldeias. Em obediência a Deus e movidos pelo amor aos povos indígenas, decidimos usar o que temos em nossas mãos”, compartilhou Garcia.

A Aldeia São Francisco foi escolhida por ser uma comunidade aberta ao diálogo e com grande necessidade espiritual e social. O próprio cacique reconhece a importância da presença missionária para levar Jesus às crianças e adolescentes. O planejamento inclui ações evangelísticas, atividades infantis, doações e momentos de comunhão e escuta com o povo local. A aldeia fica a cerca de 400 km (ida e volta) de Campina Grande.

Para viabilizar a missão, o casal está arrecadando ofertas para a compra de materiais esportivos e de apoio, como bolas, coletes, apitos, kits de primeiros socorros, garrafas térmicas e lanches, além de custear o deslocamento e as demais despesas da viagem.

Durante o Culto de Missões, realizado no dia 9 de novembro, na Igreja Sede em Campina Grande (PB), Garcia Júnior, integrante da Secretaria de Missões, apresentou o projeto aos irmãos.

Ele expressou a alegria de divulgar o primeiro trabalho missionário da Igreja Sede com povos indígenas. O nome do projeto, explicou ele, vem da língua potiguara, em que “Curumim” significa criança.

Garcia destacou que no dia 15 de novembro, realizará a primeira ação evangelística no local. “Nesse lugar, há mais de 34 aldeias. Vamos alcançar essas comunidades por meio do futebol”, enfatizou.

Ele relatou que o percurso que será feito duas vezes por mês com o propósito de pregar o Evangelho e levar o amor e a Palavra da Fé às crianças potiguaras.

Segundo Garcia, existem cerca de 1,7 milhão de indígenas no Brasil, sendo esse o povo menos evangelizado do país. “Há 435 aldeias e apenas quatro delas possuem a Bíblia completa em sua própria língua. Há muito trabalho a ser feito. Precisamos de orações”, ressaltou.

Ele também relembrou experiências anteriores: “Trabalhei com o povo Ianomâmi, no Norte, implantando escolinhas de futebol e pregando a Palavra. Os indígenas precisam de Jesus”, afirmou com convicção.

Todos podem participar do que Deus está fazendo na Aldeia São Francisco, orando, contribuindo e divulgando essa iniciativa missionária. As ofertas podem ser enviadas via PIX ou QR Code disponível na arte de divulgação abaixo.

Para acompanhar o andamento da missão e as próximas etapas do projeto, siga o perfil no Instagram: @missaoxakawek

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