
Tenho 78 anos e estou muito bem, graças a Deus! Nasci em Aroeiras-PB. Quando eu tinha apenas 13 anos, meus pais, Abelardo e Alice, decidiram se mudar para Campina Grande. Meu pai trabalhava no meio político, organizava festas na cidade. Em uma dessas festas, uma família conhecida de uma cidade próxima bebeu demais e meu pai os mandou embora da festa e, como ninguém nunca tinha os enfrentado, eles se revoltaram contra meu pai. Meu pai era comerciante tinha mercearia, bar, e vivíamos bem, graças a Deus, mas essa família ficou ameaçando meu pai.
A nossa família ficou atemorizada e, em uma das viagens que meu pai fazia para Campina Grande, tentaram agredi-lo, mas graças a Deus, não conseguiram. Todos se acalmaram e foram embora; depois disso meus pais decidiram e viemos morar aqui em Campina Grande, onde permaneço até hoje. Foram muitas mudanças. Saímos de um vilarejo para uma cidade grande. Lá, a nossa casa era bem grande. Aqui, tivemos que nos adaptar a uma nova realidade, ele continuou com a mercearia. Éramos: eu, Hélio, Clea Lucia, José Abelardo, Varlene, Cleomar, Laise e Eduardo. Éramos oito, mas hoje, só tem sete. Tivemos uma vida bem sacrificada.
Trabalho desde pequena, porque tínhamos que ajudar a família que era grande. Eu atendia na mercearia do meu pai, especialmente eu e meu irmão mais velho; ajudávamos em tudo. Nos dias de feira, embalávamos os quilos de alimentos para vender. Depois, fui trabalhar em uma firma chamada P. Martins, trabalhei no escritório 17 anos. De lá, trabalhei no Credilar e, paralelo a isso, tínhamos uma confecção.
Em 1966, eu casei com Gil. Namoramos por oito anos. Ele sempre querendo casar e eu adiando. Ele marcava para junho eu adiava para dezembro, um dia ele disse: “se você não quiser mais casar, me avise, porque eu estou sempre marcando a data e você sempre quer outra, eu vou dizer a seu pai”. Na véspera do natal de 1966, eu me casei.
Dois anos depois, tive a primeira filha, Sylvia. Por ter feito cesárea, o médico falou para ter outra filha apenas depois de cinco anos. Em 1972, Sâmia nasceu. Eu era uma pessoa que trabalhava muito e, como mãe, confesso que me sentia culpada por não ter tanto tempo para elas. Deixava elas com a minha sogra e ela praticamente me ajudou a cuidar delas. Eu me sentia frustrada por não ter tempo com elas como queria, não tinha vida social, trabalhava demais.
Em 1984, eu ganhei na loteria esportiva, exatamente no dia do meu aniversário. Ganhei 23 milhões de cruzeiros, era muito dinheiro (risos). Eu já era casada e meu marido investiu em fazendas no Rio Grande do Norte, perfurou poços, comprou gado, máquinas, uma granja em Campina.
Eu trabalhava no Credilar, toda semana fazíamos um bolão e eu fazia individual; ganhei individualmente. Quando ganhei, foi uma festa. Fiz questão de ajudar a minha família, ajudei muita gente… Isso é algo que gosto. Ajudar as pessoas.
Em 1994, meu marido sofreu um acidente na fazenda e faleceu. Ele estava trabalhando em um açude no Rio Grande do Norte, estava fazendo a terraplanagem para colocar uns postes; o trator começou a virar ele não teve como se livrar, porque a perna ficou presa no trator. Meu marido mergulhava no mar, nadava muito bem, mas não conseguiu sobreviver e morreu afogado. Isso foi em uma sexta feira, mas a notícia só chegou até mim no domingo.
Eu estava me arrumando para ir a igreja, recebi uma ligação me informando e fui até lá. Ele acabou sendo enterrado lá, fomos as pressas. A família dele era de lá e todos se reuniram para esse momento que é sempre difícil.
Meu marido não era crente, eu me converti em 1989. Lembro que em 1990 estávamos nos arrumando para ir ao aniversário de Gilson e ouvi uma voz dizendo assim: “Você não pode ser fria nem morna, tem que ser quente ou fria, mas seja quente, nunca seja morna”. Ao ouvir isso, eu disse ao meu marido: “A partir de hoje eu vou ser crente”. Ele disse: “por mim, tudo bem”, e nunca me impediu de fazer nada para o Senhor. Ali foi o dia que realmente decidi servir ao Senhor.
Lembro que eu, Gilson, Sylvia e Sâmia íamos para reuniões de oração; na época, pastora Rivanda estava conosco nessas orações. Eram os meus pequenos começos na fé. Em 1991, conheci pastor Bud e Jan, lembro que o pessoal comentava sobre a palavra deles.
Gilson, meu genro, só tinha a cara de bravo, mas era um homem de um coração muito grande, cheio de amor e compaixão. Quando ele começou a namorar com Sylvia, foi uma pressão muito grande para nós, porque ele era da Polícia Federal, um homem ímpio. Nem eu e nem o meu marido queríamos que ela namorasse com ele. Quando descobrimos que eles estavam se encontrando as escondidas, meu marido foi falar com ele e disse: “Você está querendo namorar com a minha filha e quero que saiba que eu sou um homem, pai dela, tenha cuidado com o que vai fazer, qualquer coisa vai se ver comigo”.
Graças a Deus que ele enfrentou isso e me enfrentou também, porque foi falar comigo lá na loja e eu não queria nem ver esse namoro; cheguei a mandá-la para Belo Horizonte passar um mês para tentar afastá-la dele, mas não adiantou.
A pior coisa do mundo é a gente fazer questão em namoro de filho, porque parece que quanto mais queremos afastar, mais eles se aproximam.
Eles casaram, meio de repente. Em outubro ela chegou para mim e disse: – “mainha, vou casar”
Falei: – “quando?”
Ela respondeu: – “no próximo mês”
Falei: – “como tu vai casar sem ter nada pronto?”
Eu estava em meio as crises de tudo que você pode imaginar, dividi o que eu tinha e eles casaram.
Ficamos em casa apenas eu e Sâmia. Nesse meio tempo, Sãmia estava diante da decisão de ir morar em Recife e meus pais me chamaram para morar na casa deles, ele estava doente e fui ajudar. Morei uns três anos com eles.
Sâmia voltou de Recife e ficou comigo lá ainda. Mas Gilson e Sylvia me chamaram para morar com eles e fomos eu e Sâmia.

Gilson era uma pessoa que não tinha amor pela própria vida. O negocio dele era cuidar de pessoas, dar assistência, orar, aconselhar, cuidar, fazer visitas. Isso o fez tornar-se negligente em casa, mas eu o entendia. Ele estava na mesa comendo, o telefone tocava, ele parava de comer; passava horas no telefone, esfriava a comida. Era uma pessoa extremamente dedicada ao ser humano, seja ele quem fosse. Ele ia de madrugada na casa das pessoas dar uma palavra e, as vezes, levava Larissa com ele; era impressionante aquele homem.
No relacionamento comigo, ou seja entre sogra e genro, nunca tivemos problemas. Procurava respeitá-lo, meu quarto era vizinho ao quarto dele; quantas vezes, acordei ouvindo ele orar com gemidos de tanto sofrimento e eu não conseguia dormir e ia orar também. Ele ouvia que eu estava acordada e sofria demais quando isso acontecia.
Em uma de suas últimas situações de doença, estávamos apenas eu ele e os meninos; Sylvia tinha ido ensinar em Fortaleza. Ele disse: “Lau, vamos orar”. Ele sentia frio e coloquei um edredom para cobri-lo e oramos juntos.eu fazia massagem nos pés dele, foi um tempo que ficamos muito próximos. Não demorou muito, Sylvia chegou e o levou ao hospital e tomou conta dele.
Lembro quando ele estava bem doente e teve que ser transferido para São Paulo. Nunca vou esquecer-me daquele último olhar para mim. Nos últimos dias, ele já não falava mais, apenas escrevia.
Ele faz muita falta. Se você estivesse com um problema, ele chegava e a presença era o mesmo que ele dissesse: “estou aqui!”. Ele transmitia aquela segurança, não como policial, mas como um homem de Deus e procurava resolver tudo.
Em casa, com os meninos, às vezes, o achava até rigoroso demais, mas entendo que o que ele ensinou forjou muitas coisas neles. Acredite, faz muita falta um pai de família em casa. Às vezes, os meninos estavam vendo TV e Sylvia dizia: “vão dormir”; e eles ficavam por ali. Gilson só olhava e dava um pequeno sinal e saiam todos de fininho e iam dormir.
Era meu amigo, um filho que não tive.

Pouco tempo depois de perder Gilson, perdemos o pastor Bud, e quero contar parte da história de quando o conheci…
Desde o começo das reuniões que ele fazia em Campina Grande, no inicio dos anos 90; eu desejava ir assistir, mas não tinha carro. Os meninos iam (Sylvia, Gilson, Sâmia, Guto, Suellen) e chegavam contando as histórias maravilhosas.
Um dia eu disse: – “Guto, quero que você marque com o pastor, pois quero ir à casa dele”
Ele marcou e fui. Quando cheguei lá, vi um homem forte com aquele cabelo bem penteado, vestido com bermuda e camiseta branca. Nas mãos, aquela caneca com bastante gelo e água. Foi um amor tão grande que senti de imediato. Jan também estava e me recebeu muito bem. Sempre tão linda. Conversamos muito, falei de alguns problemas que estava vivendo e saí de lá confortada. Ele me falou que estaria começando uma reunião de oração na sua casa e me convidou. Eu fui para casa, arrumei o jantar do meu marido e depois fui para a reunião de ônibus, e acabei surpreendendo Gilson e Sylvia que também foram. Desse dia em diante, até hoje, fiquei firme. Estou falando do final de 1991. Já se vão 25 anos…
Quando terminavam as reuniões de oração, o pastor Bud gostava que ficássemos um pouco depois para conversar e era sempre tão bom. Fizemos uma confraternização no final do ano e Jan preparou tudo para nós; ah! Levamos um pratinho com algo para comer (risos) e eram momentos maravilhosos de comunhão. O pastor contando as suas histórias e nós esquecíamos do tempo.
Fomos em busca de alugar um local para as reuniões, começamos a procurar e encontramos um prédio de frente ao cinema Babilônia, era uma firma chamada Costa Santos e fomos procurar alugar esse prédio. O desafio era encontrar um fiador entre nós. Eu, uma dona de confecção falida (risos); Guto tinha uma mesada do avô; Sylvia e Suellen também não tinham renda e só quem tinha condições de ser fiador era Gilson, Policial Federal com renda comprovada.
Fomos à imobiliária e lá o cara chamou Gilson e disse: – “Rapaz, não invente de ser fiador desse americano que você nem conhece. Porque eles vão embora e deixam tudo para você pagar”
Gilson respondeu:
– “Esse americano não vai fazer isso não, mas, se por acaso ele fizer; eu assumo.”
O prédio foi alugado. Mas quando falamos com o pastor depois, ele disse:
– “O dinheiro do aluguel será pago em dia”
Meu Deus, isso era uma segurança que ele passava para nós. Sempre foi assim, nunca tivemos receio de nada que ele dizia. O que ele dizia era lei, conhecíamos o caráter dele.
Fomos para o prédio e o pastor levou umas cadeiras de plásticos que tinha trazido de São Paulo. Só tinham as cadeiras, não tinha púlpito, ele levou uma mesinha da casa dele para colocar a Bíblia em cima. Não tinha louvor.
Lembro que ele dizia no culto:
– “Eu vejo ventiladores, som, bateria, guitarra, violão“
Disse o que ele queria para ter ali. E nós só olhávamos. O que ele declarou a gente viu antes de sairmos de lá.
No primeiro dia de culto, a igreja encheu e só foi crescendo. Hoje, as coisas estão bem diferentes, mas a essência é a mesma. A semente que ele plantou está ai; especialmente na vida de Guto. ´
Ah Guto… Nem sei descrevê-lo. Ele é um homem de amor e de misericórdia. Incontáveis vezes o vi trabalhando sem ter hora para terminar. Quando mudamos de prédio novamente, para o bairro da prata na Nilo Peçanha, não tínhamos horário para trabalhar. Ajudávamos em tudo, na monitoria, na cantina, seja na igreja ou na escola que foi aberta depois, mas fazíamos tudo com amor e muito prazer.
A Palavra é fiel e onde há unidade o Senhor ordena a benção. Éramos uma turma pequena, mas tão unida. Era comum depois dos cultos limpávamos tudo e depois íamos orar. Vejo que estávamos fundamentando coisas que vivemos hoje, mas, na época não sabíamos, éramos inexperientes; bebês na fé. Como Gilson dizia: “foi como Jesus chamando os pescadores, sem nenhuma prática”. Ninguém tinha noção de nada. Não havia status de ministros, nem de nada não. Eram todos iguais.
Vou falar um pouco das minhas filhas…
Sylvia sempre foi aquela pessoa que toma a frente, tem espírito de liderança. Desde a infância, sempre foi de querer saber o que era, porque era e como eram as coisas… Ela sempre foi uma pessoa do tipo: “mainha, deixe que eu resolvo”. Quando eu tinha comércio, ela me ajudou, aprendeu a costurar sem nunca ter feito curso; sabia desenhar, sem nunca ter ido a uma faculdade. Não era de viver estudando, chegou a fazer vestibular para psicologia, passou, mas decidiu não cursar. Continuou me ajudando, casou e é, até hoje, uma pessoa muito determinada.
Sou viúva desde 1994 e tinha muita coisa para resolver. Sylvia sempre me ajudou a resolver as coisas e ela é aquela que quer ver o resultado; nunca deixa as coisas pela metade. Do mesmo jeito é em casa, quem está recebendo mais manha dela é Daniel, mas com Larissa e Felipe sempre foi linha dura (risos). Talvez Daniel seja privilegiado pela estação em que veio, quando ela nem achava que teria mais filhos. Mas, quando ela chama a atenção, ele tem que ir e dar conta. Ela não é muito de afago, ela é séria, assumiu a responsabilidade de pai e mãe tanto para cuidar de Gilson doente, quanto dos filhos. Ela teve muito sofrimento nesse período, muito desgastante, mas sempre procurou fazer o melhor.
Ela podia até estar com raiva dele em algum momento, mas não mudava seu tratamento, cuidava dele o tempo todo. Ele tinha muita confiança nela, era uma coluna para seu marido, às vezes, ele queria fraquejar, mas ela dizia: “não, eu estou aqui”. Sempre o levantava com suas palavras. Sylvia é detalhista, só gosta das coisas certas (risos). Às vezes, eu digo: “Mulher, tu também é muito exigente…” Sempre gostou de mandar em Sâmia e, desde pequena, era uma coisa séria; meu Deus do céu. Sylvia não se dá ao luxo de errar e de levar a vida sem compromisso e seriedade, isso com ela não dá.
Já Sâmia, gosta de estar me cheirando; gosta de fazer cócegas, é mais carinhosa, é mais solta, acho que não passou pelas pressões da Irmã, mas Sâmia é muito determinada também. Se ela ver uma coisa errada ela não volta atrás de jeito nenhum. Às vezes digo: “mulher, seja mais condescendente”. Ela diz: “mainha, não tem condescendência”. Às vezes, quero um acordo com ela e ela diz não tem acordo, a palavra diz assim… Esses últimos meses, Sâmia ficou bem perto de mim, dormia comigo, ela fazia: “mainha, venha cá, me alise aqui” (risos) e eu dizia: “mulher, eu não quero muito agarrado contigo não, porque tu vai embora e não quero acostumar…” nas despedidas não chorei muito, acho que já acostumei. No casamento também não chorei, eu estava feliz por ela. Era dia de sorrir. No dia que ela foi embora ainda derramei umas duas lágrimas, mas quero que ela seja feliz e viva em paz. Porém, já chorei com saudades depois que ela foi embora, mas ela está correndo a carreira dela, o Senhor não é injusto, ela encontrou a pessoa certa. Augusto é um homem de Deus. Meu maior sonho é ver as minhas filhas felizes. Se amando, se comunicando, a família unida, isso é o meu maior tesouro.
A melhor coisa do mundo é a pessoa andar em amor. Ter uma família unida, concordando entre si. Dinheiro para mim é para gastar e para abençoar as pessoas. Nunca fui apegada ao dinheiro. Mesmo em limitações minhas não deixo de ajudar, porque é uma lei. Quando a pessoa entender que semear é uma lei, ela não terá problemas. Eu posso estar cheia de dinheiro na bolsa e posso não ter um real. Isso não importa, estou em paz, a família está bem, a noite todos dormem em casa, tem a comida na mesa, está tudo bom.
Meus netos, Larissa, Felipe e Daniel, são muito independentes, te confesso; não dá nem para babar muito eles. O amor de vó é um amor mais sem compromisso, porque eu amo, mas a criação não é minha responsabilidade, dou o suporte, participo das despesas da casa de uma forma ou de outra, mas é de Sylvia, a mãe, que hoje é pai e mãe, a grande missão de cuidar deles.
Tenho 3 netos…
Larissa é a independência em pessoa. Ela não se sente intimidada por nada, parece com o pai em muitas coisas. Conversa sobre qualquer assunto com qualquer pessoa, é determinada. É daquela que faz tudo de uma vez só, e eu digo: “menina, faz uma cosia de cada vez”, mas não adianta. Quando ela se determina a fazer uma coisa, vai e faz. Aprendeu a tocar sozinha praticamente, ficava, e ainda fica, tocando na sala horas e horas.
Felipe é mais sisudo (sério), mas é um menino de um coração enorme, está sendo formado algo dentro dele, com relação a ministério. Tem algumas coisa do pai, mas a identidade dele, é dele. Quando ele tinha uns 3 meses, Sâmia profetizou algo para ele. Ela estava com ele no colo, em uma viagem para Recife, e escrevemos. E lembro de algumas coisas: “Ele é um homem de palavra forte. Ele vai ser ouvido nas praças”. Eu tenho visto isso. O cuidado dele com as pessoas, e um tipo de liderança nasce; ele reúne-se com aos sábados com os amigos, oram juntos até de madrugada. O chamado é evidente. Quando você não tem um chamado e, de repente, é convidado para ministrar, só falta arrancar os cabelos, mas ele vai ministrar e fica tranqüilo.
Daniel, o neto mais novo, é uma figura impoluta (puro), brincalhão, só quer brincar… (risos) é nítido que ele sente falta de Gilson, foi o que menos teve contato com ele. Se apegou com Augusto (esposo de Sâmia) enquanto ele esteve por aqui. Ia para a piscina tomar banho com ele e passava a tarde com ele. E Daniel dizia: “Vó, eu tenho um tio”. Eu dizia: “Tem sim, mas só tem esse mesmo” (risos). Nem tem como ter mais… Daniel é um menino bom, só não gosta de ser contrariado, às vezes, preciso discipliná-lo. Ele diz: “vou dizer à minha mãe”. Respondo: “Eu tenho tanto medo da tua mãe…” (risos) Ele ainda está na fase de brincadeiras, gosta de esportes, natação, futebol…
Falar de Laudicéia…
Eu acho que nem eu mesma me conheço…
Eu não sou extrovertida, só me abro mesmo quando estou na igreja com o povo que amo. Então, com eles, compartilho o amor de Deus, me divirto, abraço, cuido, como uma mãe, uma vó mesmo… Aconselho, me realizo quando estou ali dando suporte às pessoas que, às vezes, estão fora do foco, oro com elas. Estou na Igreja do bairro Jardim Paulistano desde o começo, faz uns 14 anos… Eu era da igreja sede, mas um dia pastor João Roberto me deu a missão de ir para lá e obedeci. Não sou de púlpito, sou de cuidar de gente. E estou feliz por estar lá.
Existem pessoas precisando de um abraço na igreja e estou atenta a esses.
Não sou muito de sair de casa. Durmo tarde e acordo cedo. Durmo pouco, as vezes, me sinto cansada no outro dia, o ritmo de vida é bem corrido, durmo por volta de 1 da manhã e acordo umas 5 e meia.
Não sou vaidosa, posso ir para a igreja com essa roupa, amanhã de novo, não me importo.
Gosto de ler. De fazer coisas em casa…
Fiz cursos de costura, mas não sou de fazer esses trabalhos manuais, gosto de fazer coisas em casa, mas estar na igreja é onde me realizo. Estar com gente é o que me faz bem, ouvir histórias, saio com alguns idosos para dar uma volta.
Não me arrependo de nada, graças a Deus, mas seguramente creio que estou viva até hoje porque não guardo mágoa de ninguém. Eu perdoo imediatamente. E meu corpo agradece. Hoje mesmo, se eu disse uma palavra infeliz, na hora aquilo me incomoda; sou rápida para tomar uma posição e peço perdão. Quem guarda mágoa, vive uma vida miserável e sem alegria.
Eu tenho alegria. Gosto das pessoas, faço o que posso para ajudá-las. Procuro tratar bem todo mundo, independente de quem seja. Creio que sou amada pelas pessoas. E gosto do que faço, isso é muito bom.

























3 Comentários
Te amo Lau ,obrigada por seu carinho e cuidado com nossas com vidas.
Mulher linda e admirável! Exemplo!!
Uma linda história de vida. Parabéns.