Mateus Chianca (Rio de Janeiro-RJ)

Tenho 20 anos, nasci em Campo Grande, no Rio de Janeiro e vivi lá alguns anos. Meus pais, Edimilson e Aurinha largaram suas atividades no emprego secular e se envolveram no ministério em tempo integral. Hoje, o Rio de Janeiro é o lugar que Deus nos deu para cuidar. Depois que meu pai assumiu a supervisão na Região, temos o ajudado a cumprir o chamado e cuidar da nossa cidade. Quando olhamos para o Rio e suas necessidades, vemos a divergência de pessoas, de realidades e vemos o agir de Deus. Na minha cidade, vejo gente de todo tipo, jeito e classe e isso é uma característica da nossa igreja. Temos uma diversidade lá. Hoje nos alegramos em ver a realidade de Pedra de Guaratiba. Antes era um bairro pobre, sequer existia no mapa do Rio de Janeiro e, depois que a igreja chegou lá, começamos a orar e a realidade começou a mudar. Começaram a chegar bancos, escolas, cursos, mercados, e até iluminação, porque não havia. A realidade foi sendo transformada. Quando falo sobre o Rio de Janeiro, me vem a palavra: transformação.

Uma das coisas que mais gosto no Rio é que as nossas paisagens são naturais e lindas. Tem coisas construídas, mas eu gosto mesmo é do mar, da natureza, do clima tropical. É bom morar onde muita gente passa as férias. Eu amo a minha cidade.

O que menos gosto é a questão da segurança, tivemos eventos importantes e não tínhamos tranquilidade de que tudo estaria seguro para as pessoas, mas ainda bem que o evento aconteceu e os danos na questão da segurança foram minimizados, graças a Deus. Às vezes ficamos mais envergonhados pelos fatores negativos do que orgulhosos pelos fatores positivos.

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A minha família é 100% a base da minha vida. Esse ano de 2016, eu e a minha irmã entramos de cabeça para ajudar nossos pais no ministério. E isso é um projeto da família, isso nos uniu muito mais. Nosso laço está mais forte, porque, além de sermos família, somos corpo de Cristo e percebemos como essa unidade é importante. Como qualquer outra família, temos as nossas lutas, passamos por problemas e precisamos vencer cada um deles, mas a minha família é meu porto seguro total. Quando chegamos dos cultos, gostamos de conversar à noite, falamos dos nossos planos e projetos, então, lá em casa é todo mundo trabalhando junto.

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Nesses últimos dois anos, passei a ajudar meu pai mais efetivamente e criamos uma afinidade ainda maior. O defino com uma palavra: Sabedoria. Eu tenho dentro da minha casa a pessoas que mais de mil membros honram e reconhecem a sabedoria de Deus na vida dele. Muitos querem estar perto dele e, hoje mais que antes, reconheço o grande homem que ele se tornou. Conhecendo a história de vida que ele teve, como ele chegou onde chegou, acho que a história dele é incrível e daria um filme, mostrando o grande homem que ele se tornou. Eu tenho esse grande homem como meu pai. Ele é meu pastor, mas antes disso, é meu pai. Temos a cabeça muito parecida, gostamos de muitas coisas iguais. Ele teve um pai completamente ausente.

Me lembro que no velório do meu avô, meu pai não chorou o enterro inteiro, mas no carro ele chorou e eu perguntei: “pai por que você está chorando agora?” E ele respondeu: “filho, eu estou chorando porque não tenho motivos para chorar”. Ali eu vi que, naturalmente, ele não tinha razão nenhuma para ser o bom pai que ele é para nós. O fato dele nunca ter sido amado, poderia justificar não saber amar, mas ele não fez assim. Ele transformou o cenário ruim da sua vida em algo completamente diferente. Ele é um super pai. A missão da vida dele é essa: dar o amor que ele não teve…

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Minha mãe, Aurinha, é uma das mulheres mais batalhadoras que eu conheço. Ela também já passou por muitas coisas na vida, mas sempre esteve confiante no maior que habita dentro dela. Sabemos que a nossa família tem uma responsabilidade sobre um povo, chegam muitos ataques e alguns vem para ela especificamente. Eu vejo como ela é perseverante. Pessoas são influenciadas em suas famílias pois é um tema que ela fala muito e muitos são edificados pela vida dela. Ela é dedicada nisso. A maior escola é lá em casa e vejo como ela tem crescido. Já viveu tantas coisas e teve que superar.

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No Verbo da Vida temos mama Jan como a nossa mama e vejo que muitos a chamam de mama Aurinha e sabe, ela não é só minha mãe, eu a divido com vários outros filhos e isso não é incomodo, porque realmente ela é a mãe de muita gente na igreja.

Ela é um referencial de fé, perseverança e força. Nunca se deixa abater pelas coisas que se levantam. Ela é focada e, hoje, vejo frutos disso no trabalho dela com as mulheres. Elas são mulheres de oração e isso começa na liderança. Por ela ser uma mulher de oração isso escorre para as demais mulheres. Sou orgulhoso dos meus pais.

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Tenho uma irmã, a Raquel, somos muito diferentes e é comum termos nos estranhado por isso (risos). Ela é bem na dela, mas aprendi a enxergar o potencial que ela tem. Às vezes, vemos a família dos ministros e pensamos que todos devem atuar na área ministerial, no púlpito, mas nem sempre tem que ser assim. Raquel se formou em administração e acabou não se identificando tanto com o curso, mas nos alegramos porque hoje ela se encontrou no trabalho efetivo da área social, na assistência às pessoas. Agora ela assumiu o departamento de assistência social da igreja e apoiamos um abrigo de crianças na Pedra de Guaratiba. A arrecadação de alimentos mensal na igreja está funcionando e tendo resultados e com isso abençoando famílias. Essas são coisas que ela ama fazer. É um trabalho grandioso e poderoso o que ela faz. É necessário que seja feito por alguém como ela que vê a necessidade que muitos não estão vendo.

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Curso publicidade e, por um bom tempo, cresci ouvindo que Comunicação Social não era uma boa área, que publicitário é pobre e para ser jornalista não precisa fazer faculdade, que ganham mal. Eu pensava: “meu Deus como vou fazer isso? Eu preciso me sustentar, ter uma renda, vou ter uma família e precisarei sustentá-la”. Pensei em fazer relações internacionais, conversei com pessoas que faziam esse curso. Desisti. Depois me interessei por economia, porque gosto de história e politica. Fiquei interessado em fazer, fiz o Enem ainda no segundo ano, passei em economia, estava decidido. Aí, no terceiro ano, um professor meu de redação estava falando sobre obter sucesso na vida, e ele falava que antigamente as pessoas trabalhavam muito para ter o seu sustento para que no futuro você pudesse descansar e aproveitar a vida. Mas que a tendência do século XXI estava despertando uma liberdade desse padrão que era justamente você fazer o que gosta.

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Então, em vez de você trabalhar no que não gosta, apenas para ter uma boa renda e no final se aposentar, você vai procurar fazer o que gosta agora, vai ser um excelente profissional fazendo o que ama e vai aproveitar a sua vida e carreira do inicio ao fim.

Cheguei em casa e falei para os meus pais: “Gente, eu vou fazer publicidade”. Falei do que tinha ouvido do professor. Hoje, não sou o melhor aluno da sala, mas sempre estou destacado como alguém que quer muito aprender. Eu estou fazendo algo que amo, me encontrei no curso, é algo muito maior, envolve tudo o que eu amo. Envolve arte, música, politica, e consigo trabalhar para o reino. Em 2017, vou para o quinto período e estou feliz nisso.

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Vejo a nossa juventude nos dias atuais dividida em dois grupos:

Um grupo busca uma liberdade de forma errada. Na verdade, eu entendo que a sociedade tenta se libertar de coisas que foram impostas a eles por muito tempo e, como jovens, são engajados em mudanças, isso é comum entre eles. Mas como esse grupo está longe da Palavra. Acabam trocando a liberdade por uma libertinagem que “tudo pode” e que vive-se de forma irresponsável. Acabamos vendo perigos nessas coisas.

O outro grupo que é o que estou engajado. Percebo a busca intensa em Deus, e isso está causando uma revolução. Hoje o jovem cristão no Brasil está mais forte, mais ligado na Palavra. Muitos foram criados na igreja, na Palavra e percebemos a força que temos. O outro grupo acima também é muito forte e, quando eles se aproximam, parece uma zona de guerra, conflitos. Se o jovem do grupo “A” ousar querer passar para o nosso grupo “B” precisa vencer muitas coisas. O jovem em si está vivendo uma fase decisiva na qual tem que decidir a carreira para a vida inteira. Nesse tempo pensamos em trabalho, casamento, família, são tantas coisas… Com meus 20 anos, penso em todas as minhas escolhas e como elas podem afetar o restante da minha vida. Estou na fase de definições.

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No inicio do ano Deus me ensinou algo. Sabe aqueles carros com ajustes de banco automáticos? Tem uns carros que gravam vários padrões para diferentes perfis de motoristas. O senhor me deu o ano de 2016 como ajustes definitivos. Um ano em que se vai mais pra frente, mais pra frente, mexe um pouco do lado… aqui, ali… ajustando a posição correta e uma hora vamos salvar aquela posição. O final da adolescência e início da juventude é isso. Um tempo de ajustes que vão ser definitivos. Coisas que vou pensar e decidir agora, levarei para o resto da vida. Seja um relacionamento, um chamado, uma profissão etc. Éuma fase que exige uma certa maturidade, mas que ainda não a temos tão bem, por causa da mente ainda conturbada da juventude. Por isso, ter o Senhor em nossa vida é tão importante.

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Tenho vários sonhos…

Mas o maior é conseguir impactar as pessoas com o que Deus trata comigo, de uma forma diferente e inovadora. Vejo que Deus trata coisas comigo que ainda não sei como passá-las. Quero levar Deus para as pessoas e levar as pessoas para Deus de uma forma completamente inovadora. De uma forma irresistível. Sei que isso abrange a música, que já atuo, a Palavra, a arte. Enfim, tudo que faço é para louvar a Deus. A minha vida é para o Reino e todos os meus sonhos estão ligados a isso. Quero ajudar meu pai, ajudar a fazer com que o Invictus cresça e isso impacte a vida das pessoas.

A música é uma das coisas mais importantes na minha vida. Nem sei explicar. Escuto musica o dia inteiro, ouço alto e as pessoas se incomodam. Então vou para o fone de ouvido e acabo não ouvindo ninguém. Faço tudo ouvindo música. Vou para o computador criar, editar foto, estou ouvindo musica. Atuo no louvor, amo fazer música, quero me dedicar, aprender um instrumento. Em um período que eu estava meio longe, foi a musica o único contato que me deixou ficar perto do Senhor. Eu podia estar com a cabeça toda errada, mas a música me trazia de volta. Uma vez ouvi que a musica foi algo que Deus criou como um ponto que nos conecta a Ele e ao Seu coração.

Gosto de todo tipo de música, e vem de família, meu pai também é ligado

destaque

Mateus Chianca…

Cara, eu também estou em busca de conhecer esse cara aí (risos).

Era um cara muito tímido em diversos aspectos, muitos pensam que não, mas era, não tinha iniciativa para o que tinha que fazer. Hoje em dia, está buscando vencer todas as barreiras e tem conseguido. É visível isso. Tinha muitas dificuldades de interagir com muitas pessoas, e estabeleci como meta que eu vou quebrar isso, e tenho conseguido. O Mateus de hoje está procurando quebrar todas barreiras que o impedem de ser o que ele tem que ser. Quem Deus o criou para ser.

Quero ser canal para trazer coisas novas, para crescer… Com o tempo, vou me tornando esse cara melhor…

1 Comentário

  • Mateus seu depoimento é lindo! Tenho uma filha de 5 anos e um bebê de 3 meses, ao ler o seu depoimento fiquei imaginando como seus pais devem estar se sentindo vendo você falar a respeito deles e de tudo o que eles fizeram e fazem por você e por sua irmã, primeiro imaginei que se fosse eu, daqui há alguns anos, ouvindo meus filhos falarem assim eu pensaria: ” Ufa! Valeu a pena! Eles entenderam!”. Mas, logo em seguida como filha eu vi como é importante minha mãe saber que tudo o que ela fez e ainda faz por mim é muito valioso, e hoje percebi como ela precisa ouvir isso! Obrigada e sucesso na sua jornada!

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