Tenho 17 anos, nasci no Rio de Janeiro.
Desde criança fui criado no Verbo da Vida de Pedra de Guaratiba, e moro lá desde bem pequeno. Meus pais estão na mesma igreja desde sempre (isso é bom). Lembro que meus pais moraram com meus avós por um tempo e depois fomos morar com a minha tia, mas sempre na Pedra. Cresci no contexto de igreja, da palavra da fé e percebo que fui muito preservado. Eu não provei as coisas do mundo. Acho que na vida do adolescente, principalmente quando somos criados em um lar evangélico, existe um momento no qual o adolescente passa por uma curiosidade de conhecer algumas coisas e até de experimentar coisas do mundo mesmo, eu passei por essa curiosidade na fase dos 13, 14 anos, me refiro a querer ir para festinha, só que eu tinha uma base tão forjada em mim que quando pensava em fazer essas coisas, algo gritava dentro de mim… Meu Deus era impressionante. Pensava: “Pai, o que é isso…” E rapidinho as coisas se ajustavam.
Tenho apenas uma irmã de 20 anos, a Ailana e nós dois fomos criados com essa base. Quando a minha irmã nasceu, pegou meus pais no início da caminhada em Deus, nós crescemos na igreja de crianças. E uma das coisas essenciais para nós foi a igreja de crianças, o Verbinho, (como muitos conhecem) e o que recebi lá foi a base para eu não me desviar na fase de transição da infância e adolescência.
A minha família é a base de tudo, reconheço que se não fosse o contexto familiar eu não estaria com a base que tenho hoje, seja no contexto espiritual ou emocional. Reconheço que os meus pais tiveram um papel primordial.
Meu pai é um homem maravilhoso, é bem diferente de mim na personalidade, porque ele é bem ativo e forte. Eu sou mais parecido com a minha mãe, somos mais quietos, é engraçado que essa diferença faz com que eu aprenda muitas coisas com ele e meu pai aprenda coisas comigo mesmo com a minha idade. Ele é um pai carinhoso, amoroso, desde sempre. Ás vezes, brincamos que ele é muito apegado a nós, vim a Campina Grande e com apenas dois dias que estava aqui ele já estava me mandando mensagem: “Filho, que saudades de você.” Esse apego é tanto a mim quanto a minha irmã que casou esse ano e vi meus pais, passando por um momento de desapego com ela, até porque ela agora viverá uma nova estação da sua vida.
Mas, esse apego dele é bom porque nos dá segurança. Meu pai é pastor auxiliar na Igreja na Pedra de Guaratiba, mas trabalha secularmente na Embratel no setor de telecomunicações. É um trabalho longe de casa, é cansativo para ele, como ele trabalha por escala, existem os momentos de estar em casa e meu pai é muito família. Reconheço que ele nos valoriza muito e isso fez com que eu percebesse que meu lar é um porto seguro.
A minha mãe é muito parecida comigo, até fisicamente. Ela é muito intensa, ela é a minha melhor amiga é uma mulher de Deus. Me espelho muito nela. Minha mãe cuida muito de mim e da Aylana, a nossa família é muito grudada.
Em relação a minha linguagem do amor e a do meu pai que é toque físico, a minha mãe não suporta toque físico e é muito engraçado isso (risos) Para ela o amor deve ser demonstrado de outra forma e ela demonstra muito bem do jeito dela, com palavras, por exemplo. Meu pai dá um abraço e não consegue falar mais nada…
Minha mãe é muito engraçada. Eu admiro muito os meus pais. Eles sempre foram o meu exemplo.
Estou concluindo o ensino médio, mas não sei o que farei ainda. Gosto de algumas matéria especificas, só que em relação a faculdade, a uma profissão eu ainda não sei o que farei. Geralmente tudo envolve exatas e eu não sou muito de exatas.
Mesmo jovem, eu sei que tenho um chamado em Deus e isso é uma das coisas que me move todos os dias. Tento sempre buscar em Deus a direção que Ele quer para a minha vida.
Em relação ao chamado, aquilo que Ele tem para a minha vida, algumas coisas aconteceram muito rápido. Em meu coração sempre houve a disponibilidade de fazer o que Ele quer. Nunca busquei algo especifico. Passamos pela curiosidade de pensar: “Qual é o meu chamado?…”
Eu também passei por isso, só que o meu relacionamento com Deus, a minha comunhão, foram me levado ao lugar que Ele planejou para mim.
Eu não sei exatamente aonde estarei alguns anos a frente, mas tenho a convicção no meu coração que vou estar fazendo o que Ele me chamou para fazer. Percebo que Deus nunca mostra tudo para nós. A cada passo de obediência algo é mostrado. Mesmo com 17 anos observo isso.
O meu pastor fala: “Existe um lugar em Deus onde as coisas simplesmente acontecem” Tenho visto que elas acontecem do jeitinho que Deus planejou.
Quando eu tinha 15 anos, Deus já tinha me mostrado tantas coisas e eu não entendia direito. A impressão que eu tinha era que as coisas que eu via em meu coração iam acontecer amanhã. E eu falava: “Pai, eu tenho 15 anos…Como é que eu vou fazer isso…”
Mas, depois quando as coisas foram começando a acontecer, fui sendo chamado para ministrar fui descobrindo a graça que existe e que acompanha o chamado. Sem essa graça não temos capacidade.
Sei que vou estar alcançando as pessoas. O nosso chamado sempre vai visar o próximo. Tudo que fazemos em qualquer área na igreja seja em que departamento ou setor, e a ministração da palavra visa vidas! Deus sempre vai estar focado nas pessoas. porque isso é mais importante para ele.
Se você quiser saber qual é o desejo do meu coração é alcançar as pessoas. Pregar a palavra e alcançar os perdidos.
Conclui o Rhema esse ano e vejo como a palavra pode transformar o homem.
Eu sou uma pessoa tímida. Todas as vezes que eu vou ministrar tenho a consciência de que se não fosse Deus que tivesse me chamado eu nunca iria subir em um púlpito para ministrar, se fosse considerar a minha personalidade, me esconderia no meio do povo. Só que quando vou ministrar, na hora parece que um manto cai sobre mim e me desconheço. O friozinho barriga sempre está lá e meu pastor Edimilson fala que esse friozinho é maravilhoso. É totalmente a graça e a unção para fazer, porque se dependesse de mim nada aconteceria. Sou um jovem introspectivo. Deus está me ajudando muito, porque para fazer o que preciso não posso parar.
Se você é jovem e tem essa personalidade, não permita que isso atrapalhe o que Deus tem para você fazer. A timidez não será uma barreira para você. Deus vai te ajudar a vencê-la. Com a sua personalidade existem pessoas que só você alcançará. Os extrovertidos alcançarão pessoas que talvez eu não alcance. A nossa personalidade não é uma barreira para Deus nos usar, ela é uma ponte. Deus é especialista em usar a sua fraqueza e transformá-la em uma coisa boa.
Tenho um sonho muito grande de naquilo que Deus me chamou para fazer de alcançar as pessoas. Existe um homem que admiro demais pela quantidade de pessoas que ele alcança é o Reinhard Bonnke. Ele é um grande referencial para mim. Me identifico no chamado que ele tem. Essa coisa de evangelizar o perdido queima em meu coração. Não sei como vai acontecer e nem quero estabelecer um padrão. Naquilo que Deus me chamou para fazer vou alcançar as pessoas com a palavra. Vê-las sendo salvas, curadas e libertas, essa é a minha realização.
Existem ministros internacionais que são referências para mim, mas quero destacar uma grande referência que é o meu pastor Edimilson. Desde que ele começou a acreditar em mim sempre me ajudou, me identifico com ele. Pensar em tudo que ele representa me emociona muito. Nós que estamos mais próximos, sabemos como ele se doa para as pessoas. Ele na nossa igreja é uma coluna na nossa família, é meu mentor, ele me dá conselhos, transmite tantas coisas sem muitas palavras, a vida dele me influencia, mais do que qualquer pessoa. Ele é como um pai, investe em você quando ninguém acredita. É muito guiado. A vida dele pra mim fala mais do que suas palavras. A conduta e integridade dele me faz associar-se e estar debaixo dessa cobertura.
Sou tranquilo. Amo as coisas de Deus. O meu amor por ele está acima de tudo. Uma das minhas qualidades é ser tranquilo, porque isso me livra de muitas coisas. Quando eu era criança era estourado, mas hoje sou diferente, e isso me livra de muitas dores. Um defeito é que sou meio lento, mas Deus está me ensinando a romper com muitas coisas. Tanto na vida pessoal, nos relacionamentos, na escola, o ser lento me atrapalha um pouco, meus pais estão me ajudando nisso. Deus está me ensinando o equilíbrio.
























