
Um dos líderes que participou da mobilização foi Edilson de Lira, pastor presidente do Verbo da Vida em Petrolina (PE), que, junto a outros pastores, lançaram, entre outras ações, a hashtag #IgrejaÉSaúde nas redes sociais, que obteve ampla repercussão. O ministro, no entanto, fez questão de destacar que ele não encabeçou esse movimento, que não foi de uma só pessoa.
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“Eu não fui o único a me posicionar. A gente trouxe a ideia da hashtag, mas muitos outros pastores fizeram seus pronunciamentos e foram igualmente importantes nesse processo. Foi uma mobilização geral de parte da sociedade civil, de parte das lideranças evangélicas e de parte dos parlamentares cristãos, que conseguir somar essa pressão para que chegasse aos ouvidos do governador e ele acatasse fazer esse novo decreto“, comemorou o pastor.
A motivação que levou à mobilização
“A gente percebeu, com surpresa, que as atividades religiosas não estavam incluídas na lista de serviços essenciais, no Anexo I, do Decreto 49.017, emitido em 11 de maio”, contou o pastor Edilson. O decreto, que aplicou uma quarentena mais rigorosa, dizia que, qualquer veículo transitando, que não tivesse indo para esses serviços essenciais, ou não tivesse algum documento de excepcionalidade, poderia ser multado.
Edilson comentou que “essa medida colocava qualquer pessoa, qualquer pastor, qualquer equipe que se deslocasse para o templo, para fazer as suas gravações, as suas transmissões on-line numa vulnerabilidade jurídica”. Portanto, a partir desse decreto, os líderes religiosos se mobilizaram para sensibilizar o governador. O ministro deu mais detalhes sobre como se organizaram.

Segundo ele, outros pastores, de outras denominações, também fizeram um pronunciamento que foram muito importantes para esse momento. “Foi uma construção desta voz nas redes sociais. Nós vimos que alguns políticos também começaram a aderir à causa. Vereadores de Recife, de Petrolina, de outras cidades, e até alguns deputados estaduais, deputados federais também aderiram”.

Pr. Edilson lembrou, ainda, que no atual momento, as igrejas em Pernambuco ainda não podem fazer as suas aglomerações presenciais, com um número maior que dez pessoas. “Porém nós garantimos, novamente, o nosso direito constitucional de podermos deslocar os nossos pastores e equipes para as transmissões de cultos“, finalizou o pastor que, junto com muitos outros, mostrou que a Igreja está mais viva do que nunca.











