
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8.14)
É interessante como os sinais de que somos filhos de Deus está ficando cada vez mais obsoleto no nosso meio quando devia ser cada dia mais incentivado e vivido…
O ser guiado pelo Espírito tem dado lugar aquilo que pode trazer um benefício próprio, “se é bom para mim...”, ou seja, um jogo de interesses, quando deveria ser uma ação de obediência ao que Deus fala. E o pior é que colocamos Deus no “rolo” das nossas decisões tomadas mecanicamente dizendo: “Deus me guiou!”
Será que Deus muda? Não está escrito na Sua Palavra que o Seu caráter é imutável?
Gostaria de ressaltar duas coisas que percebo que levam as pessoas a agirem pela sua própria força:
Primeiro: Elas não querem passar pelo “desconforto” de ter que crer em Deus para o seu sustento, suprimento, promoção, ou para abrir as portas de uma chamada (se realmente são chamados). É o próprio Deus quem promove!
Segundo: Tudo aquilo que Deus nos guia a fazer tem um lado desconfortável. Que lado é esse? Vamos pensar pelo seguinte aspecto: A bíblia fala que vamos de glória em glória, de fé em fé…, não é (2 Cor 3.18; Rom 1.17)? Isso nos dá um entendimento que para ir de um lugar e adentrar ou avançar para outro, uma força vai ser requerida, vamos ter que fazer algo para que isso aconteça (e aqui não me refiro a questão da direção, mas sim, da adaptação).
Até porque esse novo degrau nem sempre é uma coisa nova, como uma mudança de cidade, ou funcionar em uma determinada posição nunca antes vivida. Mas, não quero enfatizar o lugar em si, mas sim, o que se tem que fazer para vivê-lo. Novo, é o nível de fé e o nível dos desafios que você vai enfrentar, isso sim, são totalmente novos.
Por isso se requer a parte mais difícil: você precisa se posicionar a ficar no nível dos desafios propostos nessa nova fase.
Agora, mesmo sendo guiado por Deus existe um desconforto onde algumas coisas doem, no entanto, porque Deus está envolvido naquilo existe uma graça que lhe assiste e capacita. Agora, imagine alguém que age por sua própria vontade?
“Fazer no seco” algo que é desconfortável, irá tornar quase impossível permanecer naquela posição, como também prosperar, avançar e completar a fase! É por isso que vemos tantas migrações de um lugar para o outro! Sei também que existem pessoas que são chamadas para dar assistência em lugares diferentes, mas quando elas saem de lá, saem porque a “obra” foi cumprida e não porque algo não se “encaixou”.
As pessoas que agem assim e vivem assim precisam entender que quando eu faço algo que eu não fui chamado para fazer, eu estou ocupando o lugar de outra que pode nem ter muita experiência, mas possui a capacitação em Deus, a graça e a unção para fazer e funcionar no lugar determinado.
Não pense que as suas atitudes não dizem respeito a mais ninguém! Porque uma vez que você se frustra em algo que não deu certo, além de você estar comprometendo a sua vida, você compromete a vida da sua família e também de pessoas que foram estabelecidas para aquilo.
Estamos vivendo em uma realidade, dentro da própria igreja, onde estamos acostumando as pessoas a se moverem por apelos emocionais e por aparências.
Já coloquei esses versículos aqui, mas gostaria de compartilhá-los novamente. Olha o que as Escrituras dizem:
“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê- las, porque elas se discernem espiritualmente”. (I Coríntios 2.14);
“Deleitar- se- á no temor do SENHOR; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos”. (Isaías 11.3).
Meditemos nessas coisas e vejamos se estamos seguindo a maneira certa de procedimento.
Um dia alguém me falou: “algumas pessoas estão vivendo tanto no natural e segundo os seus próprios raciocínios que se o Espírito fosse tirado delas talvez elas nem sentissem falta”.
Pode parecer uma declaração até um pouco absurda, mas em nenhum momento deixa de ser verdadeira por causa da vida independente em que vivem.
Israel viveu assim durante toda a sua peregrinação. Quando estavam em apuros, clamavam, buscavam, se consagravam, se purificavam e seguiam as direções de livramento; mas quando todo sufoco passava, eles se tornavam independentes e se estribavam novamente nos seus próprios entendimentos e desejos e colocavam de lado a direção e a dependência em Deus.
Saia desse ciclo de altos e baixos, de indefinições e abrace de uma vez por todas a maneira e o estilo de vida que marca esse tempo que estamos vivendo. Que tempo é esse? É o tempo de andar no espírito, viver pelo espírito e ser guiado pelo Espírito.














3 Comentários
Muito bom!
Muito bom, é isso mesmo, não temos mais tempo a perder, temos que avançar e vivermos a vida que está proposta para nós, no espírito.
É uma verdade. Sábio.