BLOG SAMIA ROCHA-04

“Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Provérbios 27.17)

Afiar significa: “ser afiado, estar alerta, ser aguçado, amolar, tornar mais cortante, aperfeiçoar, apurar”. Nesse versículo, acima, podemos ver claramente três palavras em evidência: Relacionamento, Confronto e Aperfeiçoamento.

Pergunta: quem é o ser humano, hoje em dia, que não tem relacionamento com alguém? É quase impossível isso não acontecer. Em alguma esfera, todos nós estamos expostos a pessoas nos mais diferentes níveis de atuação; seja na família, no trabalho, com os amigos, na igreja, etc.

Então, a pergunta não é se você tem pessoas ao seu redor, mas sim, que tipo de pessoa você é para aqueles que você se envolve ou está ligado de alguma forma? Você é apenas “mais um” num grande jogo de interesses? Ou você é um daqueles quem amam a verdade e as pessoas, e por causa disso não vai privá-las de serem afiadas? Quem ama, se compromete! Quem se importa, se compromete!

Muitas pessoas estão dizendo que amam, mas estão privando as pessoas da verdade. Você ama as pessoas ou tudo não passa apenas de um jogo de interesses? O que eu percebo é que, hoje em dia, os relacionamentos estão baseados mais em diplomacia, “politicagem”, do que em sinceridade.

Ninguém confronta, ninguém “se queima”, mas em compensação, ninguém também se afia (aperfeiçoa, fica aguçado). Estamos olhando uns para os outros com “cara de paisagem”, a qual, na maioria das vezes, “usamos” para disfarçar o que realmente pensamos ou sentimos a respeito deles.

Por favor, não confunda o que eu estou falando com ações de andar em amor com o próximo ou exercer as características do fruto do espírito em relação a uma pessoa ou a uma situação, ok?

Como saberemos a diferença se o que estamos fazendo vem de uma representação por não nos importarmos ou de uma ação do nosso espírito? É simples, aquilo que vem do nosso espírito, não compromete princípios e valores da Palavra de Deus. Mesmo que não falemos naquele momento, nos posicionaremos para, de alguma maneira, contribuir para o crescimento e aperfeiçoamento daquela pessoa naquela situação. Assim, seremos incapazes de quando ver alguém caminhando em uma direção não tão legal, assumirmos uma postura de desleixo.

Estamos comprometendo valores e princípios, porque aqueles que deviam admoestar estão com medo de perder o benefício (aquilo que aquela ou aquelas pessoas podem nos oferecer) ou de perdermos o “amigo”?

Na verdade, se perdemos o amigo por causa de amarmos mais os mandamentos de Deus e os valores eternos, nunca o tivemos como amigo. Tudo não passou de uma aparente forma de amizade; Amigo (irmão) que se importa, é aquele que lhe fala não o que você quer ouvir, mas o que você precisa ouvir.

Deus, um dia, chegou para Caim (Gênesis 4.9) e perguntou por Abel, e a resposta foi: “Porventura sou eu guardião do meu irmão?”. Caim se esquivou da responsabilidade que ele tinha como irmão. Colocou os seus interesses e frustrações acima do cuidado e reconhecimento que ele devia ter para com Abel.

Precisamos ter cuidado, principalmente se formos “irmãos mais velhos”. Se o cuidado, a postura, o amor e a responsabilidade não vier de nós, como podemos esperar que os “irmãos mais novos” andem nos princípios e assumam uma postura diferente do que eles têm vivido?

Seja um referencial, seja um amigo verdadeiro, seja um afiador e aperfeiçoador do seu irmão, aperfeiçoando e sendo também aperfeiçoado por ele, porque crescimento é uma via de mão dupla: você promove, mas você também recebe.

Vamos reconhecer aqueles que foram colocados na nossa vida e caminho para crescermos. Andemos conscientes da responsabilidade que nós temos para com aqueles que nos foram confiados. Sejamos guardiães uns dos outros!

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