Dennise Medeiros

Jovem membro da IEVV Sede em Campina Grande,PB

“Perdão é alguém pedir desculpa e você responder que sim”
“Perdão é você lembrar sem sentir dor”
“Perdão não é esquecimento”

“Perdoar é assumir a responsabilidade pelo que você sente”
“Perdoar não significa ceder, mas esquecer”
“O perdão nos livra da prisão do outro”
“O errar é do homem, o perdoar é de Deus”

De certa forma a maioria dessas respostas estão certas. Eu, particularmente, gostei muito da definição de perdão da Wikipédia: “O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor.”

Vamos examinar, agora, a única fonte de verdade sobre o perdão – a Bíblia – e ler uma das parábolas de Jesus que fala sobre perdão. Ela se encontra em Mateus 18:23-35.

Nessa passagem existem três personagens principais: o senhor e dois servos. O primeiro servo, no dia do acerto de contas, não tinha dinheiro suficiente para pagar o que devia e o seu senhor ordenou que ele, sua família e tudo quanto tinham fossem vendidos para saldar o débito. Quando ouviu isso, o servo implorou para que ele lhe desse mais tempo e tivesse paciência. Ao olhar aquela cena, o senhor sentiu muita compaixão e fez além do que se esperava: ele cancelou a dívida e o deixou ir.

O interessante dessa história é que aconteceu a mesma coisa com o servo: o seu conservo também lhe devia e veio pedir algum tempo até que pudesse pagar a dívida. E, diferente do que fez o senhor, esse servo mandou que ele fosse preso e só saísse de lá quando tivesse pago tudo. Quando o senhor soube disso ficou furioso e entregou aquele servo mau aos torturadores até que ele pagasse tudo que devia.

O que podemos aprender sobre perdão nessa passagem é que ele está intimamente ligado a compaixão. Por saber o real “castigo” que o servo merecia e vê-lo implorar por socorro o senhor se encheu de compaixão por ele. Nós deveríamos agir assim também. Na maior parte do tempo estamos pensando no “troco” que vamos dar quando esquecemos que o pecado sempre tem uma consequência e ela vai chegar para a pessoa que errou conosco. Então não vamos perder tempo maquinando como vamos “revidar”, por que o pecado, em si, já é uma coisa ruim e perigosa de mais.

Outra coisa legal é que por trás de toda “falta de perdão” está o egoísmo. Na “hora da raiva” nós agimos como se nunca fizéssemos nada errado e começamos a nos comparar: “Ah, mas eu nunca faria uma coisa assim, isso é falta de caráter!” Sério? Você se julga tão forte assim? O conselho da Palavra sobre esse tipo de pensamento é: “quem julga estar em pé, olhe para que não caia” (1 Coríntios 10:12). Realmente, debaixo daquela situação talvez você não fizesse aquilo, mas fizesse uma coisa muito pior. Foi mais ou menos assim que o servo agiu. Ele também deveu e mereceu ser castigado severamente, mas era tão egoísta que não conseguiu fazer o mesmo com o seu devedor.

Quem perdoa esquece! Foi isso que o senhor fez. Ele poderia, muito bem, ter apenas dado ao servo mais tempo para saldar a dívida, mas ele a cancelou. Não consigo imaginar alguém perdoando sem esquecer. Realmente, a memória vai quer voltar algumas vezes, mas se você se recusar a pensar ela vai desaparecer com o tempo. Não deixe com que os erros que alguém cometeu contra você sujem a boa imagem que você tem dele.

“Tornará a apiedar-se de nós: subjugará as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” (Miquéas 7:19 ARC)

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões, por amor de mim, e dos teus pecados me não lembro.” (Isaías 43:25 ARC)

Vamos imitar Deus na maneira de perdoar! A ideia de lançar os pecados nas profundezas do mar é como abandonar, recusar a ter determinada coisa diante dos seus olhos. Se você perdoou alguém, jogue esse pecado no mais profundo abismo e nunca mais volte lá para pegar. Isso é também andar em amor: “o amor sempre está disposto a acreditar no melhor a respeito de todas as pessoas” (1 Coríntios 13: 7 AMP).

1 Comentário

  • Muito bom senhorita Dennise Medeiros. Adorei a mensagem.
    Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados. (Colossenses 1:13-14)

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