
Integrante da Coordenação de Jovens e Adolescentes do MVV
Em Lucas 14:25-27 afirma: “Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo”.
Não sei se já percebemos nos evangelhos, mas Jesus teve discursos e ministrações consideradas difíceis de receber e esta passagem é uma dessas palavras difíceis de absorver, mas se vem d’Ele, devemos aceitar.
O que chama a atenção é que Cristo falava para multidões e declarava que para se tornar Seu seguidor, devemos amá-lO mais do que a família ou a própria vida. Quando Jesus nos convidou para O seguirmos, se torna necessário carregar uma cruz, pois se não a carregarmos, é impossível sermos discípulos.
Atualmente, podemos observar o contexto da crucificação e entender melhor o que Cristo estava ministrando, se despindo de Si mesmo para fazer a vontade de Deus. A cruz simbolizava morte, autonegação e para sermos discípulos, precisamos renunciar nossos sonhos e vontades, fazer morrer o nosso próprio eu, amar a Ele acima de todas as coisas. Com Deus é tudo ou nada, não existe 90% de entrega.
Filipenses 3:7 declara: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo”.
Essa passagem nos mostra a história de Paulo, um homem que entendeu o que é ser verdadeiramente um seguidor de Cristo. Ele possuía status, respeito e valorização, mas considerou tudo isso como perda ao conhecer a sublimidade de Jesus.
Em Mateus 16:25 ressalta: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”.
No Reino de Deus, é perdendo que se ganha, é morrendo que se vive, é se humilhando que somos exaltados. Não existe Evangelho sem renúncia e sacrifício. A porta de entrada por ele afirma: “Negue-se a si mesmo e carregue a sua cruz”.
Creio em jovens e adolescentes tendo experiências com Deus, mudando seus destinos, perspectivas de vida e tendo olhos espirituais abertos.
Porque d’Ele, por meio d’Ele e para Ele são todas as coisas. Toda vida cristã tem um alicerce e uma vida com Jesus. Não sei o que te trouxe até o JPN, mas oro para que vocês tenham experiências com o Senhor, conheçam Seu caráter e prossigam a conhecê-lO.
O Cristo, a quem nos entregamos, declarou que devemos nos negar, carregar a nossa cruz e segui-lO. Isso deve nos trazer um grande temor, pois é preciso calcular o quanto isso irá nos custar, senão seremos alvo de zombaria.
A mensagem de Jesus seleciona pessoas que sejam conscientes do preço de viver o Evangelho, pois Ele não quer pessoas que iniciem a caminhada e fiquem paralisadas no meio do caminho.
”E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14: 27-33).
Cristo falava para as multidões e essa mentalidade nos faz buscá-lO para sermos supridos e pelo o que Ele pode fazer.
Chegou a hora de sairmos dessa superfície e desenvolvermos um relacionamento mais profundo com o Pai. O Senhor não é contra nos abençoar, mas Ele nos convoca a nos tornarmos discípulos. Quando aceitamos Jesus, Ele se torna nosso salvador mas também o Senhor da nossa vida.
Todos nós em algum momento fomos multidão, mas estamos sendo transformados para buscá-lO por quem Ele é e não pelas coisas que Ele pode nos dar. Devemos buscar a Deus em primeiro lugar e as demais coisas nos serão acrescentadas.
Talvez em algum momento tenhamos deixado a cruz de lado e vivido de empolgação, mas o Evangelho é de verdade.
“Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: À tua descendência a darei. E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, a uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho. E, ouvindo o povo esta má notícia, pranteou-se e ninguém pôs sobre si os seus ornamentos. Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira os teus ornamentos, para que eu saiba o que te hei de fazer” (Êxodo 33:1-5).
Sem a presença de Deus, não vale a pena o resultado. O Senhor que concede as bênçãos, a obra e o propósito, é superior a todas elas.
O Evangelho nunca nos prometeu uma casa própria com jardim e viajar o mundo com a esposa, a Palavra de Deus não está restrita a isso, pois em algum momento da vida precisaremos abrir mão de algumas coisas.
Certa vez, Elisabeth Elliot falou: “Quando a vontade de Deus cruza a vontade do homem, alguém precisará morrer“. Isso vai de encontro a tudo o que a sociedade nos ensinou acerca da vida, sobre fazer aquilo nos faz felizes. O Evangelho não é sobre nós, mas sobre Ele.
Demas estava tão embriagado com as coisas deste mundo e se afastou do propósito do Senhor. Isso não é sobre pecado, mas sobre o deslumbre com as coisas desse mundo. Por outro lado, Jonas sabia do seu chamado e fugia. O propósito do Senhor é muito mais excelente, por isso, devemos escolher sermos discípulos e irmos até o fim.
Não podemos mais ficar confortáveis em posição de multidão, porque com essa atitude, não mudaremos o Brasil.
A maior ministração de Estevão foi antes de ser apedrejado, após esse fato, o chamado foi concluído.
É chegado o tempo de levantarmos missionários, orarmos por eles, nos despedirmos com lágrimas nos olhos e nunca mais vê-los.
Vamos nos entregar ao chamado do Senhor, pedir a Ele que nos use e subjugar a nossa carne. O Senhor nos conhece e sabe do nosso coração.
*Trechos da mensagem do dia 26 de julho de 2025, no JPN Global.














