Lembro-me de um caso, enquanto estava no processo de formação em Comunicação, no curso de Radialismo, no qual um professor não estava correspondendo à expectativa da turma. Vi muitos alunos chateados com as aulas, a ponto de levarem o caso à coordenação do curso.
Sabiamente, a equipe de apoio pedagógico se reuniu com o mestre, trouxe a questão para que ele tomasse ciência dos fatos e o colocou, durante alguns dias, junto a outros professores mais experientes na disciplina, para que compartilhassem experiências. Também indicou algumas ações que seriam interessantes em relação à turma, como uma enquete para que os alunos indicassem pontos positivos e negativos das aulas, com sugestões.
Por incrível que pareça, aquele mestre deu a volta por cima, passando a ser escolhido, ao término do curso, como o professor homenageado da turma. Promover uma gestão estratégica de pessoas requer empenho e sensibilidade para realizar ajustes na equipe, visando a um melhor desempenho e aproveitamento do capital humano, não somente quando algo está errado.
Assistindo a um programa de esportes, certo dia, ouvi um comentário que mudou muito o meu conceito em relação à gestão estratégica de pessoas e equipes de alto desempenho.
O comentarista falava de um grande técnico vitorioso, hoje falecido, que, certa vez, teria afirmado que: “Em time que está ganhando se mexe, sim”. Contrariando a velha máxima popular de que “em time que está ganhando não se mexe”, o comentarista prosseguiu, afirmando que ele sabia o tempo certo de mexer na equipe, mesmo quando ela estava ganhando. Essa deve ser uma realidade. O problema é que muitos gestores, por não desenvolverem essa capacidade, levam seus liderados à exaustão.
Fazer ajustes e estabelecer novas metas devem estar presentes no cotidiano do líder. Alguns agem como meros apagadores de focos de incêndio, trabalhando somente as questões e problemas que surgem para tentar garantir, assim, uma certa manutenção da estabilidade. Eles não evoluem, nem tampouco desenvolvem suas equipes.
Às vezes, tudo está correndo bem e não se busca melhorias, cultivando o pensamento de que, só pelo fato de manter o que já tem, está bom. Aí vem o desgaste. Quando se observam os pássaros que realizam longas jornadas, percebe-se que a correção de posições é fundamental para garantir a resistência geral do grupo.









