
A Escola de Missões nasceu com o objetivo de preparar homens e mulheres dispostos a responder ao chamado missionário. Desde o início da Igreja Verbo da Vida, ainda no fim da década de 1990, o crescimento do envio de obreiros evidenciou a urgência de uma estrutura que oferecesse suporte, treinamento e direção àqueles que desejavam alcançar as nações.
Com o avanço da visão, o que começou como um departamento evoluiu para uma agência e, posteriormente, para uma escola dedicada à formação missionária. Desde 2007, a Escola de Missões segue cumprindo seu propósito de treinar e capacitar pessoas para a obra, seja no campo transcultural, seja no fortalecimento da visão nas igrejas locais.
TRAJETÓRIA

Na fase inicial, Rozilon Lourenço deixou o pastoreio em Uberlândia (MG) para assumir a diretoria da escola, entre 2007 e 2013. Na mesma época, Jadeilton Almeida, atual diretor, passou a integrar a equipe, assumindo a secretaria. “Posteriormente, outra pessoa assumiu a secretaria e eu passei a servir diretamente na Agência de Missões, permanecendo nesse trabalho durante esse período”, explicou Jadeilton.
Na sequência, entre 2014 e 2021, a direção ficou sob a responsabilidade de Suênia Ramírez, formada na primeira turma da Escola de Missões e ex-monitora, tendo Christian Ramírez como vice-diretor. No final de 2021, Jadeilton e Andreza Almeida assumiram a direção, dando continuidade ao trabalho desenvolvido e implementando novos ajustes estratégicos.
BASES PARA FORMAÇÃO MISSIONÁRIA
A atual gestão promoveu mudanças importantes na organização e no funcionamento da escola. Desde então, três pilares norteiam o treinamento: fé, oração e preparo missiológico. Segundo o diretor, esses fundamentos sustentam a formação de um missionário — alguém que obedece ao chamado de Deus, desenvolve sensibilidade espiritual e comunica corretamente a Palavra.
Além disso, a preparação sociocultural ganhou destaque. A escola entende que o missionário precisa lidar com diferentes culturas, idiomas e contextos, o que exige adaptação e sensibilidade para comunicar o Evangelho de forma eficaz. Outro avanço foi o investimento na formação de professores para áreas específicas do ensino missionário, ampliando a qualidade e a especialização do conteúdo ministrado.

Com base nas demandas do campo, o currículo também passou por ajustes ao longo dos anos. A Escola atualizou as disciplinas, incorporou novas abordagens e tornou o modelo de ensino mais dinâmico e conectado à prática missionária. “Quando consideramos o universo do Rhema e da Escola de Ministros, vemos mais de mil professores. No entanto, no ensino voltado para missões, esse número ainda é menor. Por isso, temos capacitado novos docentes, com o objetivo de contar com pelo menos dois ou três habilitados para cada área específica”, explicou Jadeilton.
A partir dessa expansão, a diretoria também percebeu a diversidade do público atendido pela escola. “Há alunos que desejam atuar no campo transcultural, mas também aqueles que querem servir como suporte missionário em suas igrejas locais, conectando a igreja ao campo e colaborando com as secretarias de missões. Além disso, recebemos pessoas que não têm o direcionamento de viver integralmente no campo, mas desejam participar de viagens missionárias de curto prazo, auxiliando projetos já existentes. Por isso, ao longo dos anos, revisamos a grade curricular para atender a esse público variado”, destacou Jadeilton.
ESTRUTURA QUE SUSTENTA O TREINAMENTO
A Escola de Missões conta com uma equipe que trabalha de forma integrada no dia a dia. A direção é composta por Jadeilton e Andreza Almeida. A secretaria está sob responsabilidade de Kalline Barreto e Milca Carneiro; e a área de mídia é conduzida por Nicolas Kevyn.




A estrutura também inclui diretoria ampliada, conselho e equipes de apoio, que contribuem para o funcionamento das atividades e para o acompanhamento dos alunos. Na diretoria, Jadeilton atua como diretor-presidente, enquanto Andreza exerce a função de vice-diretora. A equipe também conta com duas secretárias: a primeira secretária, Isabelle Civelli, e a segunda secretária, Larisse Farias. Na área financeira, há dois responsáveis que exercem a função de gestores: Gustavo Civelli e Agnaldo Neto. A escola também possui o conselho diretivo que oferecem suporte à direção, que são Janiklessya Oliveira, Oona Luna e Ana Carolina Coutinho, psicólogas da instituição.
Nesse contexto, o cuidado emocional recebe atenção especial. A escola desenvolve as Atividades de Desenvolvimento de Competências Comportamentais (ADCC), conduzidas por uma equipe de psicólogas, que trabalham aspectos essenciais para o amadurecimento dos alunos ao longo do curso. Além das psicólogas já mencionadas, Catharina Foronda e Gabriella Oliveira também integram essa frente, auxiliando no preparo e acompanhamento dos alunos.
ATIVIDADES CURRICULARES

Atualmente, a escola conta com 33 módulos, bem como realizam atividades evangelísticas ao longo do ano. Nessas ocasiões, a equipe vai até uma igreja ou realiza evangelismos em bairros periféricos de Campina Grande ou em cidades próximas.
Um treinamento oferecido é o Porta-voz, feito em parceria com a Coordenação Doutrinária, que visa desenvolver a habilidade de comunicação dos alunos no púlpito. Nesse treinamento, eles aprendem sobre preparação de mensagens, organização de temas e desenvoltura ao ministrar a Palavra.
Outra atividade é chamada de Acesso Criativo. Uma vez por mês, realizam uma live com missionários, que atuam em lugares onde é necessário ter criatividade e estratégias específicas para ingressar e permanecer no país a fim de realizar a obra missionária. Além disso, há momentos semanais de oração. Esse momento é realizado em parceria com o Centro de Oração Verbo da Vida (COVV), que traz para dentro da estrutura da escola a mesma dinâmica de oração vivenciada no ministério. O objetivo é que os alunos cresçam nessa prática e também possam participar de grupos de oração do COVV.
Outro momento importante são os encontros com missionários que passam pela cidade. Sempre que possível, a Escola convida esses missionários para compartilhar suas experiências. Nesses encontros, eles falam sobre sua vida, testemunho, chamado, como iniciaram no campo missionário, os desafios enfrentados e as vitórias que Deus lhes concedeu. “Isso é muito enriquecedor para os alunos, pois aproxima a realidade do campo missionário, permitindo que eles tenham contato não apenas com a teoria ensinada nos módulos, mas também com a prática da missão”, destacou o diretor.
PROJETO, AULA DE RESISTÊNCIA, AÇÕES SOCIAIS E CONSAGRAÇÃO
A Escola de Missões inclui a Aula de Resistência como atividade obrigatória, uma experiência externa que desafia os alunos em diferentes áreas: física, emocional, psicológica e espiritual. Durante esse período, eles enfrentam privações e desafios que exigem perseverança, força e resistência. O objetivo é trabalhar o desenvolvimento integral do missionário, lembrando que somos seres completos — espírito, alma e corpo — e que todas essas áreas precisam ser cuidadas e fortalecidas.
Ao longo do curso, os alunos também são desafiados a desenvolver um projeto missionário. No final do ano, cada estudante apresenta, em cerca de 15 minutos, aquilo que Deus colocou em seu coração como visão ou proposta para a obra missionária. Esse projeto pode estar relacionado à igreja local, à promoção da obra missionária ou ao trabalho transcultural. Eles apresentam ideias, estratégias, possíveis aplicações, custos e o local onde desejam desenvolver esse projeto.
Outra prática importante são as consagrações mensais com toda a turma, momentos dedicados à busca do Senhor, adoração e ministração da Palavra. Em muitos desses encontros, membros da diretoria da escola têm compartilhado mensagens com os alunos. “Como muitos estudantes vêm de outras cidades apenas para participar da Escola de Missões, várias atividades são realizadas durante o dia, para que todos possam participar. Além disso, os alunos também realizam leituras de livros ao longo do curso”, afirmou Andreza.
Ao longo do ano letivo, a Escola busca proporcionar diversas atividades externas de evangelismo. Em Campina Grande, os alunos participam de ações na Feira Central e em praças, além de uma programação bimestral específica para as alunas, realizada em parceria com uma Casa de Passagem que acolhe parentes e cuidadoras de pessoas hospitalizadas no Hospital de Trauma.
A Escola também leva as turmas para cidades circunvizinhas, proporcionando aos alunos a oportunidade de colocar em prática os ensinamentos recebidos durante a formação. Dessa forma, tudo o que aprendem e praticam na Escola se transforma em ferramentas que serão úteis no campo missionário e no serviço à igreja local.
ESCOLA DE MISSÕES EM NÚMEROS
A primeira turma da Escola de Missões formou apenas 13 alunos. “Quando pensamos no universo das escolas do Rhema ou da Escola de Ministros, esse número pode parecer pequeno. No entanto, ao longo dos anos, somando todas as turmas, já ultrapassamos a marca de 600 graduados”, contou o diretor.

Segundo ele, dentro do universo das escolas do Ministério, a Escola de Missões possui turmas menores. “Porém, quando comparada a outras escolas missionárias no Brasil, nossos números são bastante expressivos. A maior turma formada até hoje foi a de 2021, no período pós-pandemia, com 51 graduados”, afirmou.
PARA QUEM É A ESCOLA
O público-alvo da Escola de Missões é, sem dúvida, aquele que possui um chamado para o campo missionário transcultural. Esse sempre foi o propósito principal da Escola: preparar pessoas para servir em outras nações. Dentro do Brasil, o único contexto considerado transcultural é o trabalho com povos indígenas, mas, de modo geral, o foco da escola é treinar missionários que irão atuar em outras culturas e países.
“Costumo dizer, de maneira até descontraída, que a Escola de Missões poderia ser útil para todo cristão, pois todos nós somos chamados a conhecer mais a Deus e a participar da sua obra. No entanto, reconhecemos que existe um público específico, e o foco principal da escola continua sendo aqueles que irão para o campo transcultural”, afirmou Andreza.
Ainda assim, a instituição recebe alunos que desejam aprender mais sobre missões para atuar em suas igrejas, promovendo ações missionárias, organizando secretarias de missões ou até liderando viagens missionárias de curto prazo, servindo obras já estabelecidas e experimentando um pouco da realidade do campo missionário.
Atualmente, a escola possui capacidade para até 70 alunos por turma. “Temos a expectativa de, em algum momento, alcançar essa capacidade máxima. Entretanto, confiamos que o próprio Senhor direciona aqueles que devem participar de cada turma”, destacou a vice-diretora.
A motivação que sustenta esse trabalho está baseada na promessa bíblica de que a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, assim como as águas cobrem o mar. Essa visão orienta a missão da escola.
CARREGANDO A VISÃO
“Nosso desejo é que cada igreja do Ministério possa enviar ao menos um representante para a Escola de Missões. Não necessariamente alguém que irá imediatamente para o campo, mas alguém que possa receber esse treinamento, voltar para sua igreja e promover a visão missionária, ajudando a educar e mobilizar o Corpo de Cristo”, asseverou Andreza.
De acordo com a vice-diretora, a Igreja foi chamada para cumprir a Grande Comissão: ir por todo o mundo, pregar o Evangelho a toda criatura e fazer discípulos de todas as nações. “Por isso, a visão da escola é contribuir para que cada vez mais igrejas estejam envolvidas nesse propósito”, completou.
Atualmente, o Ministério Verbo da Vida está presente em 28 países, mas existem cerca de 196 nações no mundo. Ou seja, ainda há muitas nações que precisam ser alcançadas. “Se considerarmos que já temos mais de 500 igrejas e que cada uma envia ao menos um aluno para a Escola de Missões com o propósito de se preparar para abrir uma obra em outra nação, quantos países podemos alcançar? Ainda temos um longo caminho pela frente, mas acreditamos que Deus já tem chamado e capacitado pessoas para essa missão”, destacou Andreza.
O papel da Escola de Missões é justamente treinar essas pessoas e enviá-las ao campo, além de fortalecer e educar as igrejas locais quanto à sua responsabilidade na obra missionária. É para isso que a escola existe: preparar aqueles que irão e mobilizar aqueles que enviam, para que o Evangelho alcance todas as nações.














