
Pastor da Igreja Verbo da Vida no bairro Portal Sudoeste em Campina Grande (PB)
O Brasil se aproxima de mais um ciclo eleitoral que definirá presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Mais do que um momento político, este é um tempo de responsabilidade espiritual para o cristão que compreende que suas decisões também influenciam os rumos da nação.
Votar, à luz do Evangelho, não é apenas cumprir um dever cívico. É uma oportunidade concreta de testemunhar valores. A Escritura orienta que tudo deve ser feito para a glória de Deus, conforme 1 Coríntios 10:31, e isso inclui as escolhas nas urnas. Cada voto contribui para moldar leis, prioridades públicas e direções morais que impactam toda a sociedade.
Em um ambiente marcado por forte polarização, cresce o risco de decisões movidas apenas por paixões partidárias ou inclinações ideológicas. O cristão, porém, é chamado a um caminho mais elevado. A Palavra ensina a examinar todas as coisas e reter o que é bom, como está escrito em 1 Tessalonicenses 5:21. Isso exige maturidade, sobriedade e compromisso com a verdade acima de qualquer alinhamento automático.
A ORAÇÃO PRECISA PRECEDER O VOTO
Tiago 1:5 encoraja aquele que necessita de sabedoria a pedi-la a Deus. É nesse lugar de dependência que o eleitor cristão discerne trajetórias, propostas e posturas públicas, evitando decisões superficiais ou meramente emocionais. Também é tempo de romper com a conformidade ao padrão deste mundo, como adverte Romanos 12:2. O voto do cristão deve refletir sua fé, seu compromisso com a vida, com a justiça e com a integridade. Jesus declarou em Mateus 5:13-14 que somos sal da terra e luz do mundo. Essa influência alcança, inevitavelmente, a esfera pública.
As eleições deste ano representam uma oportunidade de coerência. Que cada cristão se aproxime das urnas com oração sincera, consciência desperta e coração alinhado ao Senhor. Em Deuteronômio 30:19, Deus coloca diante do povo a escolha entre a vida e a morte e faz um apelo claro: escolham a vida. Que nossas decisões também apontem nesta direção, refletindo o Evangelho de Cristo nas escolhas que fazemos.
Que votemos com sabedoria e discernimento, e que nossas escolhas revelem, de forma prática, que nossa fé e o Evangelho de Cristo permanecem vivos também diante das urnas.














