“Como te roguei, quando parti para a macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina” (1 Timóteo 1.3).
Temos gasto um tempo intenso na Palavra que não pode ser desfeito no momento musical. As músicas emitem um caráter, um sinal, uma verdade e uma crença que, até por vezes, alcançam mais do que o próprio ensino. Aquilo que está sendo cantado, de uma forma ou de outra, tem uma pregação. Às vezes, nos abrimos para músicas que estão na moda, mas não passam no crivo e na base doutrinária.
Temos vários pastores em nosso meio que também são ministros de música e estes precisam supervisionar o trabalho dos seus grupos de música na igreja local.
Precisamos ter um trabalho de supervisão de música na igreja local, leve seus ministros de música a cantar de forma correta doutrinariamente. Quero inspirá-lo a levar os que lidam com a música a estudar. Que tal se todos os ministros de louvor desenvolvessem uma capacidade de perceber se as canções estão doutrinariamente corretas?
Atente à doutrina
Vamos ver a estrutura doutrinária das músicas. Analisar e perceber cada palavra, ver a anatomia da música. Para ver a estrutura doutrinária da música, cante uma canção que está em linha com a Palavra e não porque ela é bonita. Quando uma música é cantada na igreja, é dada uma nota de aprovação àquela canção.
A música precisa ser vista na letra, na harmonia, e também na doutrina. Não negocie as suas convicções. Há músicas antigas que nos dão saudosismo, nos lembram do nosso passado, e nós gostamos. Não podemos desfazer com as nossas músicas o que ensinamos através da mensagem pregada. A música tem um poder de doutrinar!
“Agora, pois, escrevei-vos este cântico, e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me seja por testemunha contra os filhos de Israel.” (Deuteronômio 31.19)
A música tem o poder de colocar doutrina no coração e na boca. Por isso, devemos ter um cuidado com essas canções. Uma música como: “enche-me Senhor…”, nós quem nos enchemos e não o Senhor. Outra que conhecemos: “Oh! Leva-me à sala do trono…”, nós é quem vamos à sala do trono.
Fique afinado ao escolher as músicas, não devemos cantar algo porque todo mundo está cantando. Se está em linha com a Palavra, nós vamos cantar. Nós precisamos desenvolver esse zelo.
Se precisar, levante pessoas para ajudá-lo a selecionar as músicas que serão cantadas na sua igreja. Se vem um questionamento, é melhor que não cante. Cuidado com as versões, pois algumas canções não podem ser alteradas.
Avalie as músicas
Eu creio que chegou a hora de nos levantarmos em inspiração com músicas na nossa visão. Vamos ter um filtro de cuidado e doutrina na música. Deus quer levantar as músicas da Palavra da Fé que irão nos abençoar e abençoar outros.
“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (I João 1.7).
Pastores, tenham um olhar de filtro para as canções na sua igreja. Analise cada letra e veja se elas estão corretas doutrinariamente. Entenda o tempo que estamos vivendo. Pregamos a fé e não vamos viver cantando lamentações da alma.
Vim adverti-lo: não deixe todas as músicas serem cantadas na sua igreja sem avaliar.
O foco das canções
As músicas sempre terão direção ao pecador (evangelísticas); para nós mesmos ou uns para os outros; e outras em direção a Deus. Às vezes, cantamos músicas para o pecador e para nós, e não há louvor algum para Deus, isso não é culto. Devemos cantar para o Senhor: ”Tu és bom”.
Deus está ajustando coisas em nosso meio e devemos estar atentos. Devemos conectar as pessoas com as verdades que estão sendo cantadas e, para isso, devemos cantar músicas doutrinariamente corretas. Tenha um olhar atento à doutrina nas suas músicas.
“Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (II João 1-9-10).
Às vezes, chegam músicas que são novidades e elas vêm pelas redes sociais e tem beleza, mas não tem conteúdo. Engolimos e consumimos isso, e elas podem levar a igreja a uma fragilidade.
Cante a visão na sua igreja. Nossos ministros têm sido inspirados a compor lindas canções. Nós precisamos mesclar geracionalmente as músicas. Cante músicas novas e antigas. Não é sobre saudosismo, essas canções antigas marcaram gerações.
*Trechos da mensagem do dia 23 de março de 2023, na Reunião Nacional de Pastores e Diretorias.















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