A visão do ministério que Deus confia a seus ministros é restaurar pessoas e dar oportunidades para que elas cresçam e floresçam em suas vidas, famílias e ministérios através da palavra e do amor de Deus. Foi exatamente isso que me impactou quando chequei nesse ministério do qual faço parte (Verbo da Vida).
Anos depois, agora como ministro, ouvi muitas vezes o Ap. Bud e sua esposa Jan Wright, nos exortando a amar as pessoas e dar a mesma oportunidade que tivemos no início da nossa vida ministerial. É claro que pessoas vão errar e a disciplina deve existir, mas sempre visando um fim proveitoso no amor! Ou seja, recuperar, restaurar, melhorar, edificar.
A única forma de alguém não crescer em Deus e na igreja local (No MVV ou em qualquer outro ministério), é se realmente a pessoa não se deixa mudar, ou se não houver abertura para correções ou ajustes na sua vida, família e ministério. Mesmo que essas pessoas não queiram, não devemos colocar “rótulos”, pois esse não é o nosso papel e sim orarmos por essas pessoas para que seus olhos sejam iluminados. Mas haverá pessoas que erraram muito, mesmo sendo cristãos, mas decidiram mudar para melhor. Trate-as com amor e sem “rótulo”.
Sei também que haverá pessoas que não se submeterão aos princípios da palavra e as regras ministeriais (que há em todas as instituições). Elas mesmas fecharão as portas para o seu crescimento e avanço na igreja ou no ministério em que fazem parte. Nesse caso, depois de muitas oportunidades, sugerimos que essa pessoa procure um outro ministério para que ela possa caminhar em paz e alegria como também ser frutífero para o Senhor.
Há outros casos que, talvez não concordem com a forma do governo local, a visão local ou algo semelhante. Comigo já houve casos onde tive que instruir pessoas a procurarem outra igreja Verbo da Vida onde elas possam se “encaixar” bem, abraçar a visão local, submetendo-se aos princípios bíblicos, ao governo da igreja, e a se tornarem também pessoas frutíferas em Deus. Sempre peço para essas pessoas orarem e vi que algumas delas foram para outra igreja da mesma denominação e outras decidiram ficar. Mas, devemos passar por esses processos sem colocar “rótulos” nas pessoas.
Na verdade, a coisa é bem relativa, pois, mesmo que alguém tenha errado muito no passado ou no início da sua carreira ministerial, não significa que ela vai continuar errando! Por outro lado, também já tive a experiência de pessoas que ficaram anos comigo indo muito bem, mas errou feio no final! Em fim, o que eu aprendi, é que todos têm o acesso ao arrependimento para mudar, de ser bem diferente do que eram, melhorar e avançar em Deus. E por isso, não é correto colocar “rótulos” em ninguém, pois um dia você pode se surpreender com o crescimento em Deus daquelas pessoas que foram rotuladas.
O certo é que: Uma pessoa pode começar errada e terminar certa, começar certa e terminar errada, começar errada e terminar errada, e começar certa e terminar certa.
Outro ponto bem importante que devemos entender, são os níveis de disciplinas e julgamento (julgar uma causa 1Co 6:5). Quando lemos 1 Timóteo 3, vemos que o apóstolo Paulo faz uma distinção de regras para os dons ministeriais (Apóstolo, profetas, evangelistas, pastores e mestres) e o Ministério de socorros (Diaconato, música, Departamento Infantil, etc.). Ou seja, há mais regras e responsabilidades para serem praticadas por quem exerce um dos dons ministeriais do que para o que atua no ministério de Socorros.
Na epístola de Tiago 3:1, diz que haverá maior juízo para aqueles que estão exercendo o ministério nos dons ministeriais, para aqueles que são chamados para ensinar e/ou pregar a palavra de Deus, do que os leigos (ou aqueles que ainda não estão exercendo o ministério). Isso significa que a forma de disciplinar ministros do evangelho que falham é diferente da forma de disciplinar leigos que falham.
Esse é um dos cuidados que tenho orado a Deus para que a sua sabedoria me ajude, saber discernir os tratamentos (ou treinamentos) entre ministros e leigos para que eu não dê ao leigo (ou aquele que ainda não está no ministério) o mesmo nível de tratamento (ou treinamento e disciplina) que devo dar para os ministros que exercem o ministério nos dons ministeriais.
Por fim, o foco de tudo isso deve estar no amor que visa o melhor para cada filho de Deus. Como líder que sou, pessoas vão decidir, outras serem guiadas pelo Espírito para se associar comigo e nos ajudar em nosso ministério. Outras, podem ficar por um tempo (meses ou anos) conosco e depois vão para outro lugar. E outras pessoas simplesmente não gostarão da minha voz, outros do meu cabelo, outros da minha forma de governar, outros da visão local, etc. E, por isso, não se adaptarão e decidirão ir para outra igreja. Porém, o mais importante é saber que, elas não são “nossas ovelhas” e sim, as ovelhas do Senhor. Não sou dono de ninguém, Jesus é o dono de todas delas! E o meu trabalho no Senhor, assim como para muitos outros ministros, é ensinar e pregar o evangelho da fé, da esperança e do amor para que os filhos de Deus frutifiquem, cresçam e avancem!







1 Comentário
Deus não faz acepção de pessoas é o que lemos nas escrituras. Este ensinamento é o começou de uma caminhada no evangelho de Jesus Cristo. Cada um com o seus passos. uns mais rápidos outros nem tanto. Mas o importante é caminhar pois uns caminham em linha reta outros não, também tem os que estão sem fôlego e precisam parar para descansar. E não há problema nenhum, pois o importante é continuar no caminho estreito e apertado. Outros precisarão ser carregado apoiando seus braços em ombros amigos. Ou seja, a complexidade é tamanha que qualquer tipo de rótulo é na verdade, um forma de lente de aumento para a situação que acontece. E a única lente de aumento que devemos focar é no evangelho de Jesus Cristo e seu exemplo.