Às vezes, Deus nos cerca com instruções e confirmações. Estamos em nosso devocional, e o Espírito Santo sela uma palavra no nosso coração; logo depois, ouvimos uma pregação ou lemos algo que fala exatamente sobre o mesmo tema. Isso não é coincidência. É o Senhor nos chamando para um relacionamento mais profundo. Quando Ele fala, não podemos permanecer passivos. Precisamos responder, tirar conclusões e ajustar nossa vida à Sua direção.
“Tomara que me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda. Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios 11:1-3 ARC).
Vivemos um tempo de inversão de valores, em que o inimigo tenta confundir as mentes e afastar o coração da simplicidade e pureza que há em Cristo. A pureza é o que nos mantém de pé. “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5:8). A sabedoria divina é, antes de tudo, pura. Não existe sabedoria verdadeira sem motivações corretas. Por isso, preferimos a disciplina de Deus que nos impede de errar, à correção que vem depois. Ela nos guarda e nos amadurece.
Você tem uma carreira específica que Deus tem colocado à sua frente. Ela é especial e traz o destino que o Pai planejou para você cumprir. A Bíblia diz que você deve não somente correr a sua carreira, mas também completá-la (2 Timóteo 4:7). Kenneth Hagin, Seguindo o Plano de Deus para Sua Vida.
Sabemos que cada um de nós tem uma carreira específica planejada por Deus. Não inventamos nosso propósito — nós o recebemos do Criador. Jesus é o nosso exemplo: Ele viveu separado do sistema do mundo, não se guiou por sentimentos e, por isso, o inimigo não pôde tocá-lO. Santidade é separação. Cada passo de autossuficiência é um passo longe da presença de Deus. Precisamos, intencionalmente, depender d’Ele em tudo.
O problema não é termos coisas, mas as coisas nos terem. Jesus deve ser o primeiro, o centro e a prioridade de tudo o que fazemos. Ele mesmo disse: “O Filho nada pode fazer de si mesmo.” Se o próprio Cristo dependia do Pai, quanto mais nós precisamos depender dEle! Não existe meio-termo. Ficar em cima do muro é ser morno — e Deus não nos chamou para uma fé morna. A fé verdadeira não se alimenta de mistura, mas somente da Palavra de Deus.
VIVA PELA FÉ
A Bíblia nos ensina a viver pela fé, e repete essa ordem quatro vezes. Só vivemos pela fé quando a Palavra está envolvida. Ela é o nosso combustível. No Reino, não existem dois combustíveis — ou nos alimentamos da verdade divina, ou do sistema deste mundo. Jesus é a Palavra. Quando entendemos isso, passamos a nos relacionar com as Escrituras como com uma pessoa viva — o próprio Deus falando conosco. É isso que desperta em nós fome e sede por mais de Cristo.
Híbrido– mistura de duas espécies. Indica fusão de estilos, origens e tradições. Figurativamente, é algo misto, multifacetado. Híbrido é o resultado da união de diferentes naturezas que geram algo novo.
O mundo até pode ter carros híbridos, mas no Reino de Deus não há mistura. A Palavra é espírito e vida, e não há vida onde há contaminação. Quando misturamos valores do mundo com princípios do Reino, o resultado é fraqueza espiritual e perda de propósito. O Senhor sempre valorizou a pureza: do coração, da fé e da adoração. Um coração dividido ama a Deus, mas ainda busca aprovação do mundo. Ama o Senhor, mas não ama a Sua Palavra. O amor por Jesus é medido pelo quanto guardamos Sua Palavra (João 14.15).
O maior desafio da Igreja hoje não é a perseguição, mas a sedução. Ela é sutil, constante, e tenta nos distrair e misturar. O espírito do mundo é como um câncer espiritual, que se infiltra pouco a pouco, substituindo valores divinos por padrões humanos. Precisamos decidir em quem confiamos mais: na nossa capacidade de cair ou na habilidade de Deus de nos manter de pé. A verdadeira adoração nasce da obediência e da entrega. Não adoramos a adoração, mas a Deus, com prioridade e reverência.
Uma adoração misturada, priorizando os desejos do mundo, é aquela que há emoção, mas não há entrega. A obediência e a paixão pelo plano e propósito do Senhor atraem a verdadeira adoração.
“Não amemos o mundo, nem o que nele há” (1 João 2:15-17). Essa é a essência do alerta de João. A concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida, continuam sendo as mesmas armadilhas de sempre. Tudo é lícito — filmes, viagens, conforto — mas nada disso pode roubar nossa prioridade em Deus. Até o uso excessivo do celular pode se tornar uma distração perigosa. Estamos tão conectados ao mundo que acabamos nos desconectando do Espírito. Precisamos recuperar o foco, guardar o coração e escolher o que realmente alimenta a fé.
Concupiscência da carne: a esfera do prazer, do entretenimento, da diversão e do conforto. Inclui vícios, filmes, esportes, televisão, internet e viagens. Tudo lícito, desde que não troque as prioridades;
Concupiscência dos olhos: refere-se ao desejo intenso de possuir as coisas que são vistas. Geralmente está associada a bens materiais: roupa da moda, tecnologia moderna, carro novo e assim por diante.
Soberba da vida: é o conceito exagerado de si mesmo, e suas evidências são: ambição pessoal, a busca pelo sucesso e pelo destaque, a necessidade intensa de ter sempre mais do que os que estão próximos para poder sentir-se melhor, ou o desejo arrogante de “ser o cara”.
Misturar o santo com o profano enfraquece a unção e apaga o propósito. A serpente ainda tenta atacar nossa mente, e a única defesa é encher-nos da Palavra. Cremos que o Espírito Santo está movendo a Igreja para um tempo de purificação constante, eliminando toda mistura. Deus nos chama a viver de forma original, limpa e íntegra. Não há espaço para o híbrido na fé. Onde a Palavra é recebida, a unção vem. E onde há pureza, há vida.
“A Palavra de Deus é espírito e vida” (João 6:63).
















1 Comentário
Maravilhosa PALAVRA DE SALVAÇÃO.