Não limite Deus!

Deus vai fazer um estrago no inferno através da sua vida, quando você começar a entender que aquilo que você semeia de coração vai frutificar. 

Em Hebreus 10:19-20, a Bíblia diz: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”. 

Em Colossenses 1:13-14, está escrito: “ O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”. 

Em Efésios 5:8 diz: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”. 

Quando nós buscamos estudar um pouco acerca do plano redentor, nós absorvemos e temos uma compreensão acerca da grandiosidade daquilo que foi proposto por Deus a nós. Muitas vezes, por não compreendermos as Escrituras, não assimilamos a grandiosidade da obra de Cristo na cruz do Calvário. 

Certa vez, nós estávamos em uma das nossas instituições e recebemos uma ligação de um promotor de justiça, informando que nós iríamos receber em nosso orfanato um bebê recém-nascido, no qual a mãe, com problemas mentais, o teve no meio do mato, cortou o cordão umbilical com a pedra e o colocou dentro de uma fossa. 

Pela misericórdia de Deus, um carteiro ia passando, ouviu o choro da criança, resgatou-a e a levou para as autoridades, que a encaminharam para um hospital em Campina Grande (PB). E aquele promotor nos disse que, quando aquela criança saísse do hospital, iria direto para o nosso orfanato. 

E nós começamos a tratar e a declarar sobre a vida dele, como sempre fazemos com as outras crianças do Projeto Pequeninos. Colocaram nele um nome no hospital, chamando-o de Gabriel. E nós declarávamos todos os dias: “Gabriel, você está crescendo em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens”. E todos os dias, tanto os nossos colaboradores como as outras crianças do orfanato abraçaram Gabriel com muito amor e declaravam, junto conosco, que ele estava crescendo em sabedoria, em estatura e em graça. E, a cada dia que passava, Gabriel ia ficando mais lindo, mais forte, mais gordinho. Ele estava a coisa mais fofa desse mundo. Era o mimoso de Papai do Céu. Virou o xodó. 

Mas, com 1 ano e 13 dias, recebemos a ligação desse mesmo promotor, dizendo que Gabriel seria adotado. Naquele momento, gerou-se uma mistura de sentimentos. Ficamos felizes em saber que agora ele iria ter uma família, mas confesso que já fiquei com raiva porque iam levar o meu gordinho.  

E Pâmela disse: “Vamos receber a família, vamos conhecê-los”. Eu disse: “Eu não vou”, mas decidi ir. E, quando nós chegamos ao nosso orfanato e nos deparamos com aquele casal que iria adotá-lo, eu fiquei impressionado, eu fiquei assustado. Você olhava para Gabriel e olhava para o seu futuro pai. Eram cópias idênticas. Gabriel era gordinho. O pai também. Gabriel não tinha pescoço. O pai também. Gabriel era careca. O pai também. Eu disse: “Meu Deus, não tem como não ser biológico”. E, no Brasil, uma das leis que regem a questão da adoção é que aqueles que adotarem a criança, durante um período mínimo de um ano, têm a obrigação de nos enviar fotos, vídeos e relatórios da criança. 

E pela misericórdia do Senhor, um carteiro chamado Jesus Cristo estendeu as Suas mãos e tirou você do fundo do poço. Tirou as vestes sujas, imundas e colocou vestes de louvores. Não tem como sermos as mesmas pessoas depois de entendermos isso. Tudo muda quando se compreende quem nós éramos, quem nós somos e para onde nós iremos. 

Eu não posso servir a um Deus que me resgatou como se nada estivesse acontecido. Estávamos perdidos, totalmente perdidos e fomos resgatados. Eu não sei você, mas Ele nos fez a Sua imagem e semelhança. Isso me fez repensar a forma no qual eu devo servi-lO. Isso me fez mudar os meus conceitos em relação à forma como eu sirvo a Ele, como eu sirvo a minha liderança, como eu sirvo aos meus irmãos, porque não se trata apenas de servir, mas sim a quem servir. 

E o apóstolo Paulo, no livro de Colossenses, no capítulo 3, versos 23 e 24, diz: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança, pois é a Cristo, o Senhor, a quem vocês servem”. A quem vocês estão ofertando? É a Cristo, o Senhor. A quem vocês estão amando? Ao próximo. A palavra excelência, em nosso dicionário, tem por significado elevar-se, sobressair-se. E eu creio que é da vontade de Deus que venhamos a desfrutar daquilo que há de melhor.

Isaías, capítulo 1, verso 19, diz: “Se quiserdes e obedecerdes, comereis o bem desta terra”. Deus tem em Seu coração o desejo de que você desfrute do melhor. Ter uma casa excelente, um carro excelente, desfrutar de comidas excelentes, ambientes excelentes. Isso não é problema. Isso procede da parte de Deus. O problema está quando nós geramos expectativa de ter, da parte do Senhor, excelência, mas não ofertamos a Ele excelência.

O problema está quando nós queremos desfrutar de um amor de Deus excelente, mas não amamos os nossos irmãos com excelência. Entregamos a eles aquilo que nos sobra. Entregamos a Deus aquilo que não é mais útil para nós. 

Muitas pessoas não entendem que o sucesso não está no lugar, mas na obediência. Muitas pessoas não compreendem que aquilo que Deus tem para as suas vidas não está baseado naquilo que elas têm no bolso, mas, sim, na intenção dos seus corações, na forma como elas servem a Deus, e isso irá colocá-las em níveis superiores. 

Em uma certa manhã, fizemos várias e várias reuniões. Eram problemas em cima de problemas, circunstâncias, notícias ruins. O dia estava bem pesado. E tudo que eu queria naquela manhã era terminar a última reunião e ir para casa, tomar um banho, almoçar e voltar para mais cinco reuniões que estavam marcadas. 

Quando estava próximo de terminar aquela última reunião da manhã, um dos nossos colaboradores nos disse que havia uma mulher com uma criança querendo conversar conosco. E eu perguntei a ele se não poderia resolver aquela situação. Normalmente eram pessoas pedindo cestas de alimentos, medicamentos, e ele tinha autorização para resolver essas situações. E ele disse que não a conhecia e que ela havia falado que apenas queria falar comigo. Eu disse para ele: “Tudo bem, já estamos aqui, vamos conversar com ela”.

Quando terminamos aquela reunião, aquela mulher entrou com uma criança que eu nunca tinha visto. Eu moro numa cidade de 14.000 habitantes. Basicamente, todo mundo conhece todo mundo da cidade. E eu perguntei a ela: “Como eu poderia ajudá-la?” Ela disse: “Eu gostaria que o senhor me conseguisse uma cesta de alimentos”. Eu disse: “Tudo que você precisa é de uma cesta de alimentos?” Ela disse: “Sim, pois essa minha filha está completando hoje 8 anos de idade e nós não temos nada em casa para comer no dia do aniversário dela”. 

Quando ela falou aquela situação, todos os meus problemas, todo o meu cansaço evaporou. Eu disse para o meu colaborador, eu estava com R$ 40 no bolso: “Pegue esse dinheiro, compre um bolo de aniversário, traga cinco presentes de menina, traga cinco cestas de alimentos. Vamos fazer uma festa”. 

Nesse meio tempo que ele foi comprar o bolo, eu perguntei: “Como você soube acerca de nós?”. Ela disse: “Eu fui procurar o padre. Ele disse: ‘Procure o pastor Jairo’. Eu procurei o prefeito. Ele disse: ‘Procure o pastor Jairo’. Eu procurei os vereadores. Eles disseram: ‘Procure o pastor Jairo’. E eu resolvi lhe procurar”. E eu disse: “Achou?”. 

Deus nos chamou para sermos solução. Ele nos chamou para sermos respostas de oração. É leve, é suave. Aquela criança tinha diabetes. Oramos por ela, fizemos a festa e eu fui para casa. Quando eu chego em casa, o telefone toca. Um conhecido nosso pergunta onde eu estou. Eu disse: “Eu acabei de chegar em casa”. Ele respondeu: “Eu preciso que o senhor volte aqui na instituição urgente”. Eu disse: “Deixe pelo menos eu comer”. Ele respondeu: “Não tem como. Tem uma pessoa que precisa conhecer a sua instituição”.

Voltamos. Quando chegamos lá, estava ele com uma senhora. Ele pediu para apresentar toda a estrutura. Nós fomos mostrando, e aquela mulher não dizia nada. Ao terminar, subimos para a nossa sala, e ela disse: “Eu estou impressionada. Várias vezes passei na frente da instituição e nunca imaginei que por dentro era assim”.

Eu disse: “Que bacana!”. E ela disse: “Eu gostaria de ajudá-lo”. Eu disse: “Que maravilha!”. E eu fiquei olhando para ela, e ela olhando para mim. Então ela disse: “Você não sabe quem eu sou?”. Eu disse: “É… não sei”. Ela se apresentou: “Eu me chamo Solange. Eu sou presidente da SEAP”. Eu disse: “Que legal!”. E fiquei balançando a cabeça. Ela perguntou: “Você não sabe o que é a SEAP?”. Eu respondi: “Não sei”.

Ela disse: “A SEAP é um órgão do governo do estado, ligado ao Governo Federal, responsável pela distribuição de casas populares no estado da Paraíba. Eu sou a pessoa que autoriza a doação de casas para famílias carentes. Já fazem 35 anos que eu sou presidente desse órgão e nunca vi nada parecido aqui na Paraíba como isso. Eu vou doar para vocês 150 casas”. Eu disse: “150 casas?”. 

E algo saltou em meu coração. Em 2012, quando nasceu o Projeto Pequeninos, eu disse isso para as pessoas: “Um dia iremos ter um bairro chamado Pequeninos”. E elas riam de mim, mas eu também ria pela fé. E ela disse mais: “Eu vou fazer algo que só fiz cinco vezes em toda a minha trajetória. Eu vou doar uma praça”. Eu disse para ela: “Eu aceito. Eu aceito 150 casas, na condição de nascer um bairro chamado Pequeninos. O nome da praça vai ser Silvia Lima e o da avenida principal, apóstolo Bud Wright”. 

Ela disse: “Isso já não é comigo, é com o prefeito”. Eu disse: “Hoje eu resolvo isso”. Liguei para o prefeito e para alguns vereadores e disse: “Ganhei 150 casas. Não foram vocês”. E eu disse para eles: “Eu quero doar essas casas para as famílias carentes, mas só coloco isso em votação se nascer um bairro novo chamado Pequeninos”. O prefeito disse: “Onde nós assinamos?”. 

Nós já estamos nos trâmites da mudança do nome do terreno que nós ganhamos. Vai nascer um bairro lindo, poderoso, onde as famílias serão abençoadas. Agora deixa eu lhe dizer algo: eu não vou morar nessas casas. Eu plantei R$ 40, cinco brinquedos, cinco cestas e vou colher um bairro. 

Quando nós iniciamos o Projeto Pequeninos, em 2012, era apenas algo local, era apenas uma pequena semente. Nós não tínhamos recursos. E certo dia eu estava orando, reclamando a Deus do povo. E a minha oração era: “Teu povo é avarento. Se eu fosse o Senhor, matava tudinho”. E Deus nunca me respondia. Até que, meses depois, eu estava orando e dizendo ao Senhor: “Tem algo errado”. E o Senhor voltou a falar comigo, dizendo: “Tem algo errado”. E eu disse: “Eu sabia. Esse povo é avarento, são egocêntricos”. 

E o Senhor disse: “Não, o erro é você”. Eu disse: “Eu estou divulgando a visão, eu estou divulgando o projeto”. E o Senhor falou comigo, dizendo: “Eu lhe dei a visão, eu lhe dei o projeto e, até agora, você não deu nada”. Nós criamos um péssimo hábito de gerar a nossa dependência nos homens, mas a nossa dependência deve estar no Senhor. 

Eu disse para Pâmela: “O Senhor falou comigo e disse que o erro era eu”. Ela disse: “Eu sabia”. Eu disse: “Por que não avisou?”. Sentamos juntos, precisamos agir, porque Deus, Ele não age. Deus reage. Pegamos o nosso carro e vendemos. Pegamos alguns móveis da nossa casa e vendemos. Sabíamos que aquilo era uma semente. 

No dia 13 de agosto de 2012, estava nascendo um dos maiores projetos que o Senhor deixou naquela nação. Não limite aquilo que Deus tem para fazer na sua vida. Essa Palavra da Fé vai se espalhar de uma forma poderosa aqui neste continente no próximo ano. Escute o que eu vou lhe dizer: nesta mesma conferência, alguém vai testemunhar, seja neste altar ou em qualquer outro local, a quantidade de igrejas que se multiplicou neste continente.

O Senhor falou comigo em 2013: “O Pequeninos estará em todos os estados do Brasil e em várias nações”. Já estamos em nove estados, já estamos em cinco nações. Vai chegar aqui à Europa, vai chegar a vários países, porque Aquele que prometeu é fiel para cumprir. Se Ele fez isso na Paraíba, vai fazer em Portugal. Vai fazer na Inglaterra, vai fazer na Itália, vai fazer na França, na Alemanha, em todas as nações. Vai fazer na Escócia, vai fazer na Irlanda, irmãos. 

Um dia eu estava em Soledade pregando para sete pessoas. Semana passada eu estava no Japão e no Camboja. Hoje eu já estou em Portugal e terça volto para Soledade. Você não tem ideia do que Deus vai fazer na sua vida. Não se trata da sua esposa, não se trata do seu esposo. Quando Deus tem um propósito na sua vida, meu irmão, a tampa da panela vai voar. 

Agora sabe qual é o segredo? Algumas pessoas estavam preocupadas porque eu estava de casaco. Vocês precisam aprender mais sobre fé. Você não está sentindo frio. Você não consegue sentir o friozinho dos ar condicionados. Porque em 2012 eu estava dentro de um quarto com minha esposa, sorrindo, dançando, pulando e as pessoas me chamando de louco. Hoje esses loucos ensinam fé às pessoas. Meu pai dizia: “Por que você está rindo tanto?”. Eu disse: “Um dia o senhor vai rir junto”. 

Quem crê não espera para dançar. Quem crê não espera para sorrir. Quem crê não se limita para ofertar, não se limita para abençoar, porque sabe que a colheita é muito maior. 

2 Comentários

  • Que palavra e testemunho maravilhoso! Palavra de crescimento de incentivo!
    Como fui abençoado em conhecer esse projeto maravilhoso!
    Que Deus continue abençoando e fazendo esse projeto!
    Vidas são alcançadas e edificadas através da vida do Pastor Jairo e sua esposa!
    Glórias a Deus!

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  • Que testemunho lindo, Pastor Jairo.
    Com certeza o Senhor retribuirá 100 vezes mais.
    Ele continua abençoado você e sua família.

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