O voto justo

Como um bom cristão, alguma vez você já se perguntou: “Se Jesus estivesse aqui, como ele votaria?”.

Num contexto de boa convivência social, em sua epístola, Tiago, o irmão do nosso Senhor Jesus Cristo, nos orienta a orarmos uns pelos outros, ressaltando que a oração de um justo é poderosa, e produz grandes resultados. 

Com certeza, a fonte desses grandes resultados é o Deus Todo-Poderoso a quem servimos. Contudo, gosto de pensar que o fato de a oração poderosa e eficaz partir de alguém que é justo, faz toda a diferença nesse contexto. Afinal, as ações do justo andam alinhadas com suas crenças e convicções. Não fosse assim, qualquer oração seria poderosa e eficaz, e não apenas a do justo, o que convenhamos, não é bem assim.

Em 1 Timóteo 2, o Apóstolo Paulo nos instrui à prática de orações, intercessões e ações de graças em favor dos governantes e de todos os que se acham investidos de autoridade. Sejamos sinceros: essa tarefa provavelmente sempre foi desafiadora, mas em nossos dias parece exigir até um “estômago” adicional. Ainda assim, Paulo garante o propósito disso: ter uma vida mansa e tranquila sobre a terra, o que tenho certeza, é anseio de cada um de nós.

Conjugando os pensamentos expostos nas duas cartas, podemos entender que as orações pelas autoridades só cooperaram para uma vida mansa e tranquila, se forem feitas por justos, isto é, por aqueles que não apenas oram, mas que agem de acordo com a Palavra.

Para que desfrutemos de uma vida de paz, aqui em nossa peregrinação sobre a terra, precisaremos mais do que joelhos dobrados, precisaremos agir de maneira justa. Procedendo de acordo com as convicções da Palavra de Deus em todas as oportunidades que tivermos.

Isso começa nas pequenas ações do dia a dia, na convivência no lar, na honestidade na escola, ou ética no trabalho, mas também se estende aos momentos de grandes decisões. Expressar a natureza de Deus em nossa vida prática é uma expectativa da Bíblia sobre nós, e o próprio Espírito Santo deixa isso muito claro em várias passagens das Escrituras que inspirou.

Sei que a pergunta pode soar provocativa, e esse é, de fato, o intuito. 

Usamos, e muito bem, a Bíblia como régua que baliza vários dos comportamentos de nossa vida. Como amar as pessoas à nossa volta? Como ser bons pais e mães, bons filhos, bons cônjuges, boas pessoas aqui na terra? Como refletir o caráter de Deus para aqueles que estão ao redor?

Às vezes, até fazemos a pergunta popularizada por Charles Sheldon, no título de seu best-seller Em meus passos, o que faria Jesus?, porém, poucas vezes —  ou talvez nenhuma — temos nos perguntado: “Na urna eletrônica, em meus dedos, como votaria Jesus?”.

Em outubro escolheremos aqueles que administrarão o nosso país e seus estados, além daqueles que farão as leis às quais devemos nos submeter. Elegeremos o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais e também governadores.

E para você cristão, fica a pergunta: em seus dedos, como Jesus votará?

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