Por: Thiago Garcia
Estamos vivendo em um tempo em que muitos valores estão invertidos. Mas quem é que vai ter a capacidade de dizer pra nós o que é certo ou errado? Porque hoje as pessoas tentam relativizar tudo. O que é certo para uns pode não ser mais para outros. Quem é que tem autoridade de fato para dizer o que é certo e errado? Será que é a lei do nosso País?
Anos atrás o adultério era considerado um crime. Ou seja, a nação considerava aquilo como um erro, um equivoco. Mas hoje o adultério não é mais um crime. Então, se tornou uma conduta aceitável.
Vamos ler Romanos 2. 11 e no texto vemos que Paulo estava fazendo uma diferenciação entre o judeu e o gentio.
“Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;” (Romanos 2:11-15)
Ou seja, o judeu que peca com lei ele peca. Mas o gentio que mesmo sem lei ele transgride aquela norma da lei que está gravada no coração de cada ser humano, ele acaba sendo considerado como pecador também.
É interessante porque a Bíblia acaba de nos mostrar que o coração de cada um de nós existe uma lei gravada. Os judeus eram um povo os gentios outro. Os judeus tinham o seu próprio ordenamento, suas próprias legislações. Os gentios não tinham essa mesma organização social. Mas o interessante é que Deus está dizendo que o que é certo pra um é certo pra outro. Quem faz certo em um lugar, faz certo em outro lugar também. E quem erra em um lugar erra no outro também.
Quando penso nessa lei que está gravada no coração de cada um de nós lembro da norma hipotética fundamental do direito. Porque no fundo do nosso coração nós sabemos o que é certo e o que é errado. Não precisa necessariamente de um artigo de lei para te dizer se aquela conduta é certa ou é errada.
Você mesmo já sabe o que é certo e errado. Eu não preciso te dizer, não precisa um pregador vir te dizer. Nem mesmo precisa uma lei vir dizer.
Gosto de um exemplo que o Pastor Humberto fala. Quando as pessoas chegam a ele e perguntam: Pastor, posso fazer tatuagem? Posso colocar um piercing? Mas ninguém chega pra ele pra perguntar se pode usar desodorante. Por quê? Porque todo mundo sabe que precisa usar desodorante (pelo menos deveria).
Claro, cabe a nós explicar a vocês condutas que são adequadas e que não são. Mas isso não deve ser novidade pra você. Não precisamos insistir tanto nesse tipo de explicação, porque você já tem em seu coração a certeza daquilo que é certo e daquilo que é errado.
Paulo nos diz que além da lei há um testemunho. Não é o testemunho que diz a você o que é certo e errado. Mas o testemunho faz o parâmetro entre o que você quer ou pensa em fazer ou está fazendo ou fez e aquilo que a lei que está gravada no seu coração diz. Esse testemunho são seus pensamentos e a sua consciência; os meus pensamentos e a minha consciência fazem a comparação entre a atitude que se propõe e aquilo que já está gravado no coração.
Nós não precisamos de testemunhos ou acusadores de fora. Você meso já tem a capacidade de se ajustar naquilo que é certo. Sem que ninguém diga se aquilo é certo ou errado pra você. A Palavra de Deus já traz pra nós essa regra é absoluta e está acima de todo nosso ordenamento jurídico. A Palavra de Deus está acima das leis naturais e da nossa Constituição Federal, está no topo da pirâmide.













