Olhar profético sobre Israel

A Grande Tribulação será um período de juízo global, sem precedentes na história da humanidade. Ela também será marcada por uma angústia específica para Israel.

Vamos conversar um pouco sobre o papel de Israel durante a Tribulação, sua aliança com o Anticristo, a terrível perseguição que enfrentará, o livramento sobrenatural operado por Deus e, por fim, o clímax da batalha do Armagedom, que culminará com a gloriosa segunda vinda de Cristo.

O que é a Grande Tribulação e qual o papel de Israel nela?

A Grande Tribulação será um período de juízo global, sem precedentes na história da humanidade. Ela também será marcada por uma angústia específica para Israel, como profetizado por Jeremias:

“Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela” (Jeremias 30:7).

Este “tempo de angústia para Jacó” refere-se à pressão espiritual, política e militar que recairá sobre a nação de Israel. Em Mateus 24:21 e Apocalipse 7:14, esse período é chamado de Grande Tribulação, e terá implicações globais. Israel será o epicentro dos eventos finais, tornando-se alvo de ódio internacional e palco de promessas redentoras.

Daniel 12:1 reforça essa visão: “Haverá tempo de angústia, qual nunca houve… naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro.”

Segundo Daniel 9:27, o Anticristo “firmará uma aliança com muitos por uma semana”, onde essa “semana” simboliza sete anos – a última das setenta semanas proféticas de Daniel. O Anticristo surgirá como um líder político, aparentemente pacificador, promovendo estabilidade no Oriente Médio e viabilizando a reconstrução do Templo em Jerusalém (II Tessalonicenses 2:4; Apocalipse 11:1-2).

Durante essa fase:

  • Os sacrifícios e rituais judaicos serão retomados.
  • Haverá uma sensação de segurança nacional.
  • O templo será profanado na metade dos sete anos.

O profeta Isaías denuncia essa falsa aliança como um pacto maligno:

Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo…” (Isaías 28:15).

Na metade da semana profética (após 3 anos e meio), o Anticristo romperá a aliança:

“Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares…” (Daniel 9:27b).

Nesse momento:

  • O templo será profanado.
  • O Anticristo exigirá adoração exclusiva, colocando-se como deus (II Tessalonicenses 2:4; Apocalipse 13:15).
  • Isso dará início a uma grande perseguição aos judeus, referida por Jesus como a “abominação da desolação”:

“Quando, pois, virdes o abominável da desolação… haverá então grande tribulação” (Mateus 24:15-21).

O povo judeu se tornará o alvo principal do ódio do Anticristo, sendo visto como o maior obstáculo ao seu domínio global.

“O dragão… perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão… a mulher fugiu para o deserto, onde será sustentada por Deus por um tempo” (Apocalipse 12:13-14).

  • A mulher representa Israel.
  • O dragão é Satanás.
  • Deus proverá livramento sobrenatural a Israel em meio à perseguição, preservando um remanescente fiel.

A Batalha do Armagedom

“Então os reuniram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Apocalipse 16:16).

A batalha do Armagedom acontecerá no vale de Megido, ao norte de Israel. Será o momento culminante de uma coalizão mundial contra Jerusalém (Zacarias 14:2), liderada pelo Anticristo. O objetivo será a destruição total de Israel. No entanto, será nesse exato momento que Cristo retornará com poder e glória para salvar Seu povo.

“Então sairá o Senhor e pelejará contra essas nações… e naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras” (Zacarias 14:3-4).

Um dos eventos mais extraordinários do fim dos tempos será a conversão em massa do povo judeu.

“Derramarei sobre a casa de Davi… o Espírito de graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram…” (Zacarias 12:10)

“E assim todo o Israel será salvo” (Romanos 11:26).

Essa conversão incluirá:

  • Arrependimento profundo.
  • Reconhecimento de Jesus como o Messias.
  • Fé e restauração espiritual.

Ela ocorrerá no clímax da tribulação, quando tudo parecer perdido — mas a graça de Deus triunfará sobre o juízo.

Israel experimentará três manifestações da fidelidade divina:

  1. Resgate físico: Deus livrará a nação de seus inimigos (Zacarias 14).
  2. Salvação espiritual: Um remanescente será purificado e salvo (Zc 13:8-9; Rm 11:26).
  3. Restauração nacional: Israel será restaurado como povo de Deus, com Cristo reinando como Rei em Jerusalém.

Ezequiel 39:28-29“Saberão que eu sou o Senhor, seu Deus… e não lhes esconderei mais o meu rosto.”

Durante a Grande Tribulação:

  • Israel enfrentará sua maior crise existencial e espiritual;
  • Será temporariamente enganado pelo Anticristo;
  • Experimentará intensa perseguição e sofrimento;
  • Mas, ao final, será salvo, restaurado e exaltado por Deus.

A “angústia de Jacó” se encerrará com o retorno glorioso do Filho de Davi, que virá não mais como o servo sofredor, mas como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, para reinar sobre toda a terra.

“Eles olharão para aquele a quem traspassaram…” (Zacarias 12:10).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaques da semana​
Estude no Maior Centro de Treinamento Bíblico do Mundo!