
Professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
Em nossa jornada de fé surge um paradoxo doloroso: muitas vezes nos tornamos eloquentes motivadores para os de fora, enquanto, para os de dentro — cônjuge, filhos, pais e parentes próximos — podemos assumir o papel de desencorajadores.
Oramos com fervor pelos estranhos e declaramos: “O Senhor é contigo!”, mas para os nossos, sob o manto do cuidado afetivo, em vez de confessar a Palavra de Deus, podemos semear dúvida: “Vamos ver quando isso acontecer”, “É arriscado, imagine as dificuldades”.
A Bíblia ilustra com força esta dinâmica. Deus ordenou a conquista da terra prometida, mas Moisés acrescentou palavras de medo: “Ide, vede se a terra é boa ou má…” (Números 13:17-20). Em contraste, Josué e Calebe inflamaram coragem e confessaram a vitória: “Subamos animosamente e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos!” (Números 13:30).
Esse “realismo” protetor, nascido de um coração zeloso e de experiências passadas de dor, pode roubar a coragem de conquistar o que Deus já prometeu. Reconhecemos o amor legítimo nesse cuidado, mas, quando ele predomina, revela uma incoerência dolorosa: cremos no Deus dos milagres para estranhos, mas duvidamos do Seu poder na vida daqueles que mais amamos.
Como ensinava o irmão Kenneth Hagin: “A confissão é a maneira pela qual a fé se expressa”. As Escrituras nos convocam a outra postura: “Consideremo-nos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras… encorajando-nos mutuamente” (Hebreus 10:24-25).
Em vez de “vamos ver o que acontece”, declaremos com convicção de fé: “Creio que o Senhor é contigo e lhe fará prosperar conforme a Sua Palavra!”. Oremos juntos, confessemos a bênção juntos e transformemos o lar em altar vivo onde a fé se multiplica e o nome do Senhor é glorificado.
Sejamos abençoados na prática da Palavra.












