Idolatria silenciosa

O apóstolo Paulo afirma que a humanidade é indesculpável diante do Senhor, pois muitos trocaram a glória do Criador pela adoração à criatura.
João Gabriel Albuquerque
Integrante da Coordenação de Jovens e Adolescentes do MVV

“Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas” (Romanos 11:36).

Há mais de doze anos, quando ministrei pela primeira vez, uma chama já ardia em meu coração a respeito de avivamento, e ela continua viva até hoje. A Palavra da fé, a Palavra revelada e o amor do Brasil pelas nações continuam queimando no coração daqueles que foram chamados para esse tempo.

“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos terão sonhos e vossos jovens terão visões” (Joel 2:28).

SANTIFICAÇÃO E A DISPOSIÇÃO DO CORAÇÃO

Antes do derramar do Espírito, há um chamado ao arrependimento. O Senhor declara: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejuns, choro e pranto” (Joel 2:12). Deus não busca apenas demonstrações externas, mas um coração verdadeiramente quebrantado e rendido.

No Êxodo, o Senhor orienta Moisés a santificar o povo, lavando suas vestes e preparando-se para a manifestação divina. Isso revela que a manifestação de Deus está associada à santificação e à disposição do coração.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Crônicas 7:14)

A resposta para uma nação não vem da política, mas do Senhor. Esse clamor, porém, precisa ser acompanhado de renúncia, oração e temor. Isto é, mais do que um avivamento marcado por sinais e prodígios, precisamos de um avivamento de santidade. Assim, onde há temor ao Senhor, há manifestação de Deus. Em alguns lugares, Jesus não pôde realizar muitos milagres por causa da incredulidade e da leviandade humana. Precisamos refletir se, em algum momento, temos limitado o agir de Deus.

O LUGAR DE PRIMAZIA

“Sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

É importante receber conselhos da liderança espiritual, mas a experiência com Deus não pode ser terceirizada. Cada pessoa é chamada a viver sua própria comunhão com o Senhor. O maior mandamento continua sendo amar a Deus acima de todas as coisas e, em consequência, amar o próximo.

“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

DEUS É A NOSSA FONTE

Além disso, o Senhor precisa ocupar o lugar de primazia. Quando Ele deixa de ser o primeiro, a idolatria se instala. Não fomos chamados para uma vida espiritual superficial. Algumas coisas precisam ser deixadas para trás para que o alicerce de Deus seja construído de forma sólida em nós.

Precisamos voltar a valorizar o ambiente de culto e confiar plenamente no Senhor. Nosso sustento não vem de bens, salários ou recursos humanos, mas de Deus. A ansiedade não deve governar nosso coração, pois Ele é a nossa fonte.

Por fim, há também a idolatria de si mesmo, muito comum em nossa geração. O cuidado pessoal é importante, mas quando o próprio bem-estar ocupa o lugar do Senhor, algo está fora de ordem. Maior do que a bênção é o Deus que abençoa.

“Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).

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