Liderança e treinamento

O líder cristão deve se dedicar ativamente ao aprimoramento de suas competências, buscando educação contínua e aprendendo boas práticas de liderança.
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Fernandes Oliveira
Pastor Auxiliar da Igreja Verbo da Vida Campo Grande, Recife (PE)

A unção e o chamado ministerial não anulam a necessidade de um líder eclesiástico se preparar e desenvolver suas potencialidades humanas. É um engano pensar que ser usado por Deus e ter a unção fluindo no ministério definem, por si só, a eficácia da liderança. O líder cristão deve se dedicar ativamente ao aprimoramento de suas competências, buscando educação contínua e aprendendo boas práticas de liderança.

O crescimento numérico ou a formação de novos obreiros em uma igreja podem ser o resultado direto do desenvolvimento pessoal de seu líder. Embora alguns possam atribuir a falta de crescimento à “vontade de Deus”, a verdade é que existem limites impostos pela ausência de preparo humano. De fato, Deus determina o grau de influência para cada líder, mas a falta de competências pode restringir o plano divino.

Lembre-se: a unção utiliza o chamado que já está na pessoa. Quanto mais desenvolvidas forem as capacidades de liderança em um indivíduo, mais a unção e o chamado terão “material” para alcançar o sucesso. Não podemos comprometer a unção pela falta de desenvolvimento das aptidões humanas. Deus chama pessoas e espera que elas treinem e desenvolvam ao máximo suas potencialidades.

Deus não desperdiça nada, e Ele deseja usar ao máximo as capacidades humanas que Ele mesmo criou. Se um líder não desenvolver suas habilidades, Deus até o usará, mas o processo pode ser mais “trabalhoso”. O exemplo de Josué, que precisou ser lembrado por Deus de que era forte, ou de Gideão, a quem Deus precisou mostrar que, apesar de ser o menor de sua casa, fora escolhido, ilustra essa necessidade de que a pessoa assuma a sua identidade e se capacite.

Conhecimento, treinamento e o papel do Espírito Santo

No ministério, há uma grande ênfase na oração, na unção e no chamado, elementos que são, de fato, extremamente importantes e essenciais. No entanto, Jesus passou três anos e meio treinando sua equipe de futuros líderes. Ao final do seu ministério, Ele falou sobre a vinda do Espírito Santo: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14:26, ARC).

O Espírito Santo utilizará aquilo que você sabe e para o qual foi treinado. No caso dos apóstolos, Ele usou o treinamento fornecido por Jesus. Não devemos subestimar o poder do conhecimento e do preparo na mão do Criador. Não sejamos nós os limitadores do impacto que o Reino de Deus pode causar neste mundo, por meio de pessoas qualificadas e bem treinadas.

Por fim, todo líder eclesiástico deve se lembrar de que muitas pessoas contribuíram para que ele chegasse à posição em que se encontra. A ajuda e o incentivo de outros foram fundamentais para o seu desenvolvimento ministerial. Da mesma forma, esses líderes precisam entender que estão em uma posição estratégica, onde Deus deseja usá-los para desenvolver e capacitar outros.

Esse “puxar de mãos” é uma parte vital do Reino de Deus na terra. Reconhecer que em outras pessoas existem “tesouros em vasos de barro” (II Coríntios 4:7) é uma demonstração de maturidade.

Reconheçamos o chamado e o potencial que Deus colocou nas pessoas e sejamos multiplicadores de promoções e reconhecimentos.

1 Comentário

  • Isso mostra o cuidado e zelo por pessoas, somos muitos somos um

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