Mentalidade do Reino

O Reino de Deus não é um lugar, mas uma forma de pensar, a mentalidade que Adão perdeu ao desobedecer e distorcer a vontade de Deus.
Mentalidade do Reino
Altomir Rangel Filho
Preletor da Conferência de Homens 2025

“Ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e Ele lhes dará todas essas coisas” (Mateus 6.33).

Jesus nunca nos pediu exclusividade de pensamento; Ele nos pediu prioridade de pensamento. Deus não quer que pensemos de uma forma em que apenas estudamos, fazemos faculdade e cuidamos dos nossos negócios, permanecendo alienados do Senhor.

Pessoas bem-sucedidas não priorizam suas agendas, mas agendam suas prioridades. Ainda que tenhamos uma agenda organizada, para ter sucesso é necessário alinhar nossos pensamentos a Deus. Na batalha de nossas mentes, a linha é muito tênue para compreendermos, de maneira prática, como usar a fé no dia a dia.

Em Gênesis 1.26-29, percebemos que, por sermos feitos à imagem do Senhor, Ele garantiu que daríamos certo, pois Sua imagem está em nós. Essa imagem, no hebraico original, traz a ideia de que pertencemos à mesma classe de ser de Deus. Quando Ele criou todas as coisas, fez pelo poder da Palavra; mas, ao criar o homem, colocou as “mãos na massa”.

Funcionando como Deus funciona

Na etimologia hebraica, semelhança significa funcionalidade. Fomos criados para funcionar como Deus e, quando não funcionamos, é sinal de mau funcionamento. Deus age pela fé. Ele nos deu domínio e poder. O maior sintoma da falta desse poder em nossas vidas, como homens, é o estresse. Deus também nos deu trabalho e, por último, a mulher.

Não devemos buscar relacionamentos antes de termos o controle de nossas próprias vidas e um trabalho que prepare o terreno para um relacionamento saudável. Deus age de maneiras diferentes para aumentar nossas expectativas, e essa é uma das razões pelas quais Ele fez a mulher de forma distinta do homem. O termo “ajudadora”, designado às mulheres, significa que elas são o auxílio que nos fortalece, que nos ajuda a realizar o que não conseguimos sozinhos, multiplicando nossos esforços.

Os mandatos culturais de Deus

O homem foi desenhado para viver abençoado. Através dos cinco mandatos culturais expressos em Gênesis 1.26-29, vemos que somos chamados a frutificar, produzindo algo e desenvolvendo uma sociedade onde coexistimos de maneira justa, agregando valor e abençoando a todos. Somos chamados a multiplicar, transmitindo valores às próximas gerações e pagando o preço de ser exemplo, demonstrando com nossas atitudes. Somos chamados a encher a terra, pois tudo o que Deus faz está potencializado, cheio de poder para multiplicar. Deus é um Deus de lucro e crescimento. Também somos chamados a sujeitar a terra e dominá-la. Em Gênesis 9.1, o Senhor reforça Seu propósito para a humanidade, repetindo as mesmas ordens dadas anteriormente, com exceção do domínio, que o homem perdeu ao pecar e sair do Éden.

Em Isaías 9.6, somos apresentados à razão da encarnação de Deus por meio do nascimento de Jesus Cristo. O segundo Adão, conforme a profecia messiânica, restaurou o governo e o domínio sobre a terra, autoridade que não foi concedida a Noé. Em Mateus 4.17, Jesus começa a pregar que o Reino de Deus havia retornado. O Reino dos Céus, como mencionado em Mateus, não tem o mesmo significado de Reino de Deus. O reino que Jesus trouxe é uma mentalidade da Palavra. Além disso, o Reino de Deus não é um lugar, mas uma forma de pensar, a mentalidade que Adão perdeu ao desobedecer e distorcer a vontade de Deus. Jesus, em Sua pregação, confrontava mentalidades, pois a palavra arrependimento não é um termo religioso, mas uma expressão que significa mudança de mente (metanóia).

A mentalidade do Reino

Jesus confrontou a mentalidade do mundo e a cultura vigente.

O único animal com o qual Deus se identifica é a águia. A águia voa sozinha, e, quando decidimos completar a visão que Deus quer que alcancemos, algumas pessoas se afastam de nós. A águia possui visão, foco e consciência do que está ao redor. Ela só se alimenta de comida viva, e, da mesma forma, não podemos depender de informações mortas e ultrapassadas. Precisamos alimentar nossa visão com a Palavra viva e sábia de Deus.

A águia fêmea só se une a um macho em quem pode confiar. Da mesma forma, não devemos nos comprometer com pessoas em quem não podemos confiar. A águia não foge da tempestade; ela aproveita o vento contrário para subir mais alto e voar sem esforço. Ela investe tempo em treinamento, desenvolvendo habilidades que outros pássaros não têm. A águia ensina seus filhotes a voar, não permitindo dependência ou assistencialismo. Quando envelhece, arranca suas penas e o bico, permitindo que novos cresçam, em um processo de renovação. Assim também precisamos buscar momentos de solitude com Deus para deixar o peso das experiências antigas e permitir que Ele renove nossa força e visão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaques da semana​
Estude no Maior Centro de Treinamento Bíblico do Mundo!