
Graduado da Escola de Ministros Rhema
Acredito que a grande maioria de nós já ouviu uma das perguntas mais clichês da infância: “o que você vai ser quando crescer?”. Talvez assim como eu, você respondesse que queria ser astronauta ou piloto de formula 1! Mas o tempo foi passando e como a grande maioria das crianças, fomos mudando, crescendo, conhecendo outras profissões e assim se identificando com outras áreas do conhecimento.
Ás vezes, conseguimos nos definir durante nossa adolescência sobre qual carreira seguir, outras vezes demoramos um pouco mais e a pergunta da infância parece que volta a nos perseguir e pensamos, “O que vou ser agora que cresci?”. Por essa indefinição vem a ansiedade, inquietação, a pressão de querer mostrar resultado do nosso rendimento as pessoas. Diante desses sentimentos quero estimular você a olhar para dentro de si mesmo e encontrar as respostas que precisa.
O Espírito da verdade, (…) Ele vive convosco e estará dentro de vós. (Jo14:17)
“(…) Ele (Espírito santo) vos guiará em toda a verdade (Jo16:13).
O Espírito Santo está dentro do nosso espírito, Ele tem as verdades que precisamos saber e pode nos apontar um caminho de paz, justiça e alegria. Talvez a resposta não venha na voz audível nos dizendo “faça curso X”, mas na simplicidade de percebermos o que traz paz e alegria dentro de nós.
É possível também que aquilo que precisamos saber esteja bem a nossa frente, mas não conseguiremos ver se só esperarmos o espetacular. O bom senso em entender as oportunidades que estão adiante, podem ser um meio de olharmos pra dentro, e então distinguirmos o bom caminho. A bíblia fala, por exemplo, que Jesus quando comprimido pela multidão pediu o barco de Pedro, e assim pôde ficar mais folgado para falar ao povo (LC5:1-3). Esse não foi um momento que ele andou sobre as águas.
Certa vez tive a oportunidade de ouvir preocupações de pessoas que pensavam em entrar na faculdade, mas não tinham no coração nenhuma área especifica e queriam cumprir o chamado divino. Então, pude perguntar se tinham alguma direção para entrarem de forma integral nesses planos e confiarem no Senhor para o sustento. A resposta foi que sabiam que isso aconteceria, mas não era a agora. Em seguida questionei se possuíam algum freio no espírito sobre ir a faculdade, responderam que não. Novamente, indaguei o que pensavam fazer diante disso, e a resposta quase sempre foi que, deveriam minimamente ir trabalhar, ou investirem um pouco mais nos estudos, enquanto as portas não se abriam. Por fim Como não tinham nenhuma área especifica, sugeri que se aprofundassem naquilo que mais gostavam de disciplina do colegial, mesmo que n chegassem a seguir carreira, passariam ter ferramentas para o chamado, alem de empregos melhores.
Entender o caminho certo a seguir, fazer a boa escolha, perceber as oportunidades também irá requerer de nós um comportamento de perseverança. Talvez não seja primeira vez que fazemos a mesma prova, e por isso sejamos assediados pelo desanimo e a frustração, a tentação da desistência. Se compreendermos que é isso que devemos fazer, que faz parte dos planos de Deus, então devemos ter perseverança! É com ela que alcançamos as promessas (HB10:36), a mesma tem ação completa (Tg1:4). Enquanto perseveramos o nosso caráter é moldado, a integridade é construída e a maturidade é trazida para nós.
Quando tinha 17 anos fiz o meu primeiro vestibular, eu tinha o desejo no coração de cursar Arquitetura e Urbanismo, contudo mesmo estudando bastante não consegui ter êxito. Mas naquele mesmo ano passei para Administração, percebi que era uma boa oportunidade, resolvi cursar. Quatro anos se passaram, gostei da área, participei de projetos, eventos e no fim me formei com muita alegria!
Contudo, nesse período uma impressão dentro de mim me dizia para eu não deixar aquela primeira opção de curso para pra trás simplesmente, e isso me levava a ano após ano tentar novamente o vestibular. No final, já como um recém Administrador formado, tentei a quarta vez entrar naquele curso. Era o quarto ano que tentava, de novo a mesma estrutura de prova, estudando as mesmas coisas, a mesma concorrência alta que não baixava. Todavia, dessa vez, diante de todo o desafio, de uma forma onde a única explicação no meu entendimento é, ”só pôde ter sido Deus!”, assim eu passei! Hoje estou no segundo período de Arquitetura e Urbanismo, assim como continuo investido no meu currículo de Administração, usando tais ferramentas enquanto a estação permitir.
Quando alcançamos as promessas, as boas escolhas, o perceber por dentro, o que somos quando crescemos. O nosso coração torna-se tamanho grato, que se preciso, sacrificamos o que nos foi presenteado por amor ao seu Nome, para cumprir o seu chamado, sua ordenança, por obediência a Ele. Acabamos por não ficar com nada como precioso, mas deixamos no altar, com mesma confiança que Abraão teve com o Senhor sobre Isaac. Pelo entendimento que tudo o que fora alcançado não vem de uma mera conquista própria, mas tudo pela graça nos foi dado.








