
Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
Os 5 Pilares Emocionais são um fundamento que precisamos estabelecer para que nossos filhos sejam bem-sucedidos. Sei que o nosso sucesso depende de outras áreas também, mas, se colocarmos esses pilares em prática, não precisaremos ser perfeitos e nem ter muito dinheiro para segui-los.
Quando pensamos no contexto de ser pai e mãe, qual é a primeira coisa que vem à mente quando o bebê vai nascer? Enxoval, fraldas, agasalho, comida. É interessante como, nesse contexto, pensamos no aspecto físico e buscamos suprir essa área. A criança cresce e continuamos suprindo as necessidades fisiológicas. Porém, devemos ter essa mesma preocupação com as necessidades espirituais.
PILARES EMOCIONAIS
Na nossa cultura aprendemos matemática, português, a comer, a pedir água ou comida, mas não aprendemos a dizer quando sentimos medo ou raiva. Precisamos aprender a dar atenção ao aspecto emocional, porque, quando não atendemos às necessidades físicas, morremos. Uma criança que não come fica fraca e desprovida e, nesse ritmo, morre. Do mesmo jeito, se não somos supridos emocionalmente ou não suprimos as necessidades emocionais dos nossos filhos, essas áreas ficam fracas. Quantos relatos temos ouvido de crianças em depressão e ansiedade? Isso começa pela falta de suprimento emocional. Precisamos compreender que, assim como suprimos necessidades físicas e espirituais, precisamos suprir as emocionais.
Quando essas necessidades são supridas, isso reflete diretamente na forma como nos relacionamos com o outro. Precisamos quebrar ciclos e dar aquilo que não recebemos, pois Deus é o nosso supridor emocional.
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicenses 5:23).
Precisamos cuidar dos três aspectos que compõem nossa vida. Somos um espírito, temos uma alma e habitamos em um corpo. Os cinco pilares emocionais são:
Segurança;
Aceitação;
Validação;
Pertencimento;
Autonomia.
SEGURANÇA
O que é segurança? Para uma criança, segurança emocional é saber que seu mundo é previsível, confiável e estável. Assim, para que isso aconteça, ela precisa de um cuidador, pai, mãe ou responsável. Para criar um ambiente previsível, confiável e estável dentro da nossa casa, precisamos gerar rotina.
Na nossa mente sabemos como a casa funciona, mas nossos filhos sabem? Provavelmente não. Uma das formas mais importantes de construir segurança é estabelecer rotina. Sua criança tem hora para acordar, para comer, para usar o celular? A rotina do “fazer o que quer” gera insegurança. Uma das reações da criança diante da falta de segurança é o comportamento inviável.
Nem sempre é necessária correção ou disciplina. Às vezes, é preciso perceber o que nossos filhos tentam comunicar. É necessário parar e ver o que está por trás, mostrando: “Eu estou presente, você pode contar comigo”. Segurança é transmitida pelos pais. Isso envolve construir uma rotina, e essa construção não é interessante fazer sozinho. Chame seu filho para participar. Ele se torna cooperador daquilo que foi estabelecido. Segurança também envolve impor limites, e a rotina ajuda muito nisso. Sim é sim e não é não.
ACEITAÇÃO
É o reconhecimento do valor intrínseco da criança, a certeza de que ela é bem-vinda no lar. Aceitar quem ela é não significa aceitar tudo o que faz. Amo meu filho pelo que ele é e não apenas porque tira nota 10. Deus nos ensina isso, pois Ele nos amou quando ainda éramos pecadores. Se o filho tem um bom comportamento, nós o amamos. Se o comportamento é ruim, deixamos de amar? A criança não deve se camuflar para conquistar o amor dos pais. O que você diz a ela tem peso na forma como ela se vê. A aceitação está relacionada ao que ela escuta. Devemos ter cuidado com nossas palavras e com o que alimentamos nos nossos filhos.
PERTENCIMENTO
Pertencer é sentir-se parte. Desde pequenos precisamos pertencer a algum lugar e o primeiro deles é a família. Como desenvolver pertencimento nos filhos? Criando momentos juntos, como refeições, filmes e jogos. Esses momentos geram memórias afetivas. Outra forma é conversar sobre os interesses deles e isso precisa ser intencional. Outra prática que gera pertencimento é envolvê-los na igreja. Temos o Cantarolando e as Salas Kids, que ajudam a tirar a criança do isolamento.
VALIDAÇÃO
Validar é escutar e acolher sentimentos. Muitas vezes pensamos que sentir é errado. Quem nunca ouviu: “Engole o choro”, “Menino não chora”? Mas Jesus chorou e isso está na Bíblia. Os sentimentos precisam ser validados e compreendidos. Precisamos ensinar nossos filhos a gerenciar emoções. Eliminá-las é impossível, mas precisamos reconhecê-las e aprender a lidar com elas. Use perguntas como: “O que você está sentindo?”.
AUTONOMIA
O último pilar é a autonomia, o poder de tomar decisões. É a necessidade da criança de exercer vontade própria. Podemos deixá-la escolher a roupa, por exemplo, mas, às vezes, temos medo de perder autoridade. Ajude seu filho a desenvolver esse senso de decisão. Na vida adulta, quem não sabe escolher deixa que outros escolham por ele. Desenvolver esse senso fortalece a autorresponsabilidade. Observe o ambiente da sua casa, torne-o participante. Isso contribui para o desenvolvimento.
Nossa missão como pais não é controlar os sentimentos deles, mas cuidar do coração. Quando cuidamos do coração, isso se reflete no comportamento. Não precisamos ser pais perfeitos. Muitas vezes pensamos: “Eu poderia ter feito diferente”, mas quem nos ensina é o Espírito Santo.
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera, e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5).
Precisamos olhar para dentro de nós, para o nosso coração, porque dele saem os conselhos e direcionamentos. Talvez você não tenha tido um pai ou mãe que viveram assim, mas a Bíblia diz que somos mais que vencedores, que as coisas velhas passaram e tudo se fez novo. Em Deus podemos ser alimentados e supridos. Você tem o Espírito Santo habitando em seu interior e pode cumprir esses pilares, porque não depende da sua capacidade ou do seu passado, mas de olhar para o Senhor e encontrar as respostas que você e seu filho precisam.









