Seja fiel ao Senhor!

O ministério não começa a partir de uma ambição, mas de um propósito.

Tony McKinnon
Diretor da Associação Alumni nos Estados Unidos

“Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (II Timóteo 1:6-9).

Paulo escreveu I Timóteo e Tito entre dois momentos nos quais esteve preso em Roma. Depois de ser liberto, ele voltou a ser ativo: viajando no ministério, ensinando os novos ministros, estabelecendo igrejas, mas depois, voltou a ser preso e foi lançado no pior dos calabouços de uma prisão. Sabendo que sua execução se aproximava, o apóstolo escreveu a Carta de Timóteo para ministros.

Essas são as palavras de um líder apostólico para seu filho na fé e carregam um peso.

Se estivermos fundamentados no amor do Senhor, seremos livres do medo. O desenvolvimento do chamado requer poder, amor e moderação. Essas coisas já estão disponíveis para você, mas é preciso acessar esses dons.

Esse propósito é santo, não despreze. É necessário executá-lo segundo a graça que está disponível. Essa instrução de se manter firme no padrão da fé, mostra que nos dias seguintes, seremos tentados a afrouxar o padrão que temos recebido, mas vamos mantê-lo.

No capítulo 2, observamos que Paulo instruiu Timóteo a se manter na graça, e disse: “Seja forte e destemido”. No verso 3, ele afirma: “Participa como bom soldado”. Em seguida, no verso 5, o apóstolo diz que o atleta deve seguir as regras. No Ministério, temos as nossas normas e devemos nos conduzir de forma ética, com caráter, para que não nos tornemos desqualificados.

Vamos nos apresentar como obreiros aprovados, sendo diligentes no chamado e no estudo da Palavra de Deus. Porque um dia, nos apresentaremos diante do Senhor.

No capítulo 3, o apóstolo diz: “Timóteo, tu porém permanece naquilo que aprendeste”. O Ensino nos orienta a manter aquilo que aprendemos. Sejam fiéis e frutíferos no trabalho que desempenham no Senhor.

“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, corrijas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Timóteo 4:1-5).

Ainda destaco algumas coisas importantes:

O ministério não começa a partir de uma ambição, mas de um propósito. É Deus quem lhe designa para Sua obra. Você não está ingressando em uma carreira, mas em uma aliança que envolve confiança diante dos olhos d’Ele.  

Cada pregação, oração e aconselhamento será perante a presença do Senhor, porque esse é um chamado santo.

Nunca esqueça de Quem o chamou. Quando o desânimo vier, volte-se para aquele momento em que o Pai colocou o propósito em seu coração.

Pregue a Palavra em tempo e fora dele. Repreenda e exorte com toda a longanimidade e doutrina.

O ministério não é um programa de desenvolvimento de inteligência. Pregue a Palavra, não a sua opinião, as tendências culturais e das igrejas. Ministre a Palavra, porque é nela que está a autoridade. Faça isso recebendo aplausos ou resistência, quando for fácil e custoso. Você é um arauto do Evangelho, encarregado de repreender e encorajar as pessoas na verdade, mas deve fazê-lo em amor e longanimidade. 

A nossa carreira sempre deve estar centrada na Palavra e no Senhor. Nossa tarefa não é entreter, mas equipar as pessoas, não sendo refém delas.

Paulo compartilha uma realidade bem sóbria. O chamado nem sempre será bem recebido, porque a Escritura carrega uma ofensa para os que não andam na Verdade, e ela apresenta um único caminho. Mas quem estiver com os ouvidos atentos, receberá um direcionamento exclusivo.

O mundo vai rejeitar a Palavra, pois ele prefere o conforto e a convicção. Alguns irão embora, outros vão resistir a correção e irão procurar uma mensagem mais fácil. Mas o apóstolo disse a Timóteo para ficar firme e não se comprometer.

Você está entrando em uma batalha espiritual e precisa de uma mente sã. Espere a oposição, não se iluda e nem se surpreenda. A fidelidade do propósito não é dada pela popularidade. Mantenha a cabeça e o coração no lugar certo e continue pregando.

Um bom começo nem sempre garante uma boa chegada, por isso, devemos nos manter firmes, compartilhando o Evangelho. todos iremos chegar no fim, mas queremos ouvir de Deus: “Servo bom e fiel”.

A maior tentação não é somente fracassar, mas também nos distrair, porque o ministério pode lhe inserir no ativismo e ocupação o levando ao cansaço. As atividades que surgirão para você, não têm fim. Ninguém na sua igreja o espera que faça tudo, mas todo mundo terá a expectativa de que as ideias deles sejam realizadas, e é preciso resistir a isso, permanecendo sensível ao Senhor e ao que Ele deseja.

Se atente ao que o Pai lhe diz. Se estiver atento apenas às pessoas, estará correndo de um lado para o outro. A ocupação é um dos pecados do chamamento. Tem gente que é orgulhosa por estar atarefada o tempo todo, mas podemos estar ocupados com a coisa errada, ao ponto de não ouvirmos a certa. O propósito de Deus para a sua vida é terminar bem a carreira.

Paulo passou por prisões, naufrágios, foi abatido, e no final, ele declarou: “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”.

O chamado é uma maratona, e não uma corrida de arrancada. Mantenha os olhos no Autor e Consumador da sua fé.

“Então, disse aos seus discípulos: A ceifa é realmente grande, mas poucos os obreiros. Rogai, pois, ao Senhor da ceifa, que mande obreiros para a sua colheita”. (Mateus 9:37-38)

Você é uma resposta a oração de Jesus. A seara é mesmo muito grande e os trabalhadores são vocês!

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