
Professora do Rhema Brasil
“Então Elias saiu de lá e encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele estava arando com doze parelhas de bois, e estava conduzindo a décima-segunda parelha. Elias o alcançou e lançou a sua capa sobre ele. Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias. “Deixa-me dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe”, disse, “e então irei contigo. ” “Vá e volte”, respondeu Elias, “pelo que lhe fiz. E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar.” (I Reis 19.19-21)
Existem muitos estudos que relatam e exaltam a vida e ministério de Elias com razão,é claro, pois este foi um grande homem de Deus, um profeta poderoso. Eu, porém sou o tipo de pessoa que em um casamento, enquanto todos estão olhando para noiva em sua entrada triunfal, gosto de olhar para o noivo. É nesse momento que vemos aquilo que não quer ser disfarçado, a expressão estonteante, a lágrima caindo no canto dos olhos e o sorriso de quem sabe que sua vida nunca mais será a mesma.
São instantes que a grande maioria perde, pois, o brilho da cena é tomado por aquela que com certeza é merecedora de toda atenção. É exatamente assim que vejo Elizeu! Aquele que não é dona da cena ou a “bola da vez”. Todavia é por causa dele que o enredo faz sentido.
Filho de Safate, residente em Abel-Meolá. Trabalhador, zeloso por seus pais, ensinado desde menino nas escrituras e amava ao Senhor. Não demonstrara qualquer assombro quando Elias passou por Ele e lançou seu manto.
Elias por sua vez como se esperava de sua personalidade, lançou o manto e no mesmo compasso que estava andando, acredito; apressadamente, continuou sua jornada sem mesmo olhar para traz. Todavia, aquele dia era para Elizeu o tão esperado dia. É bem certo que como Davi por detrás das malhadas, servia com fidelidade seu pai, cuidando dos rebanhos, sendo excelente naquilo que lhe fora confiado para aquele tempo. Dessa forma, o Senhor o preparava para o chamado. Elizeu correu atrás de Elias e pediu-lhe: –“Deixa-me despedir de minha família e te seguirei”. Elias deixa claro: – “vai e volta, pois já sabes o que fiz contigo”.
É impressionante a ousadia de Elizeu. Voltando matou sua junta de bois e com os aparelhos fez uma fogueira. Assou a carne deu uma bela festa de despedida, demonstrando para todos com essa atitude que conhecia a Deus por meio de um relacionamento e que estava mergulhando em seu chamado, rompendo qualquer ligação com o passado.
Elizeu simplesmente despediu-se de seus pais, passa pela ponte que os ligava e com suas próprias mãos a destrói.Pergunto: Quantos de nós estamos dispostos a nos entregar de forma tão intensa ao chamado de Deus em nossas vidas? Quantos de nós estamos dispostos a queimar ainda que seja de forma figurativa os aparelhos que nos tem mantido longe de uma vida mais profunda com o Senhor? Quantas coisas estamos dispostos a renunciar para nos dedicar ao treinamento e entrarmos naquilo que sabemos que Deus nos chamou desde o ventre e temos consciência desde a infância de que nascemos para isso.
E a pergunta crucial de que precisamos fazer talvez seja: Quanto tempo ainda achamos que temos para perder cuidando de nossa própria junta de bois? É tempo de sermos ousados!















