Raphael Frota fala “na lata” sobre amor, pastoreio e missões

Como um genuíno cearense, o bom humor está na seu DNA, e você pode conferir a sua sinceridade e alegria nesta entrevista exclusiva.

Confira a entrevista pra lá de humorada com o ministro, pastor, professor do Rhema, e futuro missionário, Raphael Frota para o Portal Verbo da Vida. Aqui, você vai acompanhar os “causos” e experiências do ministro natural de Caucaia (CE), em suas passagens por Campina Grande (PB) e João Pessoa, na Paraíba, pela Alemanha e agora em terras goianas.

NA LATA: “Vai ser rapidinho. Eu não tenho uma vida tão interessante para demorar numa entrevista não”.

Quando ainda era criança, Raphael Frota já sabia muito bem dar o famoso grito cearense, que é reconhecido de longe por onde passa. Mas ele sequer imaginava que um dia poderia ultrapassar a fronteira de sua cidade, quanto mais viajar pelo mundo pregando a Palavra de Deus. Ele não só morou na Alemanha como já percorreu vários outros países.

“De jeito nenhum imaginei sair um dia de Caucaia. Acho que o limite na minha cabeça era a minha cidade e o meu estado. Eu amo mesmo Caucaia e o Ceará. E como um bom cearense, ficamos limitados com os benefícios que temos lá, lugar cheio de gente boa, muito engraçada e divertida. Mas quando a gente entende essa coisa de chamado, vemos que vale a pena se entregar, que tem uma recompensa”, contou o ministro.

NA LATA: “Eu amo mesmo Caucaia e o Ceará”.

Rapha ainda emendou que já tinha achado vantagem o fato de Deus tê-lo levado para Campina Grande: “Eu não pensava que tudo funcionaria da forma como funcionou. Como foi a nossa adaptação na Paraíba depois da nossa chegada. Meu Deus! É um enriquecimento tanto cultural quanto de conexão, de coração, com outra parte do Corpo de Cristo que eu não imaginei que teria”.

Para sua surpresa, Raphael, que passou alguns anos pastoreando a igreja de João Pessoa e estava se preparando para fazer missões no Canadá, foi convocado para fazer um “pit stop” na Alemanha. O Ap. Guto Emery o chamou para conversar e o designou para dar um apoio ao casal de missionários Hesdras e Bianca Santana. “Assim como aconteceu quando fui para João Pessoa e agora para Goiânia (GO), esse convite foi algo inusitado. A gente nunca tinha se planejado para isso”.

Na primeira viagem que o casal fez para a Alemanha, em 2017, a experiência foi considerada difícil. Eles tentavam se comunicar em inglês com os alemães, mas encontravam resistência, já que os moradores da região visitada preferiam falar apenas em alemão. Segundo o ministro, esse comportamento estava relacionado ao estado onde estiveram naquela ocasião. Já em 2025, a realidade foi diferente. Durante a passagem por Erlangen, na região da Baviera, eles encontraram um povo muito mais receptivo.

NA LATA: “Os alemães são bem bairristas”.

“Estávamos bem apreensivos quando chegamos. Mas logo percebemos que o povo desse local era bem acolhedor e bem diferente da outra experiência que tivemos antes. Eles perguntavam sobre o Brasil e sobre o que fazíamos aqui. Quando viram que a gente aderiu muito à cultura deles, no que diz respeito aos costumes, planejamento e horários, tudo foi fluindo”.

Rapha ainda revelou que fizeram até boas amizades fora da igreja , quando estudaram o alemão. “Tudo isso foi uma grata surpresa. Pensamos até em ficar por lá por muitos anos (risos). Mas estamos bem felizes em seguir o plano de Deus, construindo parcerias e pontes por onde passamos”, resumiu o pastor.

Todo mundo sabe que Raphael Frota tem um coração missionário e o Canadá arde no coração de sua família. Mas, por outro lado, ele está à disposição para qualquer missão em que o Ministério Verbo da Vida o direcionar. Ao ser questionado se sua passagem pela nação alemã foi um aquecimento para missões, ele foi rápido em responder: “Sim, com certeza. Em seis meses, deu para a gente ter uma experiência que vamos carregar para a vida”.

O ministro expressou o que passou pelo coração de sua pequena filha Amy. “Ela pegou o alemão mais rápido que a gente, obviamente por ser criança. Mas hoje ela tem a curiosidade de aprender o inglês. Ela tá aprendendo, perguntando interessada e certamente só o tempo vai resolver algumas questões para a gente nessa perspectiva sobre o campo missionário”, explicou.

No final do período em que passaram na Alemanha, o Ap. Guto veio com uma proposta surpreendente: a missão Goiânia. Como sempre faz, o ministro respondeu à nova convocação com um “Yes, Sir!”. E é lá na capital goiana que estão pastoreando há seis meses. Mas claro que Rapha já providenciou uma forma da igreja local ser uma referência em missões.

NA LATA: “Yes, Sir!”, sempre respondendo ao Guto.

Rapha explicou o projeto: “O nosso desejo é de alguma forma levantar uma base que vai enviar missionários. Há pessoas com chamado lá e nós temos o desejo de apoiar mesmo, de ter uma igreja missionária forte em Goiânia. Hoje o nosso propósito é estar conectado com o que Deus está querendo fazer nessa cidade para as nações. Eu sei o que vai acontecer de missões neste tempo da nossa vida, a partir de Goiânia, enviando pessoas e recebendo missionários também”.

Raphael Frota declarou que Goiânia é uma cidade maravilhosa. Segundo contou, ele fica com cuidado de falar isso às vezes, pois os amigos “tiram onda” dizendo que a melhor cidade do mundo é sempre onde ele está morando. “Temos que valorizar o local, né? Toda cultura tem o seu lado positivo. Nos apaixonamos pelo universo cultural que envolve essa cidade. Goiânia é muito limpa e organizada. É uma cidade segura. Você anda pelas ruas meia-noite com o celular na mão e não fica com medo de vir dois caras em uma moto”.

NA LATA: “Em Goiânia, tem mais pessoas se reconciliando do que nascendo de novo”.

Segundo Rapha, o goiano gosta de conversar e de tomar um cafezinho. “Todo sábado pela manhã vou tomar café na feira, no mercado central. Ali a gente conversa e faz amizade. Mas Goiânia, apesar de já ser toda evangelizada, tem uma grande necessidade da Palavra da Fé. Há mais pessoas se reconciliando do que nascendo de novo. Assim, a Palavra da Fé tem um campo de avanço grande por lá. Eu tenho certeza de que o que vai acontecer em Goiânia será impressionante e sem precedentes”, declarou.

O pastor também acrescentou que, quando o goiano pega e abraça uma verdade, acabou. Ele toma posse. “A gente ama esse povo e eu me sinto até meio goiano de fato. Metade da minha família é de lá. Então, a recepção, a amizade e o ambiente bom que existe ali é uma coisa maravilhosa. De fato, estamos muito animados por esse tempo feliz e com o que vai acontecer”, completou.

Sobre a paternidade, o pastor Raphael articulou: “Ser pai é uma grande responsabilidade. Quando Deus nos dá uma responsabilidade, Ele pensa não só no que produzimos, mas em quem nos tornamos enquanto cumprimos aquela responsabilidade. Há coisas que vamos aprender os conceitos gerais nas Escrituras. Mas a paternidade é um aprendizado contínuo. E eu estou dando o meu melhor. É um prazer ser pai. É um prazer cuidar”.

Ele também revelou que vê a paternidade como uma oportunidade de Deus para crescer e melhorar. “É uma oportunidade de aprendermos e, ao mesmo tempo, de representar a paternidade de Deus. Então, eu sou feliz demais por ser pai. E ainda estou querendo mais uns três ou quatro para crescer ainda mais (risos)”, afirmou o ministro.

Em razão do período em que se comemora o Dia dos Namorados, Rapha foi questionado se era um marido romântico. “Com relação a romantismo, eu vejo a individualidade dos casais. Para uns, é importante que o marido tenha sensibilidade para perceber a necessidade, que deve dar atenção e honrar a esposa. Outros querem honrar com o dinheiro e alguma atitude. A honra deve ser algo universal para todos os casamentos”.

NA LATA: “Manu não gosta de receber flores. Ela prefere flores de chocolate”.

Por aconselhar muitos casais na igreja, ele observou que cada relacionamento possui necessidades específicas e demandas próprias. “Minha esposa não gosta de receber flores. Ela prefere flores de chocolate (risos). Então, eu acho que o homem tem que perceber o ponto de individualidade. Eu diria que dentro de um aspecto, nós somos, sim, românticos. Procuramos honrar e agradar um ao outro. Eu vejo esse coração apaixonado”.

E claro que Rapha falou sobre o Ap. Bud Wright, fundador do Ministério Verbo da Vida, com quem conviveu por alguns anos em Campina Grande. Para ele, Bud foi um modelo prático. “Rapaz, o pastor Bud vivia debaixo do Espírito da Fé. Isso pra gente foi uma influência que transcende o Ministério. Ele sempre tinha a perspectiva de dizer o que Deus diz sobre cada assunto. Ele vivia o jeito de ser Bud Wright 24 horas por dia”.

O ministro também comentou que guarda uma memória bem viva sobre o pastor Bud: “Às vezes, a minha consciência fala com a voz do pastor na minha cabeça. Aí dá uma travada. É uma memória viva da vida que ele vivia. Essa vida de fé, debaixo do Espírito da Fé. Nisso, ele foi um pioneiro no Brasil. Ele tinha muita força para cumprir a vontade de Deus”.

NA LATA: “O ministério de cura já faz parte da nossa identidade”.

E foi com essa influência do Pr. Bud que Rapha se envolveu com o Centro de Cura. Após a partida do apóstolo, ele assumiu o departamento, onde permaneceu por 13 anos como coordenador. Segundo ele, é algo que está em seu coração. “Depois daquele tempo que a gente viveu com o Pr. Bud, atendendo as pessoas, ministrando aos doentes, isso mexeu muito com o meu coração. Não tem como parar de fazer. pois já faz parte da nossa identidade”, afirmou.

É com esse mesmo coração que a Igreja Verbo da Vida em Goiânia realizará, no dia 4 de julho, o treinamento da primeira turma do Centro de Cura. Os atendimentos aos participantes terão início já no dia 8. A iniciativa reflete o legado deixado por Bud Wright na vida de Raphael Frota, evidenciado nas ações que desenvolve por onde passa. Dessa forma, a Palavra da Fé continua avançando pelo Brasil e pelo mundo.

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