Que bênção estar no Brasil! Poder falar com todos sobre mim… Estou vivendo uma nova fase em família e sei que ela é a minha base em tudo. Mesmo sendo comum dizerem que ela é a base, mas, de fato, é. Se você não tiver uma família bem estruturada, se não tiver um lar, um lugar para voltar, seu “jardim do Éden”, não terá a estrutura para fazer aquilo que Deus tem para você.
Minha esposa, Marina, é um apoio maravilhoso na minha vida. Não tinha como eu fazer tudo o que faço hoje se ela não estivesse comigo. Ela me dá um suporte incrível. Agora, com o Mateus, nosso filho, que tem apenas um ano e meio – e já está andando pra tudo quanto é lado – estamos vivendo uma nova fase na família. O nosso filho está na fase de nos dá um trabalhinho, mas é um trabalho gostoso…
O Mateus nos fez entender um pouco mais sobre o amor de Deus. Como o Senhor nos ama e se importa conosco… Tudo o que acontece com ele, queremos estar perto, cada desenvolvimento em cada fase. Foi um complemento maravilhoso para nós. Estamos crescendo como família.
Ser pai é algo bem novo para mim. Estou ainda me adaptando, mas tento fazer o meu melhor. Claro que a vida no ministério é bem corrida e filho requer prioridade. Tenho buscado colocar as prioridades no lugar certo para não negligenciá-lo, porque ele ainda é uma criança e depende de mim e, por sinal, já se espelha em mim. Ser pai é uma responsabilidade muito grande. Sei que ele vai crescer e seguir a carreira que Deus tem para ele. Mas, foi-nos dada a responsabilidade de treiná-lo nesse tempo, preparando-o. Até agora, acho que troquei umas três fraldas dele, estou melhorando (risos).
Lembro-me de que, um dia, estávamos conversando, eu e a Marina, e ela estava falando da experiência dela em ser mãe e falava da responsabilidade de Maria ao criar Jesus. Às vezes, esquecemos de que Jesus foi criança, um bebê, precisou de um pai e de uma mãe que o criassem nos caminhos certos e o treinassem. Imagina a responsabilidade em saber que você está criando o salvador!?
Sabemos que o Mateus não é Jesus, mas nós temos uma responsabilidade em educá-lo bem. Quando olhamos para ele, vemos que tem algo especial. Conseguimos identificar uma alegria da parte de Deus.
Acho que sou uma pessoa tranquila, sou calmo. Tento fazer o melhor que eu sei em todas as situações. O desejo do meu coração é agradar ao Senhor. Sou cruzeirense, tenho 34 anos, sou bem casado, feliz no que faço, sempre sorridente, acho que é importante ser feliz mesmo passando por dificuldades em diferentes áreas. De Deus, posso retirar a alegria para viver cada dia. Reconheço-O em tudo e sei que Ele é o único que nunca vai me decepcionar. Sou um jovem que procuro servir as pessoas.
Estou na Europa fazendo o que fui chamado. Gosto de conhecer pessoas. Alguns nos disseram que os europeus eram frios, mas temos visto coisas bem diferentes, portas têm sido abertas. Aprendi a ter sensibilidade e flexibilidade com os desafios… obra crescendo, filho crescendo e estou me moldando a tantas mudanças. Tive que aprender a ser pai, mas há uma graça e estou confiando nela. Às vezes, dou risadas de tudo isso.
Tive o desafio de ficar mais de um ano servindo a uma igreja inglesa e foi enriquecedora a experiência para nós (eu e minha esposa). Como cresci… Depois, fomos para outra cidade e servimos a outra igreja, mas creio que esse tempo me ajudou, pois observei tudo. Afinal, eu não fui à Europa levar a cultura brasileira, mas a Palavra. O que naquela cultura não se adaptar, deixo eles viverem como estão. O ritmo de igreja lá é diferente. Aqui, se fizer um culto todo dia, vai gente todo dia, mas lá não. Isso tudo aprendi na prática.
Vejo em minha vida que aquilo que parecia um atraso tornou-se uma aceleração. O Senhor me ensina na imersão cultural. Sou mais inglês do que brasileiro. Quando saímos nas ruas de lá (eu e Marina), as pessoas pensam que eu sou inglês e ela brasileira. Marina é uma mulher forte, é uma guerreira, me dá o suporte necessário em tudo o que eu faço, como falei. É uma esposa maravilhosa, sou grato a Deus por ela, pois é a minha melhor amiga e melhor parceira ministerial.
Quando vejo a minha nação brasileira, percebo que Deus está fazendo uma limpeza em nosso país. Creio que o Brasil vai sair dessa situação bem melhor do que estava antes. O Brasil lá fora, em especial no meio evangélico, é muito respeitado, eles sabem que ele é a “bola da vez”. Conheço muitos pastores que me pedem missionários brasileiros, eles querem brasileiros lá. Existem portas abertas para recebê-los.
Lá na nossa igreja, cerca de 40% das pessoas são brasileiras. E o restante de outras nações. Então, proporcionalmente, temos mais brasileiros. É nítido que onde o brasileiro for dá certo… o brasileiro é alegre, feliz, vejo que esse processo político e econômico que o Brasil está passando vai redundar em uma glória maior. A Palavra da fé nos faz ver isso como uma situação leve e momentânea, então, vai passar.
Além da igreja na Inglaterra, eu também trabalho na minha área profissional na Tecnologia da Informação (TI). Sou gerente de projetos, trabalho em uma empresa e, por isso, pesa um pouco, pois trabalho durante o dia e, à noite, tenho atendimento, reuniões, mas creio que preciso sempre me reinventar, porque no futuro haverá mais crescimento. Busco sabedoria de Deus para ter estrutura e suportar a correria, busco crescer em cada área.
Deus é a razão da minha existência. Tudo o que sou e faço é por causa do Senhor.
Quando volto no tempo, seis anos atrás, estávamos bem tranquilos, em nossas profissões, ganhando bem, mas quando Deus nos mostrou esse projeto, nós não pensamos duas vezes, deixamos tudo, uma vida lá em Belo Horizonte e decidimos obedecer ao Senhor. Eu faria tudo de novo, creio que o nosso tempo é muito curto.
Será que a gente acredita mesmo que Jesus está voltando? Porque, talvez, precisamos rever as nossas prioridades. Não quero me apegar às coisas naturais. Jesus está voltando e o povo está morrendo e indo para o inferno. Se não fosse Deus, era melhor morrer e ir para o céu, mas sei que Ele tem um plano para mim e eu vou continuar cumprindo-o.
Louvo a Deus por ter conhecido essa Palavra, em 2006. Lembro-me de quando o Pr. Manassés Guerra implantou a igreja em Belo Horizonte. Logo no início, eu conversava com um amigo sobre o meu interesse em conhecer o Rhema e esse amigo me apresentou o pastor Manassés. Além disso, ele me passou o site do Rhema. A partir daí, comecei a manter contato com o Manassés pela internet e Deus falou comigo para ajudá-lo a implantar a escola e a igreja em BH.
Nessa época, eu e a Marina já éramos líderes na Batista da Lagoinha, mas largamos tudo e fomos ajudá-lo. No início, tínhamos umas 10 pessoas na igreja. Manassés e a esposa, eu e Marina, o Paulinho e a Sinara… Éramos os membros da igreja.
Existem algumas pessoas que me influenciaram e influenciam até hoje. A liderança do nosso ministério… o Ap. Guto Emery é uma referência para mim, mas Manassés Guerra foi a minha influência do inicio e honro a vida dele sempre. Eles são pessoas simples, cheias do Espírito Santo, são tranquilos, maravilhosos e essas pessoas me inspiram, me fazem lembrar de que somos o que somos por causa de Deus. O privilegio é nosso por sermos usados por Ele. Em 2009, trabalhei no Centro de Operações do Ministério Verbo da Vida e fiz a Escola de Ministros e Missões em Campina Grande-PB, aprendi muito nesse lugar. Creio que tudo o que o Ministério faz é maravilhoso demais!
























