Eu estava lendo um livro de Smith Wigglesworth no qual ele fala sobre a fé sempre crescente. Enquanto eu lia, minha fé ia aumentando. Ele conta que certa vez teve um problema grave de apendicite e que o médico o desenganou. Porém, ele lembrou que um jovem havia entrado em sua casa e orado por ele. Isso fortaleceu tanto a sua fé que, mais tarde, muitas pessoas foram curadas através das suas orações.
Tudo o que você passa, as suas experiências o fortalecem para alcançar os outros. Você fica convicto e ousado para orar pelas pessoas. Quando ainda não experimentamos um milagre em determinada área, aquilo em que cremos e que ainda não chegou não pode nos limitar. A minha realidade é a realidade da Palavra de Deus.
Lendo esses testemunhos, vi a minha fé ser alimentada. Há 14 anos eu vivi uma cura e me tornei ousada nessa área específica — não apenas porque fui curada, mas porque, quando a Palavra de Deus é implantada no meu coração e eu creio de todo o coração, o Senhor é capaz de criar coisas que não existem.
Em 2011, fiquei grávida da minha segunda gestação. No ultrassom, a médica viu algo grave e disse que eu precisava ir às pressas à minha obstetra: meu útero estava se rompendo, como se não tivesse elasticidade. A médica falou que eu precisava de uma cirurgia. Eu estava com 5 meses de gestação e tinha 50% de chance de perder o bebê, mas não podia receber aquele relatório no meu coração. Saí do consultório chorando, percebendo que estava me apegando aos 50% da parte ruim do relatório, quando precisava me apegar aos 50% de chance de dar certo. Eu precisava ficar com as verdades da Palavra de Deus. Não importava o percentual, porque a verdade que precisa reger a nossa vida é a Palavra de Deus.
Meu esposo perguntou: “Em que você crê?”. Respondi que iria fazer a cirurgia e que ela seria bem-sucedida, e ele disse que iria crer comigo. Tomei a decisão de alimentar a minha fé, cuidar dos meus pensamentos e fazer valer a Palavra implantada em mim. Fiquei três dias lendo e ouvindo a Palavra; quando um pensamento ruim vinha, eu louvava e declarava os versículos, e isso me fortalecia.
No domingo, fui à igreja. Quando o ministro terminou a pregação, chamou à frente quem precisava de cura. Fui até lá e ele disse que a minha fé era como uma torneira, e que eu precisava abri-la. Eu agi em fé naquele dia: abri meu coração, ele orou e impôs as mãos sobre mim. Na segunda-feira, disse que queria fazer outro exame. Fui fazer a ultrassonografia e, quando a médica terminou, mostramos o exame anterior com o diagnóstico. Ela continuou procurando e disse que meu útero estava perfeito! Um útero que estava se rompendo, que não conseguiria segurar a gestação nem gerar outro bebê, que estava perdendo a utilidade, foi completamente restaurado. O interessante é que, recentemente, fiz uma ultrassom e o médico disse: “Seu útero tem apenas uma cicatriz.”
Já orei por várias mulheres que não podiam engravidar e muitas engravidaram. Isso é real para mim; eu vivi algo maravilhoso.
Quando a minha filha Amanda nasceu, comecei a notar algumas mudanças em mim — mudanças pequenas, sutis. Quando temos um filho, os hormônios estão se reorganizando, não dormimos direito, mas a depressão pode começar por essas alterações hormonais pós-parto ou até na menopausa. São mudanças tão sutis que nem percebemos que estamos entrando em um buraco. Um dia, eu estava chorando com a Amanda nos braços, e meu esposo perguntou o porquê. Falei que estava com medo de que ela morresse, mas ele me alertou: “Raciocina, ela não vai morrer.” Eu estava entrando em uma depressão.
Às vezes, a mãe percebe que o filho tem alguma dificuldade ou está lento. Ao levá-lo ao médico, recebe um diagnóstico: ele tem TEA, é uma criança atípica. E a vida daquela mãe muda totalmente a partir daquele momento. Em outros casos, a criança é hiperativa ou agressiva com os colegas, mas a mãe pensa: “É assim mesmo.” Ela o coloca na escola e ele apresenta dificuldade na leitura, para amarrar os sapatos, não para quieto… mas a mãe segue achando que é só o jeito dele. Existem mudanças que são sutis, mas quando o diagnóstico vem e os pais se deparam com aquilo, o impacto é grande. Sabemos que o amor de pai e mãe é gigantesco, mas ao olhar para o filho, sabem que ele enfrentará muitos desafios no desenvolvimento. Ainda assim, por causa do amor, nós acolhemos esses sinais e sintomas.
Muitas vezes, acolhemos a depressão de uma determinada forma. É comum para quem já teve depressão ter que lidar com a doença novamente, sabemos que existe tratamento, mas muitos temem que ela volte. É uma constante vigilância.
Estudando sobre cura, percebi que Jesus, em várias passagens, fazia uma pergunta: “O que você quer?”. Quando Jesus curou o homem que não conseguia chegar ao tanque de Betesda (em João 5), Ele perguntou: “Queres ser curado?”. Jesus frequentemente perguntava: “Que queres que eu te faça?”. Parece uma pergunta estranha, mas, pensando sobre isso, vejo que muitas pessoas abraçam os sintomas de tal forma que precisamos perguntar: você realmente quer sair dessa condição? Quer sair desse lugar e ir para um ambiente novo? Para a fé operar, é preciso haver o desejo de ser curado.
Não é meia cura ou cura parcial; é cura completa! Você quer cura para o sintoma ou para a doença?
O cérebro de uma criança atípica não funciona como deveria; não recebe o fluxo que precisava, às vezes é desacelerado demais ou rápido demais.
O que você quer hoje? Quer continuar com um rótulo? O “cego”, a “mulher do fluxo de sangue”? Quer ser conhecido pelo nome de uma doença? “O que queres que eu te faça?”, Jesus te pergunta hoje.
Há cura e transformação para você. Essa angústia pode sair definitivamente, e o seu cérebro entrar em ordem, funcionando perfeitamente. “O que queres que eu te faça?”, diz o Senhor nesta manhã.
Eu queria que o meu útero funcionasse. Quem define a quantidade de filhos que vou ter não é o médico, é a Palavra de Deus! Não aceito meia verdade, meia cura nem cura parcial; aceito cura completa e plenitude de vida. Eu creio em cura completa para você. Precisa haver um movimento da sua parte de querer e desejar não apenas a cura de sintomas, mas a restauração total.
Marcos 5:34 relata que a mulher do fluxo de sangue foi curada pela sua fé; ela foi completamente restaurada. O fluxo era apenas o sintoma da doença. Não importa o que aconteça depois, mas sim o que você recebe hoje. Estimam que até 7% das crianças nascem com TDAH, mas se você quer se livrar de qualquer transtorno ou ansiedade, a partir do momento em que Jesus entra na sua vida, você pode crer na sua cura completa. A unção de cura restaura o seu cérebro, alinha seus hormônios e traz a cura necessária para você sair dessa realidade!
*Trechos da mensagem do dia 07 de novembro de 2026 durante a Conferência de Cura.










