O trecho de Tito 1:1 declara: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade”.
Nesta passagem Paulo não relata sobre ter sido levantado para ser apóstolo a fim de ser promovido pelos irmãos, mas para promover a fé deles. Antes de ser servido, precisamos prestar um serviço a Deus.
Qualquer trabalho para o qual não se tenha as ferramentas corretas será em vão, isso nos traz a reflexão sobre os instrumentos apropriados para ajustar os filhos de Deus e promover suas vidas. Temos um lema no nosso Ministério que afirma: “Não usamos pessoas para construir um grande Ministério, usamos ele para gerar grandes pessoas”. Estamos aqui para um chamado de Deus, porque Ele quer que avancemos nas ferramentas que preparou para nós.
Sabemos que o ofício ministerial não é fácil e nele há diversas dificuldades como: pressões financeiras ou na família. Os desafios surgem para todos, mas se nos conectarmos à Palavra do Senhor, iremos crescer, e o que era difícil se torna mais fácil.
Tito 1:5 ainda afirma: “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei”.
Após Paulo deixar Tito em Creta, podemos inferir que ele poderia estar passando por algumas situações difíceis e Paulo pode ter reafirmado estas coisas. A missão que recebemos de Deus muitas vezes não será fácil de executar, mas se não desistirmos, ela se torna possível. Algumas vezes observamos um lugar e vemos as dificuldades que podemos enfrentar. Quantas vezes pensamos: aquela área é difícil, as pessoas não recebem as ministrações, são trabalhosas ou preguiçosas, não há o que fazer.
Se como ministros falamos isso para o povo, como encontrar motivos para continuar pregando? Os obstáculos existem em todos os lugares e eles são inerentes ao chamado, mas a maneira que reagimos fará a diferença. Paulo disse a Tito: “Eu lhe entreguei uma causa, coloque em ordem as coisas restantes”. Isso é suficiente.
É certo que devemos considerar o Senhor e Seus ensinamentos, mas o problema é nos comparar com os outros: ou nos achamos muito bons ou medíocres demais. A nossa suficiência não se encontra em nós, mas em Deus, e para aprender a usá-la, é necessário que estejamos em um lugar no qual diremos: “Não vou dar conta”, porque sem Ele não conseguiremos.
Precisamos entender que estamos em uma guerra. O diabo não quer perder o domínio e deseja que pensemos que tudo está bem da maneira que está. Diante disso, fica um questionamento: isso é suficiente para nós ou para Deus? Se não é suficiente para Ele, não chegou ao limite e há muitas coisas para realizar.
Se observarmos os anos 90, não tínhamos os aparatos que temos hoje, mas sabemos o que um missionário sente: a sensação de estar sozinho, mas a verdade é que Deus está conosco. O que diremos do exemplo do pastor Bud? Ele veio ao Brasil sem saber falar português e não existia o Google Tradutor. Enfrentou desafios, nunca se deixou enfraquecer na fé, mas proclamou a Palavra do Senhor. A confissão dele não mudava as situações de forma instantânea, mas a atitude dele quanto à obra de Deus. Será que celebramos o plano d’Ele para as nossas vidas? Não podemos nos envergonhar do Evangelho porque ele transforma.
Algumas vezes podemos estar em lugares difíceis, lidando com muitas adversidades, mas o El Shaddai está disponível para nós. Se aprendermos a depender de Deus, iremos a qualquer lugar e Ele irá nos suprir e abençoar.
Nós temos um propósito e uma palavra, e isso é suficiente para transformar vidas.
Quando nos envolvemos mais com o que queremos para nós do que com o que o Senhor deseja, perdemos o melhor da vida.
O pastor Bud e Jan apoiavam 30 missionários, não com tudo o que eles precisavam, mas era uma justa contribuição para a obra de Deus. A união da Igreja promove avanços estratégicos, sozinhos não conseguimos colaborar.
Somos um e somos muitos, quando nos conectamos o suprimento chega de forma sobrenatural. Precisamos fazer parte disto. Não existem perdas quando doamos para Deus.
Cremos que acontecerá um avivamento na Europa e seremos responsáveis por isso, sendo assim, sejamos agressivos nos nossos pensamentos, porque o Senhor fará e ficaremos maravilhados.
*Trechos da mensagem do dia 03 de julho de 2025, na Conferência de Ministros Europa.















