
Graduado da Escola de Ministros
O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. – Oseias 4:6
Algo de muito interessante me saltou aos olhos ao ler esse versículo. Mas antes de discorrer sobre o assunto, vamos contextualizar a escritura:
Oséias viveu no Reino do Norte, cuja capital era Samaria. No momento em que esse texto foi escrito, o povo de Deus gozava de paz e prosperidade, durante o reinado de Jeroboão II. Algumas traduções dizem “meu povo foi destruído”, porém a tradução mais fiel seria a acima, pois Samaria é de fato assolada pelos Assírios cerca de 30 anos depois. Por todo o livro de Oséias, sabemos que o povo de Deus não estava andando segundo o conhecimento que tinham recebido, e por andarem de forma diversa da vontade manifesta de Deus, andavam rumo à destruição.
O Senhor sempre nos corrige e nos repreende antes do mal chegar às nossas vidas!
O que veio à minha mente ao meditar sobre essa passagem foi o seguinte: quem mais, no mundo em que Oséias vivia, poderia ter um conhecimento maior de Deus, senão o próprio povo judeu, a quem o profeta se dirigia? A óbvia resposta é: ninguém! O povo que tinha a maior revelação de Deus na época era justamente o povo que estava sendo destruído por falta de conhecimento! De fato, o “conhecimento” em questão no texto acima está relacionado à prática do conhecimento, e não apenas de algo que sabemos.
Nos tempos atuais, somos nós que temos o conhecimento de Deus, a revelação do Pai. Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa!
Mas será que a falta desse conhecimento, ou da prática dele, não pode ser um problema que, ainda hoje, nos assola? Será que a Igreja não pode cair no mesmo erro, de não praticar o conhecimento?
Jesus diz em João 8:32 que, se conhecermos a verdade, ela nos libertará. De fato, o conhecimento precisa ter uma manifestação visível. É o que Tiago fala sobre a fé manifesta pelas suas obras. Se você tem fé, de verdade, necessariamente essa fé será manifesta em obras.
Portanto, o começo de tudo é a fé. Talvez o povo de Deus do tempo de Oséias tenha errado por não crer, de coração, nas escrituras. Se cressem, praticariam e buscariam mais. Como nada disso aconteceu, faltou-lhes o conhecimento necessário para permanecerem firmes. Como disse Habacuque:
Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá. – Habacuque 2:4
Gosto sempre de associar esse texto a outro:
Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. – Romanos 10:17
Eu fui justificado por Jesus! Ora, se eu, justo, vivo pela fé, e a fé vem pelo ouvir a palavra de Cristo, então quanto mais eu ouço e medito na Palavra, mais vida eu tenho! Talvez o que tenha faltado ao povo de Deus naquela época (e talvez ainda hoje, para muitos) era ouvir a Palavra.
Talvez muitas pessoas, ainda hoje, na Igreja, pereçam por falta de conhecimento. Talvez andemos ansiosos, distraídos pelos muitos afazeres do mundo. Talvez deixemos para ouvir a Palavra apenas uma vez ou duas por semana, enquanto passamos o resto de nosso tempo sob a influência do mundo.
Não nos enganemos, irmãos. A fé vem pelo ouvir, mas a incredulidade também. E assim como a fé gera obediência, a incredulidade nos tira dos caminhos do Senhor. E fora dos caminhos d’Ele, existe apenas a destruição.
Por tudo isso é importante que permaneçamos nos congregando, sempre, com o coração aberto e os ouvidos atentos para ouvir a Palavra de Cristo. Da mesma forma, que isso não seja apenas um movimento religioso dominical, mas um estilo de vida diário. Somos justos, e vivemos pela fé!
Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem sucedido. – Josué 1:8
















1 Comentário
Excelente texto!