Verbo FM

Considere o sacrifício

Everton Catão
Aluno do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

É comum muitos cristãos/crentes apenas olharem para o sacrífico de Jesus como sendo para os perdidos e que não tem nenhum resultado na vida após a confissão e crença nEle. Nos enganamos em achar que a única coisa que Ele nos garantiu foi um lugar no céu e, se tivesse sido apenas isso, já estaria de bom tamanho. Entretanto, Deus em Sua plena misericórdia, através de Jesus, nos garantiu diferentes realidades.

“Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz”. (I Pedro 2.9)

Você tem noção do que são essas coisas? Isso é para a Igreja! Não foi apenas uma salvação, mas foi uma qualidade de vida, condições outrora foram perdidas, mas que, hoje, estão disponíveis e temos livre acesso. Queridos, não sei se vocês prestaram atenção na força da frase “propriedade exclusiva de Deus”, mas ela traz verdades tão profundas que chega a constranger. O homem, naturalmente falando, não deveria ter mais acesso ao Pai, quem dirá pertencer a Ele?! O Sacrifício Vivo nos tira da posição de filhos das trevas e nos coloca no mesmo patamar, à imagem e à semelhança de Deus… Aleluia!

Muitas vezes nós estamos com a ideia um pouco conturbada do que Jesus fez e do que Ele nos garantiu. É interessante e ao mesmo tempo desesperador, como alguns crentes temem chegar na presença de Deus por ainda achar que há uma lacuna entre Pai e filho. Ainda, percebe-se um tipo de “inveja” a respeito de Jesus, porque estamos querendo o que Ele tem, queremos ser filhos como Ele é, queremos estar perto de Deus como Ele está e o problema se encontra aí, porque enquanto ainda estamos querendo, o Seu sacrifício já nos deu essas coisas!

Isso já nos pertence, isso já é nosso… Deus planejou tudo para que pudéssemos retornar à posição de filhos, da qual nunca deveríamos ter saído. Está aí a importância da consideração pelo que Jesus fez e não apenas encarar o seu sacrifício como resgate daqueles que estão perdidos. Não, além de resgatar Ele garante a posição de Filho de Deus!

Na Velha Aliança, Deus queria reconectar aquilo que tinha sido perdido, mas o coração do homem ainda continuava vazio e distante. Porém, o Senhor não se contentava com aquela situação e fazia questão de habitar no meio do Seu povo, dentro de uma arca, mas você acha que Deus estava feliz dentro dela? Não, irmãos, Ele não estava. O relacionamento que Ele almejava era no nível que Adão e Eva experimentavam.

Ele decide enviar o Seu filho amado, a morte/ressurreição de Cristo nos garantiu uma morada nos céus, mas também garantiu a Deus a oportunidade de viver dentro de nós.

“Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós”. (Romanos 8.34)

Será que estamos entendendo essa passagem? Uma das interpretações se encaixa no fato de que não precisamos temer, ou nos preocupar, ou até mesmo acharmos que estamos sozinhos, porque nós temos um Intercessor. Mas, como Jesus se tornou o nosso intercessor? Depois de ter sacrificado a sua vida para nos salvar e nos garantir vida plena nos céus e na Terra.

Considere o sacrifício dEle e viva aquilo que já está disponível. É tempo de parar de querer o que já temos. Lembre-se que além de resgatar os perdidos, Jesus nos transporta para a condição de Justiça de Deus e Sacerdócio Real. Nós somos ministros da Nova Aliança, mas como já sabemos, isso não recai em nós, porque foi tudo de Graça, mas devemos fazer jus ao que nos foi dado.

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