Esvazie-se para ser cheio d’Ele

A humildade de depender do Espírito Santo é o que o levará a recompensas eternas.

Muitas pessoas pensam que Deus escolhe alguns em detrimento de outros, como se uns fossem escolhidos para uma grande obra e outros nem tanto. Ou até que Deus escolhe os melhores, os que têm notoriedade, eloquência, etc. Mas o que a Palavra nos revela sobre isso?

“Ele escolhe as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias e as fracas para confundir as fortes” (1 Coríntios 1.27).

É certo que há características em muitos de nós que vem de Deus e como própria ferramenta do chamado divino, para nos capacitar e lançar no alvo do Senhor. Também é bíblico afirmar que Ele usa e converge tudo para a missão que é Cristo nas nossas vidas e através de nós. Mas o que quero abordar aqui é sobre o elemento fundamental para o chamado alcançar o coração de Deus e a Sua aprovação.

E quando falo do chamado do Senhor, por favor, não coloque apenas os cinco dons ministeriais como se fossem a única forma pela qual Deus atua e trabalha com Seus filhos. Por mais necessários e nobres que eles sejam, o chamado divino não se reduz apenas a eles.

O chamado de cada indivíduo é primeiramente conhecer a Deus e através de Jesus Cristo entrar em uma aliança com o Senhor se tornando filho legítimo do Altíssimo. Toda a sua existência está centrada na pessoa de Jesus e no seu encontro e relacionamento com Ele.

(Leia Efésios 1.3-10).

Após essa grande oportunidade dada por Deus, cada nascido de novo necessita estar em comunhão com seu Criador, mediante o Seu Espírito para que possa receber as direções de sua própria vida e ministério. Sim, porque ministério é serviço a Deus, e todos nós fomos chamados para servi-lO em vida!

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus nas suas múltiplas formas” (1 Pedro 4.10).

Meditando sobre essas verdades, quero incentivar você, caro leitor e irmão, que possa compreender que, independentemente do seu chamado e atuação, existe uma base pela qual devemos fundamentar nossa relação com Deus e o ministério que ele nos confia, e essa base é a dependência do Espírito Santo, evidenciando assim, a humildade de nossos corações. Pois, quando desenvolvemos a dependência n’Ele, estamos expressando para Deus: “Senhor, eu não confio em minhas próprias ferramentas, mas eu preciso de você para ser e agir a altura do que espera de mim”.

Quando uma pessoa confia em suas próprias virtudes, ela perde a melhor parte que é a dependência do Espírito.

Quando você faz o que faz constantemente sem reconhecer o quanto depende do Espírito Santo, isso é um lugar muito perigoso. É possível que sua vida espiritual se torne “natural” e que a unção já não seja mais tão importante. Então, você corre o risco de seguir sozinho, sem que ela vá adiante de você. Mas, se tudo o que você faz, até mesmo aquilo que considera natural, é realizado levando o Espírito Santo em consideração e pedindo o Seu auxílio, certamente o resultado será muito mais glorioso. Isso acontece porque você sai de cena e quem entra é a graça divina, que basta e se mostra suficiente.

A unção, quando opera em nós e por meio de nós, torna-se mais evidente, pura e genuína aos olhos humanos justamente quando aprendemos a depender inteiramente dela (mesmo que sejamos pessoas comuns fazendo o que fazemos).

A Bíblia diz: “Deus resiste aos soberbos, mas concede Graça aos humildes”(Tiago 4.6). É gracioso ver pessoas que são tão dependentes de Deus, ainda que em coisas tão simples de serem feitas. Ele despeja poder sobre os humildes. 

“O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra” (Provérbios 29:23).

O Senhor não precisa dos eloquentes totalmente capacitados para Sua obra, nem das pessoas com “armas” superficiais e naturais para converter os perdidos. Existem ferramentas espirituais e elas são suficientes para tudo que fazemos nessa terra ser um sucesso em Deus. Ele precisa dos apaixonados por Jesus e rendidos ao Espírito Santo. Deus ama usar os que parecem ou se sentem menos favorecidos e prováveis para uma grande obra. ( Leia Juízes 6.15).

Quando é a sua eloquência, não é o poder d’Ele em evidência. Isso é palha e será destruído naquele grande dia em que o Mestre puser Seus olhos sobre nós, que mais parecerão chamas de fogo examinando as nossas obras (1 Coríntios 3.11-15 / Apocalipse 1.14). 

Jesus não irá nos destruir, mas destruirá o que não veio debaixo dessa verdade. E a verdade é que tudo o que fazemos, deve ser feito de um modo agradável ao Senhor, o mais puro, genuíno e dependente d’Ele possível ( Colossenses 3.23).

DEUS AMA OS QUE ARDEM POR DENTRO E TRANSBORDAM SEM RESERVAS

“Sede fervorosos servindo ao Senhor” (Romanos 12.11). Ele abre portas de acessos inimagináveis para que possamos de forma exuberante exibir a glória d’Ele e não a nossa. Existe a glória dos homens e ela é passageira, mas existe a glória de Deus e esta é eterna.

Então, esvazie-se de si mesmo e seja cheio d’Ele.

Seja cheio e transborde sempre, para que até as coisas naturais que você faça ganhem um sentido, uma razão e alcancem o alvo de Deus, porque foram feitas para o Senhor e com a ajuda d’Ele. É para isso que Ele nos enche: para uma vida transbordante e triunfante n’Ele.

Essa é a melhor vida que podemos viver. A Sua unção é o que nos torna de fato um sucesso. 

Nunca será sobre o que temos para dar, mas sobre o que Ele nos dá e devolvemos a Ele.

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