
Graduada da Escola de Ministros Rhema e líder do Ministério “Graça e Verdade” na Igreja Verbo da Vida em Pedra de Guaratiba no Rio de Janeiro-RJ
Recentemente, uma propaganda de coleção de roupas para o dia dos namorados esteve no centro de uma grande discussão envolvendo mais uma vez a Ideologia de Gêneros.
Já falamos antes sobre Ideologia de gêneros por aqui. Desta vez, vamos conversar um pouco, então, sobre a moda “Genderless”, ou “agenero”.
O “Unissex”, roupas para serem usadas tanto por homens como por mulheres, não é exatamente uma novidade.
O grande nome desse fenômeno foi, sem dúvidas, a estilista Coco Chanel. Na década de 20 do século passado, ela introduziu peças até então consideradas de uso masculino nas suas coleções femininas. Acima de tudo, Chanel levantava a bandeira do conforto, trocando a ditadura dos espartilhos por peças mais largas como a camiseta navy (listrada, inspirada na marinha francesa) que, por coincidência, voltou a moda com força total nessas últimas estações.
Calças pantalonas e terninhos eram frequentes em suas coleções, mas sem abrir mão da feminilidade, compensando com acessórios que também se tornaram clássicos, como o colar de pérolas, fakes ou não, e a bolsa matelassê. Sem dúvidas, esse movimento foi um presente para a mulher que, a partir desse momento, pôde se manter na moda de forma elegante, porém muito mais confortável.
Agora então, um século mais tarde, encabeçado a princípio pelas grifes Gucci, Armani e Prada, mas se espalhando rapidamente por marcas mais populares, surge o movimento “Genderless”, com uma proposta que homens e mulheres vistam as mesmas peças.
Como os próprios estilistas tem afirmado, o termo não foi renovado à toa, diferente de unissex, que traz o conceito de algo único para os dois sexos, Genderless significa: “sem gênero definido”, pois se apropriando da moda como uma expressão cultural e social, que de fato é, o movimento Genderless se propõe a questionar padrões femininos e masculinos nas ruas. Acreditando que, como Suzy Menkes, Editora Internacional da Revista Vogue e umas das principais críticas de moda, publicou em 2014, “a neutralização dos gêneros é o desenvolvimento mais importante da moda no século 21”. Este nos parece o ponto principal onde a moda Genderless se encontra com a ideologia de gêneros.
Então, além de mulheres com peças que seriam comumente masculinas, temos também homens de saia. Celebridades como Jaden Smith, filho do ator Will Smith, já apareceu diversas vezes usando saias e questionando esse direito em entrevistas e redes sociais. Em pouco tempo, a Louis Vuitton, o convidou para estrelar uma campanha não Genderless, mas feminina da marca.
Mas, qual o problema do homem usar saias? Jesus usava túnicas, homens escoceses usam saias. Não estou aqui decretando sentenças, apenas apresentando os dados para que juntos possamos ser guiados. Mas, a túnica ou mesmo os kilts (saias) dos escoceses, são vestimentas masculinas dentro das culturas em que estão inseridas. O que está em questão é a mudança de hábitos dentro da nossa cultura.
Então, diante desses dados, o que de fato essa moda ou movimento pode nos afetar?
Mais uma vez, quero deixar claro que não estou decretando sentenças nem esgotando a questão, mas trazendo dados e a minha opinião pessoal. Desta forma, no meu parecer, não há nenhum motivo para pânico. A moda está fazendo o que sempre fez, comprometida com seus valores. Cabe, a nós, julgarmos o que devemos ou não usar e colocarmos modas, marcas, roupas e bens materiais em seu exato lugar, com a real importância que deve, ou não, ter em nossas vidas.
Recentemente, o Pr. Alexandre Magno enfatizou, em uma ministração em nossa igreja local, que precisamos entender, de uma vez por todas, que: “peixe nada, crente crê e pecador peca”. O mundo faz o papel de mundo. Estranho seria uma dessas grifes promovendo missões, não é? Ser sal e luz é papel da Igreja. Eles seguem o curso deste mundo, nós trazemos o reino do céu para a terra. Nós é que estamos aqui para fazer a diferença, ganhar as vidas, pregando o Evangelho e ensinando a guardar as coisas que nos foram mandadas guardar.
Devemos nos indignar com padrões do mundo? Sim. Todos que venham contra a Palavra, mas a nossa indignação nunca pode ser maior que a nossa compaixão. Afinal, eles estão fazendo o que sabem fazer, pois peixe nada, crente crê e pecador peca… até nós os alcançarmos. Nossa motivação maior deve sempre ser o amor, o amor jamais falha. Com as lentes do amor, pensaremos em cada consequência de nossos atos.
Quanto a formação da orientação sexual, qual o peso do movimento Genderless? A Bíblia não fala especificamente sobre isso, porém, de acordo com o que temos conhecido, podemos afirmar que, para uma criança e até mesmo um adolescente, é importante ter, com clareza, referências masculinas e femininas.
Nossos filhos precisam sim, entender que existe dentro de nossa cultura, comportamentos e roupas femininas e masculinas. E que Deus nos criou um sexo biológico para acompanhar o gênero. Isto é, Deus criou o macho (corpo) para o gênero masculino (alma), bem como a fêmea (corpo) para o gênero feminino (alma).
Mas, todos somos espíritos criados a imagem e semelhança do próprio Deus, objetos do seu amor, por isso, devemos amar, respeitar e, como igreja, acolher a todos da mesma forma, sem preconceitos, nem tratamento diferenciado, todos devem ser ensinados… e corrigidos também.
Lembramos de que a orientação homossexual nunca acontece por um só motivo, e se não podemos impedir as tempestades, devemos ter as nossas casas firmadas na Rocha. Estamos nos últimos dias e, como Igreja, temos o poder de deter muitas coisas, mas, nem tudo, pois o mundo é o mundo. A nossa força deve estar voltada para discipularmos nossos filhos com a Verdade. Quando a tempestade vier, eles saberão responder, saberão o que fazer e não se abalarão.
Sobre o que vestir? Nossa visão não delibera radicalmente sobre usos e costumes. Mas entendemos que devemos ter sempre o cuidado de estarmos decentes, tomando cuidado para não escandalizarmos o próximo, seguindo o exemplo e a orientação de nossos líderes locais. Devemos ter sabedoria em cada ocasião, para que tudo em nós contribua para ganharmos as vidas. Paulo disse que “sendo livre para com todos, se fazia de servo para ganhar ainda mais. Se fez de judeu para ganhar os judeus, fraco para com os fracos, tudo, claro, cooperando com o Evangelho”.
“E quanto ao mais, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes e recebestes, e ouvistes, e vistes, isso praticai e o Deus de Paz será conosco” (Filipenses 4.8-9)















9 Comentários
Excelente explanação sobre o assunto, tenho orgulho de ser seu irmão em Cristo e amigo pessoal de sua família, Te amamos muito. Parabéns.
Muito bom! Parabéns. É isso mesmo!
Melhor texto que li até o momento. Thanks!
Meu Deus, quanta sabedoria. Que o Senhor te use assim cada vez mais.
Parabéns pelo seu posicionamento e opinião tão transparentes. Isso é Reino.
Ótimo! Num tempo de extremos perigosos, equilíbrio com a palavra de Deus é tudo!!
Excelente exposisao de um tema tal complexo. Parabens pela inteligencia e sabedoria!
Muito coerente, esclarecedor e equilibrado.
Obrigada, Lenise.
Excelente e esclarecedora explicação!