
Graduada da EMR Rio de Janeiro
Não desejo aqui provocar terror, mas espero realmente despertar temor ao Senhor, pois este é o princípio de toda sabedoria. Os verdadeiramente loucos são os que desprezam o ensino (Provérbios 1:7).
De Deus não se zomba (Gálatas 6:7).
Somos salvos pela Graça por meio da fé (Efésios 2:8), sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6). Mas são nossas obras, a prática da Palavra, que mantêm a nossa fé viva, operante (Tiago 2:18-20).
Nossa fé estará segura e será guardada se combatermos o bom combate, se corrermos para completar nossa carreira. Creio que Paulo nos apresenta isto como algo progressivo: ele combateu o bem combate, por isso foi capaz de completar sua carreira e teve sua fé intacta, preservada, recebendo como recompensa a sua coroa (II Timóteo 4:7-8).
Meu maior anseio é compartilhar sempre a Graça, pois foi ela que transformou minha vida. Mas nada é mais gracioso do que conhecer toda a verdade. Este é literalmente o nosso ministério: Graça e Verdade. Quem tem a verdadeira revelação da Graça entende que ela não é licença para pecar. Graça não é libertinagem, mas perdão que traz a nós a capacitação, a habilidade para a santidade que não somos capazes de viver em nossa própria força.
Mesmo sendo salvos do inferno, ainda teremos que nos apresentar a Deus e prestar contas a Ele de tudo o que fizemos ( Hebreus 4:13).
A Palavra nos adverte ainda:
“Alegra-te jovem na tua juventude, e recrei-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam os teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas” (Eclesiastes 11:9).
Tudo o que fazemos será revelado e julgado.
Paulo compara nossa vida como uma construção que será provada:
Segundo a Graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.
Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.
Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.
Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (I Coríntios 3:10-16)
Neste texto, nossas obras são comparadas a alguns materiais que conhecemos bem. Metais preciosos como ouro e prata, ao passarem pelo fogo, não são consumidos por ele, na verdade eles se tornam mais valiosos depois de serem purificados pelo fogo. Da mesma forma, as pedras preciosas não são consumidas se passarem pelo fogo. No entanto, se colocarmos madeira, feno e palha sob as chamas ardentes, esses materiais rapidamente virariam cinzas, não restando nada mais deles.
É usando esta metáfora que Paulo nos fala a respeito da grande importância que os nossos atos, nossas obras, terão no dia em que estivermos diante do Senhor para que Ele possa avaliar a qualidade de tudo o que fizemos enquanto estávamos vivendo na terra. As boas obras, os atos de justiça, tudo o que tivermos feito segundo à vontade de Deus serão como ouro, prata e pedras preciosas e, ao serem provados pelo fogo, não se extinguirão, mas ficarão ainda mais belos e, por causa disso, receberemos a nossa boa recompensa.
Contudo, toda obra contrária à Palavra será como madeira, feno e palha que, diante de Deus, se extinguirão no fogo, nada restando de bom e nós sofreremos o dano. Da mesma forma que a Palavra não deixa claro o que é o galardão, ela também não esclarece que dano será esse, mas afirma que esse dano não é a perda da salvação para os que já estão em Cristo. Portanto, se você já confessou Jesus, você não perderá sua salvação caso suas obras sejam consumidas pelo fogo, mas haverá uma conseqüência para nossos atos, sejam eles bons ou maus.
Uma das falas de Jesus que mais me emociona é quando ele, prevendo sua morte diz: “vem aí o príncipe deste mundo; e ele nada tem em mim” (Jo 14:30).
Jesus não tinha em si nada que pertencesse a Satanás, nenhum pensamento mau, nenhuma prática escondida, nenhum pecado emprestado e como os produtos do diabo não são vendidos separadamente, ele não tinha também nenhuma enfermidade, nenhuma miséria, nenhuma mazela até voluntariamente assumir as minhas na cruz.
Extraído do livro: “ Como Deus Planejou Você”
















1 Comentário
Maravilhoso estudo. Parabéns!