Verbo FM

Ofensa e misericórdia

Edgley Lacerda
Pastor auxiliar da Igreja Verbo da Vida na  Zona Norte, Recife

O juízo é sem misericórdia para aqueles que não exercitam de misericórdia. Um exemplo é o nosso corpo. Deus nos deu a responsabilidade de cuidar dele. Devemos fazer a nossa parte exercitando-o.

Da mesma maneira é a misericórdia, se exercitarmos este benefício, o juízo de Deus para nós será com misericórdia. Mas, para que serve a Misericórdia? Porque ela existe e para que motivo?

Em primeiro lugar precisamos entender que só existe a misericórdia se houver a ofensa. Também temos que entender que só nos ofendem aqueles que significam algo para nós. Aqueles que fazem parte do nosso círculo mais íntimo, com acesso ao nosso coração.

Adão traiu a confiança e a orientação de Deus. Eles tinham comunhão diariamente. Neste momento a misericórdia de Deus atuou. Quando Deus profere sobre o acontecido Ele não está dando o juízo, mas apenas relatando as conseqüências da atitude de Adão. Conseqüências: para o homem: comer do suor de seu trabalho; para a mulher: dores de parto; para a serpente: comer do pó da terra.

Depois Ele profetiza sobre a descendência da mulher proferindo a bênção: um filho, nascido em uma manhã, O Salvador, tomando forma de carne e trazendo com Ele a graça. A misericórdia se tornando carne: humano! Capaz de entregar a vida para Graça!

“Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.” (Romanos 11.32)

O sangue santo, justo, que tem uma voz. Através deste sangue Ele ressuscitou.

A palavra “PROPICIATÓRIO” traduzida da língua inglesa significa “LUGAR DE MISERICÓRDIA”, onde a misericórdia se assenta. O trono da graça onde Jesus está assentado e nós estamos lá assentados com Ele, neste “LUGAR”.

Entramos pelas portas da Graça e a misericórdia de Deus teve acesso completo a nós. Só a misericórdia resolve o problema dos dois lados: o lado do ofensor e o lado do ofendido.

Só através de Jesus temos acesso à misericórdia, e assim, sobre nossos pecados Deus diz: ”Não Me lembro mais!”

Mas, temos que ter o cuidado de observar que, muitas vezes, somos nós quem precisamos perdoar a nós mesmos, usando de misericórdia conosco.

Algumas vezes, podemos ofender pessoas que estão ao nosso lado:

“O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo”. (Provérbios 18.19)

Ou seja, são como paredes fortificadas, difíceis de ser derrubadas.

No contexto do ofendido existem dois tipos:

– O Injustiçado com motivo

 “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor”. (Romanos 12.19)

– O que acha que foi injustiçado – só de ouvir os comentários maldosos.

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;”  (Mateus 5.44)

Deus é o que é responsável por julgar. Cabe a nós amar e orar.

O amor natural é limitado na sua visão. O amor do tipo de Deus que está derramado em nossos corações vem sendo constantemente derramado.

A Palavra de Deus ensina que devemos nos humilhar e sofrer o dano.

“Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?”  (1 Coríntios 6.1-7)

O nome Cristo não é o sobrenome de Jesus, mas a unção que Ele carrega. Devemos manter os nossos pensamentos cativos a esta unção.

Só a unção derruba fortalezas. Somos chamados para agir como Cristãos, tendo sempre que ter uma resposta espiritual para uma oposição carnal.

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos”. (Colossenses 3.12-15)  

A ofensa é um peso que consome. Jesus disse: Vinde a mim e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. O orgulho precisa sair e ser derrubado.

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