
Diretor da Associação Ministerial Rhema, nos Estados Unidos.
“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição” (Malaquias 4:5-6).
Acho interessante o fato dessas serem as palavras finais de Malaquias. Elas foram ditas antes dos 400 anos de silêncio. Ele não via uma geração cujos pais estão presentes, porque os corações deles não estavam unidos e atualmente, ainda lidamos com essa situação. A cada dia no ministério, me torno mais consciente disso.
Quando essa geração não mantém os corações unidos, isso provoca uma maldição e faz com que os trabalhadores não frutifiquem. Parece que a gente faz tudo certo e o fruto não chega. Existe uma questão acima da maldição: semeadura e colheita. Não posso semear por você, e no Reino de Deus não funciona assim.
No campo natural, vemos a herança, e o significado dela é receber algo de quem trabalhou. Hoje estamos aqui, porque recebemos o resultado do trabalho do irmão Hagin, e depois do apóstolo Bud Wright. Esse tipo de herança que passa de uma geração espiritual a outra, só acontece onde há honra, pois ela é a chave que nos faz acessá-la.
Se não estivermos seguros em quem somos como filhos de Deus e ministros do chamado que recebemos, será difícil honrar outras pessoas e, consequentemente, receber a herança.
Os desafios que enfrentamos em nossos relacionamentos e igrejas, são resultados diretos da falta de paternidade que a nossa cultura enfrenta. Não se trata de um problema americano ou brasileiro, mas do mundo todo.
A razão pela qual muitos têm dificuldade em reconhecer quem são é porque nunca tiveram um pai. Alguém que olhou nos olhos e disse quem eles eram. A mesma coisa acontece na obra do Senhor, há ministros espalhados por todos os lugares, gerações desconectadas, cada um para o seu lado, porque ninguém os parou e disse: “Você é isso”. Existem carências de pai e mãe no ministério.
Onde estão os pais e mães estabelecidos por Deus?
“Porque ainda que tivésseis dez mil tutores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja. Mas alguns andam ensoberbecidos, como se eu não houvesse de ir ter convosco. Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam ensoberbecidos, mas o poder. Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?” (I Coríntios 4:14-21).
Paulo diz que podemos até ter muitos mestres, mas ainda assim isso não é suficiente, porque precisamos de uma paternidade. Ele estava lidando com uma igreja de comportamento rebelde, que estava seguindo outros ensinamentos e os lembrava de que o pai deles era Paulo e que por meio dele, aquelas pessoas acessaram o reino de Deus.
O apóstolo disse: “Sede meus imitadores”. Mas preste atenção e perceba a linguagem: ele mandou Timóteo até eles para relembrá- los a respeito dos caminhos de Paulo em Cristo. Você precisa se garantir muito para que os outros o imitem e necessita estar firmado no amor do Senhor, que está operando de forma plena no seu chamado, como um pai no Corpo de Cristo.
A disciplina não vai nos matar. Ela não nos matou durante a infância e nem vai nos danificar no ministério.
“A Timóteo meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor” (I Timóteo 1:2).
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (II Timóteo 2:1).
Perceba a forma que Paulo se refere a Timóteo, é como se eles pesquisassem todos os discípulos e chegassem a conclusão de que o jovem era o único que poderia ser enviado como representante fiel.
O apóstolo disse que Timóteo iria cuidar de todos com o mesmo sentimento de Cristo. Ele não conseguiu esse status pelo favoritismo, mas por servi-lo como um filho ao pai.
Hoje, Guto ocupa esse papel porque serviu ao apóstolo Bud por anos. Quando o tempo estava pleno, ele foi elevado a outro lugar. Existe uma diferença entre ensino e paternidade. Todo mundo consegue ensinar, mas nem todos são pais. A paternidade envolve treinamento, ensino, dedicação e disciplina.
Nós precisamos viver a mensagem que estamos dispostos a pregar para sermos referências que valem a pena ser seguidas.
Paulo se tornou o pai deles por meio do Evangelho, não por manipulação. Há muita gente desejando assumir nossa paternidade espiritual, fazendo manipulação para nos cercar.
Nem todo mestre é pai. O objetivo dessa referência não é ter o conhecimento dele, mas tornar-se similar a quem lhe admoesta na fé.
A minha maior realização não é algo que fiz, mas quem levantei. Não importa se alguém vai conhecer meu nome, mas quero que ele cresça e percorra lugares mais distantes do que um dia já cheguei.
Só um pai entende essa verdade, pois tem autoridade para disciplinar seus filhos. Não tenha medo da correção, porque os verdadeiros filhos têm a legalidade para representar espiritualmente seus pais.
A submissão não é uma sugestão, mas algo imperativo. Obedecer não é se sujeitar a uma ditadura, mas saber o papel do pai: aquele que protege, cuida e planeja com antecipação. Essa é a maneira que ele governa a casa e o Corpo de Cristo. Além disso, deve ter o coração cheio de amor.
Uma das diferenças entre o filho e o orfão é a disciplina. Deus nos admoesta com amor, não com doenças. Ele nos corrige por meio da Sua Palavra.
Se alguém não estiver disposto a suportar a admoestação, não está pronto para ser filho, mas age como um bastardo. Qual é a sua postura diante da correção? Você se submete ou resiste?
Quero destacar três chaves importantes para um filho disciplinado:
Honra
Precisamos aprender a considerar as pessoas por quem elas são. Não foque no que ainda não se tornaram, isso pode lhe fazer tropeçar. Honre-os por quem são em Cristo.
Humildade
Para sermos humildes, é necessário ter uma perspectiva adequada sobre nós mesmos, nos vendo como Deus nos vê.
Submissão
Ela nos leva ao lugar que Deus estabeleceu e nos coloca numa posição alinhada. Todo padrão que se repete na igreja e família, sempre tem uma ordem estabelecida. Se sujeitar é ocupar seu lugar para que o outro também assuma o seu.
Dessa forma, vamos colocar o diabo no lugar dele.
Trechos da mensagem de 20 de setembro de 2025, na Conferência de Ministros Sudeste.















